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Interesses menores impediram elo, diz Boulos sobre esquerda

Rovena Rosa/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Nome do Psol vê bom cenário, lembra do embate em S.Bernardo e pede apoio do PT no 2º turno


Daniel Tossato
do Diário do Grande ABC

27/09/2020 | 07:15


Líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), Guilherme Boulos (Psol) despontou como queridinho da esquerda na eleição na Capital, rótulo que só se ampliou com as duas primeiras pesquisas de intenções de voto divulgadas na semana passada – e que o colocam muito à frente de Jair Tatto (PT). Boulos admite que tentou unificar as candidaturas, mas revela: “Houve interesses menores envolvidos, e até a questão da proporcionalidade entre alianças e partidos atrapalharam.”

“Sou e sempre serei a favor da união da esquerda. Nessa eleição, a união das candidaturas progressistas não foi possível”, emendou o candidato, que terá como adversários nomes que têm discursos parecidos com os dele nas urnas, como Tatto, Orlando Silva (PCdoB), Marina Helou (Rede), Vera Lúcia (PSTU) e Antônio Carlos Silva (PCO).

Em 2016, quando João Doria (PSDB) venceu a corrida paulistana em sua primeira candidatura a prefeito, a pulverização de campanhas de esquerda favoreceu o tucano. À ocasião, o então prefeito Fernando Haddad (PT) não conseguiu atrair ao seu arco de aliados a ex-prefeita e hoje deputada federal Luiza Erundina (Psol) nem a também ex-prefeita e ex-senadora Marta Suplicy (SD). Doria faturou a disputa no primeiro turno.

Apesar da desunião das siglas, Boulos diz estar entusiasmado, sente “clima de virada” e cita a eleição vencida por Erundina, hoje sua vice, na corrida à prefeitura paulistana, em 1988, quando ela ainda atuava pelo PT. À época, Erundina acabou vencendo o ex-prefeito e ex-deputado federal Paulo Maluf (PP). Havia apenas um turno e a diferença entre Erundina e Maluf foi de apenas 270 mil votos.

“Percebo esse clima de virada nesta eleição, como aquela que a Erundina acabou vencendo o Maluf em 1988. Sou o mais bem colocado das candidaturas progressistas e isso não pode ser ignorado”, sustentou o prefeiturável psolista.

Na última pesquisa, divulgada pelo instituto de pesquisa Datafolha, Boulos aparece na terceira posição, com 9% das intenções de voto. Em primeiro está Celso Russomanno (Republicanos), com 29% e em segundo aparece o atual prefeito e que tenta a reeleição, Bruno Covas (PSDB), com 20%. No Ibope, o cenário foi semelhante.

Caso consiga votos para chegar ao segundo turno, Boulos declarou estar aberto a conversar com as outras siglas, entre elas o PT. “Apoio, principalmente no segundo turno, não se nega. Vamos conversar. O objetivo principal é combater o bolsonarismo (vertente política ligada ao atual presidente da República, Jair Bolsonaro, sem partido) e a herança deixada pelo João Doria”, afirmou.

A relação de Boulos com o Grande ABC só cresceu depois que movimento do qual é líder nacional organizou uma das maiores invasões de terreno da história – ele diz que houve ocupação, denominada Povo Sem Medo. Foram sete meses que famílias ficaram em área particular de 78 mil metros quadrados no bairro Planalto, em São Bernardo. Ali houve enfrentamento direto ao prefeito Orlando Morando (PSDB), inclusive em episódios emblemáticos, como quando o governo tucano foi à Justiça para barrar a realização de show de Caetano Veloso.

“Estou muito preocupado com os despejos sem ordem judicial que ocorrem em São Bernardo. Eu mesmo acabei indo ao Ministério Público para barrar esses despejos ilegais. Estão sendo feitos em meio à pandemia, uma crueldade por parte do prefeito Orlando Morando. O acampamento Povo Sem Medo foi um sintoma da falta de política habitacional da cidade. Nos instalamos em um terreno que está improdutivo há 30 anos”, declarou Boulos.

Até por isso, no Grande ABC, Boulos é visto como liderança capaz de impulsionar candidaturas do Psol. Bruno Daniel (Santo André), Lourdes de Souza (São Bernardo), Horácio Neto (São Caetano), Rafaela Boani (Diadema) e André Sapanos (Mauá) são os prefeituráveis da sigla. Mas nem em todas as cidades o processo de escolha foi tranquilo – em São Bernardo, por exemplo, o ex-vereador Aldo Santos foi acusado por militantes de não abrir o partido para a renovação.

“Como candidato, não consigo acompanhar de perto os nomes do Psol na região. Mas tenho acompanhado a candidatura de Bruno Daniel bem de perto. Acompanho a luta do Psol na região e vou buscar a união de nossas candidaturas. (Em relação aos lugares onde houve crise) Roupa suja não se lava na rua. Roupa suja se lava em casa”, discorreu.
 



