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Não existe nenhuma guerra civil em São Paulo, diz cientista político


Do Diário OnLine
Com Agência Brasil

15/05/2006 | 18:32


O doutor em ciência política e ex-assessor do Ministério da Defesa, Gunther Rudzit, disse nesta segunda-feira que "não tem cabimento pensar em guerra civil" em razão dos ataques criminosos ocorridos no Estado de São Paulo desde a noite de sexta-feira. Com os atentados promovidos pela facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), já morreram 81 pessoas, entre policiais e criminosos, segundo balanço oficial divulgado hoje pela Secretaria Estadual de Segurança Pública.

"Somente há guerra civil quando grande parte da população se volta contra o governo com alguns objetivos: tomar o poder ou conseguir criar um novo Estado", afirmou. "O que vemos em São Paulo não corresponde a nenhuma dessas situações. O que vemos é um problema de segurança pública", acrescentou.

Questionado sobre a necessidade do governo federal colocar as forças de segurança à disposição do governo paulista, ele disse não ter certeza se a força federal faria diferença, já que, segundo ele, São Paulo tem hoje cerca de cem mil homens na polícia. "Isso poderia, inclusive, ser explorado politicamente", ponderou.

Segundo ele, a onda de violência no Estado não deve durar muito tempo. "A crise está sendo comandada por uma facção criminosa que tem a maior parte do seu lucro vindo do narcotráfico. Nesse Estado de policiamento, a venda de drogas cai e o dinheiro que alimenta essa facção também cai. Então, manter o ataque vai prejudicar, sem dúvida nenhuma, o negócio deles", disse.


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Não existe nenhuma guerra civil em São Paulo, diz cientista político

Do Diário OnLine
Com Agência Brasil

15/05/2006 | 18:32


O doutor em ciência política e ex-assessor do Ministério da Defesa, Gunther Rudzit, disse nesta segunda-feira que "não tem cabimento pensar em guerra civil" em razão dos ataques criminosos ocorridos no Estado de São Paulo desde a noite de sexta-feira. Com os atentados promovidos pela facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), já morreram 81 pessoas, entre policiais e criminosos, segundo balanço oficial divulgado hoje pela Secretaria Estadual de Segurança Pública.

"Somente há guerra civil quando grande parte da população se volta contra o governo com alguns objetivos: tomar o poder ou conseguir criar um novo Estado", afirmou. "O que vemos em São Paulo não corresponde a nenhuma dessas situações. O que vemos é um problema de segurança pública", acrescentou.

Questionado sobre a necessidade do governo federal colocar as forças de segurança à disposição do governo paulista, ele disse não ter certeza se a força federal faria diferença, já que, segundo ele, São Paulo tem hoje cerca de cem mil homens na polícia. "Isso poderia, inclusive, ser explorado politicamente", ponderou.

Segundo ele, a onda de violência no Estado não deve durar muito tempo. "A crise está sendo comandada por uma facção criminosa que tem a maior parte do seu lucro vindo do narcotráfico. Nesse Estado de policiamento, a venda de drogas cai e o dinheiro que alimenta essa facção também cai. Então, manter o ataque vai prejudicar, sem dúvida nenhuma, o negócio deles", disse.

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