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Sertão esquece logo a vitória e só pensa na defesa do título mundial


Thiago Varella
Especial para o Diário

11/04/2006 | 08:50


Quando se é campeão do mundo de boxe não dá nem tempo de se comemorar uma vitória. Valdemir Pereira, o Sertão, derrotou o russo Yuri Romanovich, domingo, por pontos, diante de sua torcida, em São Caetano. Dois dias depois, entretanto, o campeão mundial dos penas pela Federação Internacional de Boxe já pensa na luta de defesa do título, dia 13 de maio, contra o inglês Esham Pickering.

A luta de domingo, que valia pela disputa do título, já fazia parte da preparação de Sertão para a luta do mês que vem, que será realizada no Fleet Center, em Boston, nos Estados Unidos. Por isso, quem se assustou com o fato de que o russo não foi a nocaute e chegou a dar trabalho para o brasileiro, sabia que todo o risco foi calculado pelo manager de Sertão, o ex-lutador Servílio de Oliveira.

"Eu fiquei tranqüilo quanto a luta do Sertão. Sabia do poder do russo. Sabia que era bom e isso para o Sertão acrescenta. Não gosto de lutador que venha só para tomar dois socos e cair. Só assim que a gente ganha condições para formar um campeão", afirmou Servílio. Sertão também elogiou o adversário. "A luta foi boa. O adversário foi duro, não caia mesmo. Com certeza foi um adversário bem escolhido. Pena que ele não me deu oportunidade de fazer o que eu gosto como gancho na linha da cintura. Ele é igual a mim, luta boxe para trás. Ele lutou muito no amador e continua neste estilo. É macaco velho", afirmou o pugilista.

Apesar da luta ter sido mais difícil que o esperado, Sertão sentiu no último assalto que já teria ganho e começou a brincar no ringue, dançando e chamando a torcida. "Quando você luta no seu país e na sua cidade é gostoso. Então eu queria levantar o público, chamar os torcedores para a luta. Isto é normal. O show foi meu, o russo não ficou bravo ou humilhado, tanto que ele tentou fazer igual", explicou.

Quanto à luta de defesa do título, já está tudo preparado. Segundo Servílio, o contrato foi assinado. "O Sertão nos Estados Unidos vai lutar como se estivesse em casa".

O inglês Esham Pickering tem 29 vitórias no cartel, sendo 11 nocautes e quatro derrotas. Como de praxe, Sertão disse não conhecer o adversário, que vai buscar a unificação e usou seu clichê favorito. "Contra o inglês eu espero uma boa luta. Que vença o melhor e eu sou o melhor." (Supervisão de Marcelo Camargo)



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Sertão esquece logo a vitória e só pensa na defesa do título mundial

Thiago Varella
Especial para o Diário

11/04/2006 | 08:50


Quando se é campeão do mundo de boxe não dá nem tempo de se comemorar uma vitória. Valdemir Pereira, o Sertão, derrotou o russo Yuri Romanovich, domingo, por pontos, diante de sua torcida, em São Caetano. Dois dias depois, entretanto, o campeão mundial dos penas pela Federação Internacional de Boxe já pensa na luta de defesa do título, dia 13 de maio, contra o inglês Esham Pickering.

A luta de domingo, que valia pela disputa do título, já fazia parte da preparação de Sertão para a luta do mês que vem, que será realizada no Fleet Center, em Boston, nos Estados Unidos. Por isso, quem se assustou com o fato de que o russo não foi a nocaute e chegou a dar trabalho para o brasileiro, sabia que todo o risco foi calculado pelo manager de Sertão, o ex-lutador Servílio de Oliveira.

"Eu fiquei tranqüilo quanto a luta do Sertão. Sabia do poder do russo. Sabia que era bom e isso para o Sertão acrescenta. Não gosto de lutador que venha só para tomar dois socos e cair. Só assim que a gente ganha condições para formar um campeão", afirmou Servílio. Sertão também elogiou o adversário. "A luta foi boa. O adversário foi duro, não caia mesmo. Com certeza foi um adversário bem escolhido. Pena que ele não me deu oportunidade de fazer o que eu gosto como gancho na linha da cintura. Ele é igual a mim, luta boxe para trás. Ele lutou muito no amador e continua neste estilo. É macaco velho", afirmou o pugilista.

Apesar da luta ter sido mais difícil que o esperado, Sertão sentiu no último assalto que já teria ganho e começou a brincar no ringue, dançando e chamando a torcida. "Quando você luta no seu país e na sua cidade é gostoso. Então eu queria levantar o público, chamar os torcedores para a luta. Isto é normal. O show foi meu, o russo não ficou bravo ou humilhado, tanto que ele tentou fazer igual", explicou.

Quanto à luta de defesa do título, já está tudo preparado. Segundo Servílio, o contrato foi assinado. "O Sertão nos Estados Unidos vai lutar como se estivesse em casa".

O inglês Esham Pickering tem 29 vitórias no cartel, sendo 11 nocautes e quatro derrotas. Como de praxe, Sertão disse não conhecer o adversário, que vai buscar a unificação e usou seu clichê favorito. "Contra o inglês eu espero uma boa luta. Que vença o melhor e eu sou o melhor." (Supervisão de Marcelo Camargo)

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