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Interesses menores impediram elo, diz Boulos sobre esquerda

Nome do Psol vê bom cenário, lembra do embate em S.Bernardo e pede apoio do PT no 2º turno

Daniel Tossato
do Diário do Grande ABC

27/09/2020 | 07:15


Líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), Guilherme Boulos (Psol) despontou como queridinho da esquerda na eleição na Capital, rótulo que só se ampliou com as duas primeiras pesquisas de intenções de voto divulgadas na semana passada – e que o colocam muito à frente de Jair Tatto (PT). Boulos admite que tentou unificar as candidaturas, mas revela: “Houve interesses menores envolvidos, e até a questão da proporcionalidade entre alianças e partidos atrapalharam.”

“Sou e sempre serei a favor da união da esquerda. Nessa eleição, a união das candidaturas progressistas não foi possível”, emendou o candidato, que terá como adversários nomes que têm discursos parecidos com os dele nas urnas, como Tatto, Orlando Silva (PCdoB), Marina Helou (Rede), Vera Lúcia (PSTU) e Antônio Carlos Silva (PCO).

Em 2016, quando João Doria (PSDB) venceu a corrida paulistana em sua primeira candidatura a prefeito, a pulverização de campanhas de esquerda favoreceu o tucano. À ocasião, o então prefeito Fernando Haddad (PT) não conseguiu atrair ao seu arco de aliados a ex-prefeita e hoje deputada federal Luiza Erundina (Psol) nem a também ex-prefeita e ex-senadora Marta Suplicy (SD). Doria faturou a disputa no primeiro turno.

Apesar da desunião das siglas, Boulos diz estar entusiasmado, sente “clima de virada” e cita a eleição vencida por Erundina, hoje sua vice, na corrida à prefeitura paulistana, em 1988, quando ela ainda atuava pelo PT. À época, Erundina acabou vencendo o ex-prefeito e ex-deputado federal Paulo Maluf (PP). Havia apenas um turno e a diferença entre Erundina e Maluf foi de apenas 270 mil votos.

“Percebo esse clima de virada nesta eleição, como aquela que a Erundina acabou vencendo o Maluf em 1988. Sou o mais bem colocado das candidaturas progressistas e isso não pode ser ignorado”, sustentou o prefeiturável psolista.

Na última pesquisa, divulgada pelo instituto de pesquisa Datafolha, Boulos aparece na terceira posição, com 9% das intenções de voto. Em primeiro está Celso Russomanno (Republicanos), com 29% e em segundo aparece o atual prefeito e que tenta a reeleição, Bruno Covas (PSDB), com 20%. No Ibope, o cenário foi semelhante.

Caso consiga votos para chegar ao segundo turno, Boulos declarou estar aberto a conversar com as outras siglas, entre elas o PT. “Apoio, principalmente no segundo turno, não se nega. Vamos conversar. O objetivo principal é combater o bolsonarismo (vertente política ligada ao atual presidente da República, Jair Bolsonaro, sem partido) e a herança deixada pelo João Doria”, afirmou.

A relação de Boulos com o Grande ABC só cresceu depois que movimento do qual é líder nacional organizou uma das maiores invasões de terreno da história – ele diz que houve ocupação, denominada Povo Sem Medo. Foram sete meses que famílias ficaram em área particular de 78 mil metros quadrados no bairro Planalto, em São Bernardo. Ali houve enfrentamento direto ao prefeito Orlando Morando (PSDB), inclusive em episódios emblemáticos, como quando o governo tucano foi à Justiça para barrar a realização de show de Caetano Veloso.

“Estou muito preocupado com os despejos sem ordem judicial que ocorrem em São Bernardo. Eu mesmo acabei indo ao Ministério Público para barrar esses despejos ilegais. Estão sendo feitos em meio à pandemia, uma crueldade por parte do prefeito Orlando Morando. O acampamento Povo Sem Medo foi um sintoma da falta de política habitacional da cidade. Nos instalamos em um terreno que está improdutivo há 30 anos”, declarou Boulos.

Até por isso, no Grande ABC, Boulos é visto como liderança capaz de impulsionar candidaturas do Psol. Bruno Daniel (Santo André), Lourdes de Souza (São Bernardo), Horácio Neto (São Caetano), Rafaela Boani (Diadema) e André Sapanos (Mauá) são os prefeituráveis da sigla. Mas nem em todas as cidades o processo de escolha foi tranquilo – em São Bernardo, por exemplo, o ex-vereador Aldo Santos foi acusado por militantes de não abrir o partido para a renovação.

“Como candidato, não consigo acompanhar de perto os nomes do Psol na região. Mas tenho acompanhado a candidatura de Bruno Daniel bem de perto. Acompanho a luta do Psol na região e vou buscar a união de nossas candidaturas. (Em relação aos lugares onde houve crise) Roupa suja não se lava na rua. Roupa suja se lava em casa”, discorreu.
 

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