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GM vai dobrar a produção de carros populares em Gravataí


Eric Fujita
Do Diário do Grande ABC
Enviado especial a Gravataí (RS)

22/01/2006 | 08:10


Bem sintonizada na concorrência, a General Motors deve concluir até o final do ano a ampliação da fábrica de Gravataí (RS), para dobrar a produção de veículos com a chegada de um novo carro compacto popular. As obras fazem parte dos US$ 240 milhões aplicados no desenvolvimento e fabricação do veículo, que chega ao mercado brasileiro em 2007. Trata-se do mais importante investimento da GM, dentro da meta de obter lucro nas operações brasileiras neste ano.

Depois de tudo pronto, a expectativa é que a produção salte das atuais 120 mil para 230 mil unidades anuais – só com a montagem desse produto. Também está prevista a geração de 1,5 mil novos empregos diretos e indiretos – na fábrica e nos 17 fornecedores que atuam numa área anexa dentro do complexo industrial. A previsão é que o número total de empregos suba de 3,5 mil para 5 mil. E os reflexos vão mais além: outras duas empresas parceiras da GM estarão chegando por conta do projeto.

A empresa executou 50% da ampliação, iniciada em março deste ano. Os serviços são feitos em ritmo lento para não suspender a produção de automóveis. Os trabalhos só são acelerados em feriados prolongados e finais de semana, quando a unidade não funciona, explica Roberto Tinoco, diretor de Operações de Manufatura do Complexo Industrial de Gravataí da GM.

Os trabalhos foram intensificados principalmente nas férias coletivas entre os dias 23 de dezembro e 8 de janeiro. O mesmo procedimento ocorrerá durante o Carnaval. “Precisamos aproveitar esses momentos para acelerar a expansão”, destacou Tinoco. Hoje, a fábrica de Gravataí produz toda a linha Celta.

A expansão da unidade visa manter a competitividade da empresa num cenário onde a concorrência também se prepara para lançar modelos populares, grande filão do mercado interno.

Além da GM, a Ford já anunciou um novo produto nessa linha, que começa a ser fabricado em São Bernardo a partir de 2008. A fábrica do Grande ABC passará por adequações na linha de produção. Até mesmo montadoras com modelos mais luxuosos estão de olho nessa nicho do mercado, como a Toyota, que pretende implantar nova unidade no país em dois anos para montar um novo compacto.

Empregos – Tinoco explicou que, do total de empregos previstos, 600 serão na própria GM, que passará a contar com 2,2 mil trabalhadores diretos. Hoje são 1,6 mil funcionários. Os outros 900 postos ficarão pulverizados nos 17 fornecedores – os sistemistas – e nas duas empresas previstas para chegar.

O diretor adiantou ainda que a ampliação da produção será gradativa e de acordo com a demanda de mercado. Quando atingir o patamar máximo após a expansão, a previsão é de se criar um terceiro turno de trabalho. Hoje, a unidade funciona com dois turnos.

“A empresa aposta nesse crescimento porque hoje a fábrica não tem como aumentar sua produção”, salientou Tinoco, ao comentar que, sem essa ampliação, a unidade se encontra na capacidade máxima de operação.

Expansão – Dentro do projeto de expansão, estão programadas a ampliação do galpão e dos equipamentos para suportar o aumento do volume de produção. A unidade também contará com uma ala específica para a pintura de pára-choques do Celta e do novo carro. O desenvolvimento do modelo é feito no Centro de Engenharia, em São Caetano.

Depois de concluídas as obras, a fábrica da General Motors passará dos 85 mil para 102 mil m² de área construída. Já nos sistemistas, o espaço construído subirá dos 55 mil para 75 mil m². O complexo ocupa uma área de 3,86 milhões de m², no distrito industrial de Gravataí.

O repórter viajou a convite da General Motors



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GM vai dobrar a produção de carros populares em Gravataí

Eric Fujita
Do Diário do Grande ABC
Enviado especial a Gravataí (RS)

22/01/2006 | 08:10


Bem sintonizada na concorrência, a General Motors deve concluir até o final do ano a ampliação da fábrica de Gravataí (RS), para dobrar a produção de veículos com a chegada de um novo carro compacto popular. As obras fazem parte dos US$ 240 milhões aplicados no desenvolvimento e fabricação do veículo, que chega ao mercado brasileiro em 2007. Trata-se do mais importante investimento da GM, dentro da meta de obter lucro nas operações brasileiras neste ano.

Depois de tudo pronto, a expectativa é que a produção salte das atuais 120 mil para 230 mil unidades anuais – só com a montagem desse produto. Também está prevista a geração de 1,5 mil novos empregos diretos e indiretos – na fábrica e nos 17 fornecedores que atuam numa área anexa dentro do complexo industrial. A previsão é que o número total de empregos suba de 3,5 mil para 5 mil. E os reflexos vão mais além: outras duas empresas parceiras da GM estarão chegando por conta do projeto.

A empresa executou 50% da ampliação, iniciada em março deste ano. Os serviços são feitos em ritmo lento para não suspender a produção de automóveis. Os trabalhos só são acelerados em feriados prolongados e finais de semana, quando a unidade não funciona, explica Roberto Tinoco, diretor de Operações de Manufatura do Complexo Industrial de Gravataí da GM.

Os trabalhos foram intensificados principalmente nas férias coletivas entre os dias 23 de dezembro e 8 de janeiro. O mesmo procedimento ocorrerá durante o Carnaval. “Precisamos aproveitar esses momentos para acelerar a expansão”, destacou Tinoco. Hoje, a fábrica de Gravataí produz toda a linha Celta.

A expansão da unidade visa manter a competitividade da empresa num cenário onde a concorrência também se prepara para lançar modelos populares, grande filão do mercado interno.

Além da GM, a Ford já anunciou um novo produto nessa linha, que começa a ser fabricado em São Bernardo a partir de 2008. A fábrica do Grande ABC passará por adequações na linha de produção. Até mesmo montadoras com modelos mais luxuosos estão de olho nessa nicho do mercado, como a Toyota, que pretende implantar nova unidade no país em dois anos para montar um novo compacto.

Empregos – Tinoco explicou que, do total de empregos previstos, 600 serão na própria GM, que passará a contar com 2,2 mil trabalhadores diretos. Hoje são 1,6 mil funcionários. Os outros 900 postos ficarão pulverizados nos 17 fornecedores – os sistemistas – e nas duas empresas previstas para chegar.

O diretor adiantou ainda que a ampliação da produção será gradativa e de acordo com a demanda de mercado. Quando atingir o patamar máximo após a expansão, a previsão é de se criar um terceiro turno de trabalho. Hoje, a unidade funciona com dois turnos.

“A empresa aposta nesse crescimento porque hoje a fábrica não tem como aumentar sua produção”, salientou Tinoco, ao comentar que, sem essa ampliação, a unidade se encontra na capacidade máxima de operação.

Expansão – Dentro do projeto de expansão, estão programadas a ampliação do galpão e dos equipamentos para suportar o aumento do volume de produção. A unidade também contará com uma ala específica para a pintura de pára-choques do Celta e do novo carro. O desenvolvimento do modelo é feito no Centro de Engenharia, em São Caetano.

Depois de concluídas as obras, a fábrica da General Motors passará dos 85 mil para 102 mil m² de área construída. Já nos sistemistas, o espaço construído subirá dos 55 mil para 75 mil m². O complexo ocupa uma área de 3,86 milhões de m², no distrito industrial de Gravataí.

O repórter viajou a convite da General Motors

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