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Lula chama para a briga


Sérgio Vieira
Do Diário do Grande ABC

06/08/2006 | 09:04


Depois de um jantar indigesto, que reuniu 489 dos mil convidados esperados no Jockey Club de São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, caiu nos braços do povo no sábado. Em um comício que atraiu uma multidão em São Mateus, na Zona Leste de São Paulo – reduto tradicionalmente petista –, na manhã de sábado, Lula desafiou lideranças da oposição e praticamente chamou para briga políticos do PSDB e PFL.

“Aquele que me agredir mais, vai ser no Estado dele que vou conseguir mais votos. Quanto mais eles me baterem, mais vou buscar eleitores lá.” Sem citar nomes, Lula referiu-se aos senadores Jorge Bornhausen (presidente do PFL), Antônio Carlos Magalhães (também pefelista) e Arthur Virgilio (PSDB). “Vocês verão na Bahia (reduto de ACM), no Amazonas (base eleitoral de Virgilio) e em Santa Catarina (terra de Bornhausen) a quantidade de votos que eu vou ter.”

O discurso durou 30 minutos. Lula voltou a criticar a gestão do ex-prefeito de São Paulo José Serra, candidato do PSDB ao governo do Estado, que, segundo o presidente, dispensou recursos da União para projetos de requalificação profissional. “No começo do ano, nós disponibilizamos 30 mil vagas para a cidade de São Paulo para o Pro-Jovem, mas a Prefeitura só cadastrou sete mil. Certo responsável achava que não tinham crianças e adolescentes fora da escola na Capital, numa demonstração de que eles só enxergam pobre durante a eleição.”

Lula chegou a São Mateus às 11h25, uma hora depois de Mercadante. A presença do presidente, no primeiro comício deste ano em São Paulo, provocou congestionamento nas ruas do entorno do Largo São Mateus, onde foi erguido o palanque. A direção nacional do PT havia programado uma caminhada na avenida Mateo Bei – um dos principais corredores comerciais do bairro –, mas cancelou o corpo-a-corpo, preocupada com o tumulto maior que a atividade geraria. Ao lado do senador Aloizio Mercadante, candidato da legenda ao governo do Estado, do senador Eduardo Suplicy, que busca a reeleição, e da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy, Lula lembrou que o local já havia servido de palco para muitas manifestações petistas. “Venho nessa praça desde 1980 e as atividades eram no coreto, no meio da praça.” Foi lá o primeiro comício de Lula em 1982, quando disputou o governo de São Paulo.

O presidente recomendou a Mercadante que, caso seja eleito, retome a construção dos CEUs (Centros Educacionais Unificados), principal bandeira de Marta na Capital. “Em cidade onde não tiver escola pública de qualidade, você tem de fazer os CEUs, Aloizio.”

No final do discurso, Lula disse que já há projetos “engatilhados” para eventual segundo mandato. “Pode anotar: o nome do mandato será desenvolvimento, geração de emprego, distribuição de renda e educação de qualidade.” Ao descer do palanque, Lula demorou quase meia hora cumprimentando a população – segundo PT, foram 7 mil pessoas –, para depois seguir direto para Campinas, no interior, em um encontro com prefeitos da região.



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Lula chama para a briga

Sérgio Vieira
Do Diário do Grande ABC

06/08/2006 | 09:04


Depois de um jantar indigesto, que reuniu 489 dos mil convidados esperados no Jockey Club de São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, caiu nos braços do povo no sábado. Em um comício que atraiu uma multidão em São Mateus, na Zona Leste de São Paulo – reduto tradicionalmente petista –, na manhã de sábado, Lula desafiou lideranças da oposição e praticamente chamou para briga políticos do PSDB e PFL.

“Aquele que me agredir mais, vai ser no Estado dele que vou conseguir mais votos. Quanto mais eles me baterem, mais vou buscar eleitores lá.” Sem citar nomes, Lula referiu-se aos senadores Jorge Bornhausen (presidente do PFL), Antônio Carlos Magalhães (também pefelista) e Arthur Virgilio (PSDB). “Vocês verão na Bahia (reduto de ACM), no Amazonas (base eleitoral de Virgilio) e em Santa Catarina (terra de Bornhausen) a quantidade de votos que eu vou ter.”

O discurso durou 30 minutos. Lula voltou a criticar a gestão do ex-prefeito de São Paulo José Serra, candidato do PSDB ao governo do Estado, que, segundo o presidente, dispensou recursos da União para projetos de requalificação profissional. “No começo do ano, nós disponibilizamos 30 mil vagas para a cidade de São Paulo para o Pro-Jovem, mas a Prefeitura só cadastrou sete mil. Certo responsável achava que não tinham crianças e adolescentes fora da escola na Capital, numa demonstração de que eles só enxergam pobre durante a eleição.”

Lula chegou a São Mateus às 11h25, uma hora depois de Mercadante. A presença do presidente, no primeiro comício deste ano em São Paulo, provocou congestionamento nas ruas do entorno do Largo São Mateus, onde foi erguido o palanque. A direção nacional do PT havia programado uma caminhada na avenida Mateo Bei – um dos principais corredores comerciais do bairro –, mas cancelou o corpo-a-corpo, preocupada com o tumulto maior que a atividade geraria. Ao lado do senador Aloizio Mercadante, candidato da legenda ao governo do Estado, do senador Eduardo Suplicy, que busca a reeleição, e da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy, Lula lembrou que o local já havia servido de palco para muitas manifestações petistas. “Venho nessa praça desde 1980 e as atividades eram no coreto, no meio da praça.” Foi lá o primeiro comício de Lula em 1982, quando disputou o governo de São Paulo.

O presidente recomendou a Mercadante que, caso seja eleito, retome a construção dos CEUs (Centros Educacionais Unificados), principal bandeira de Marta na Capital. “Em cidade onde não tiver escola pública de qualidade, você tem de fazer os CEUs, Aloizio.”

No final do discurso, Lula disse que já há projetos “engatilhados” para eventual segundo mandato. “Pode anotar: o nome do mandato será desenvolvimento, geração de emprego, distribuição de renda e educação de qualidade.” Ao descer do palanque, Lula demorou quase meia hora cumprimentando a população – segundo PT, foram 7 mil pessoas –, para depois seguir direto para Campinas, no interior, em um encontro com prefeitos da região.

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