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Empresa de Duda recebeu R$ 200 mil de Clésio Andrade



20/02/2006 | 08:01


O presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte) e vice-governador de Minas, Clésio Soares de Andrade (PL), está na mira da CPI dos Correios. A comissão parlamentar de inquérito descobriu que uma das empresas dele depositou R$ 200 mil na conta da CEP Comunicação e Estratégia Política, empresa de marketing político do publicitário Duda Mendonça, que foi marqueteiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas as duas pontas da transação apresentam versões conflitantes para justificar as operações.

Os técnicos da CPI rastrearam até agora duas transferências. Ambas partiram da Pampulha Transportes Ltda, empresa de Clésio que opera linhas de ônibus em Belo Horizonte, cujo prefeito é Fernando Pimentel, do PT. Por meio da mesma CEP, Duda produziu a campanha à reeleição de Pimentel em 2004.

Os dois depósitos, ambos no valor de R$ 100 mil, foram feitos em 2003, quando a CEP também detinha contrato com o Diretório Nacional do PT. Os extratos bancários em poder da CPI mostram que o primeiro deles aconteceu em 28 de julho, por meio de uma TED (transferência eletrônica direta).

O segundo depósito, também via o mesmo sistema, foi feito em exatos três meses depois, no dia 28 de outubro.

Procurado pela reportagem, Tales Castelo Branco, advogado do marqueteiro, afirmou que os depósitos referiam-se a uma “pesquisa de diagnóstico” de “natureza política” prestada pela empresa de Duda ao vice-governador, mas não deu mais detalhes sobre o contrato. “Foram serviços para o Clésio como pessoa física, mas que ele pagou por essa empresa (Pampulha Transportes)”, garantiu.

O presidente da CNT confirmou ter pago por uma “pesquisa”, mas as semelhanças entre as justificativas param por aí. “A empresa Pampulha Transportes pagou à empresa CEP Comunicação a importância de R$ 200 mil por serviços prestados de pesquisa e levantamento de informações de mercado”, afirmou Clésio, por meio de nota. “Esclareço ainda que tais serviços se deram em função do interesse da Pampulha Transportes em ingressar no setor de turismo.”

Ele também enviou à reportagem as notas fiscais emitidas pela CEP para a Pampulha Transportes, mas elas são vagas e não especificam se a pesquisa realmente tinha como objeto o setor de turismo.

As transferências chamaram a atenção dos peritos porque a CEP é uma empresa de marketing político e, aparentemente, não teria por que receber recursos de uma empresa de transportes. Agora, os técnicos vão sugerir aos parlamentares que requisitem à Pampulha e ao marqueteiro os documentos sobre o contrato da pesquisa.

Sócio – Clésio já é investigado pela CPI no caso do financiamento de caixa 2 do empresário Marcos Valério de Souza ao PSDB mineiro nas eleições de 1998. O presidente da CNT nega, mas Marcos Valério afirmou à CPI que Clésio o procurou para que ele tomasse um empréstimo no Banco Rural, suposta fonte de recursos para os tucanos de Minas naquela eleição. O vice-governador foi sócio de Valério na agência DNA, mas deixou a empresa em 1998.


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Empresa de Duda recebeu R$ 200 mil de Clésio Andrade


20/02/2006 | 08:01


O presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte) e vice-governador de Minas, Clésio Soares de Andrade (PL), está na mira da CPI dos Correios. A comissão parlamentar de inquérito descobriu que uma das empresas dele depositou R$ 200 mil na conta da CEP Comunicação e Estratégia Política, empresa de marketing político do publicitário Duda Mendonça, que foi marqueteiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas as duas pontas da transação apresentam versões conflitantes para justificar as operações.

Os técnicos da CPI rastrearam até agora duas transferências. Ambas partiram da Pampulha Transportes Ltda, empresa de Clésio que opera linhas de ônibus em Belo Horizonte, cujo prefeito é Fernando Pimentel, do PT. Por meio da mesma CEP, Duda produziu a campanha à reeleição de Pimentel em 2004.

Os dois depósitos, ambos no valor de R$ 100 mil, foram feitos em 2003, quando a CEP também detinha contrato com o Diretório Nacional do PT. Os extratos bancários em poder da CPI mostram que o primeiro deles aconteceu em 28 de julho, por meio de uma TED (transferência eletrônica direta).

O segundo depósito, também via o mesmo sistema, foi feito em exatos três meses depois, no dia 28 de outubro.

Procurado pela reportagem, Tales Castelo Branco, advogado do marqueteiro, afirmou que os depósitos referiam-se a uma “pesquisa de diagnóstico” de “natureza política” prestada pela empresa de Duda ao vice-governador, mas não deu mais detalhes sobre o contrato. “Foram serviços para o Clésio como pessoa física, mas que ele pagou por essa empresa (Pampulha Transportes)”, garantiu.

O presidente da CNT confirmou ter pago por uma “pesquisa”, mas as semelhanças entre as justificativas param por aí. “A empresa Pampulha Transportes pagou à empresa CEP Comunicação a importância de R$ 200 mil por serviços prestados de pesquisa e levantamento de informações de mercado”, afirmou Clésio, por meio de nota. “Esclareço ainda que tais serviços se deram em função do interesse da Pampulha Transportes em ingressar no setor de turismo.”

Ele também enviou à reportagem as notas fiscais emitidas pela CEP para a Pampulha Transportes, mas elas são vagas e não especificam se a pesquisa realmente tinha como objeto o setor de turismo.

As transferências chamaram a atenção dos peritos porque a CEP é uma empresa de marketing político e, aparentemente, não teria por que receber recursos de uma empresa de transportes. Agora, os técnicos vão sugerir aos parlamentares que requisitem à Pampulha e ao marqueteiro os documentos sobre o contrato da pesquisa.

Sócio – Clésio já é investigado pela CPI no caso do financiamento de caixa 2 do empresário Marcos Valério de Souza ao PSDB mineiro nas eleições de 1998. O presidente da CNT nega, mas Marcos Valério afirmou à CPI que Clésio o procurou para que ele tomasse um empréstimo no Banco Rural, suposta fonte de recursos para os tucanos de Minas naquela eleição. O vice-governador foi sócio de Valério na agência DNA, mas deixou a empresa em 1998.

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