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Maciel Neto deixa direção da Ford


Luiz Federico
Do Diário do Grande ABC

14/04/2006 | 08:27


Depois de sete anos à frente das operações da Ford Brasil e América do Sul, Antônio Maciel Neto deixa a empresa para se tornar presidente da Suzano Papel e Celulose a partir de 3 de maio. A mudança, anunciada quinta-feira pela montadora, faz parte de um processo de realinhamento da gestão na América do Sul e Canadá. O atual presidente da Ford Brasil, Barry Engle, passa também a responder pelos negócios da montadora no Mercosul.

O engenheiro Maciel, de 47 anos, entrou na Ford em 1999 como presidente da filial brasileira e foi o responsável pela reestruturação da montadora, que naquele momento via sua participação no Brasil despencar para abaixo dos 10%.

No mercado interno, em 2002, a empresa respondia por 9,6% das vendas totais de veículos, passou para 11,5% em 2003 e alcançou 11,8% em 2004. Fechou o 2005 com uma fatia de 12,4% e 212 mil veículos vendidos. Para 2006, as perspectivas são otimistas. Na América do Sul, o lucro da montadora foi de US$ 389 milhões em 2005, valor 178% maior em comparação com o ano anterior.

O enxugamento das operações promovido por Maciel Neto passou pela união da unidade de caminhões à de automóveis em São Bernardo e pela reconstrução da rede de concessionárias da marca. Em 2001, Maciel inaugurou a filial de Camaçari (BA), considerada uma das mais produtivas da Ford mundial, onde os dois modelos lá fabricados, o EcoSport e o Fiesta, estão entre os dez veículos mais vendidos no Brasil.

Em nota, o executivo afirmou que sua missão na montadora chegou ao fim. “Eu vim à Ford para fazer parte de uma das mais exitosas viradas da indústria automotiva brasileira, que está concluída”, disse. “Agora estou pronto para um próximo desafio.”

Matriz – Embora os resultados da filial brasileira sejam considerados excelentes, a matriz norte-americana passa por um momento delicado. A Ford Motor Company anunciou que vai demitir 30 mil funcionários e encerrar as atividades de 12 fábricas nos Estados Unidos até 2008. A meta é levar a empresa à lucratividade novamente, mas agora ancorada em operações mais enxutas, porém com mais flexibilidade de produção.

Não se sabe ainda se essa alteração de rota terá impacto nas operações na América do Sul e no Brasil, onde a empresa tem 9,5 mil funcionários e unidades em São Bernardo, Camaçari, Taubaté, além do campo de provas localizado em Tatuí.

Segundo diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Teonílio Monteiro da Costa, o Barba, com a saída de Maciel Neto não haverá alterações na relação entre os trabalhadores e a empresa. Depois que acordo de estabilidade de emprego venceu em 31 de março último, as bases para que diálogo entre os funcionários e a Ford continuasse pacífico passou pelo anúncio da fabricação de um carro compacto na unidade de São Bernardo, a partir de 2008.

Outras mudanças – Além das mudanças no Brasil, a empresa nomeou o ex-diretor de Operações para Canadá, México e América do Sul Dominic DiMarco, como seu novo diretor-executivo para o Canadá e América do Sul, a quem Barry Engle deverá reportar-se.

Essa reestruturação será efetivada imediatamente. Louise Goeser continua como presidente da Ford México – sob o comando de Mark Fields, vice-presidente executivo das Américas. William Osborne mantém-se como presidente da Ford Canadá, e subordinado a DiMarco.


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Maciel Neto deixa direção da Ford

Luiz Federico
Do Diário do Grande ABC

14/04/2006 | 08:27


Depois de sete anos à frente das operações da Ford Brasil e América do Sul, Antônio Maciel Neto deixa a empresa para se tornar presidente da Suzano Papel e Celulose a partir de 3 de maio. A mudança, anunciada quinta-feira pela montadora, faz parte de um processo de realinhamento da gestão na América do Sul e Canadá. O atual presidente da Ford Brasil, Barry Engle, passa também a responder pelos negócios da montadora no Mercosul.

O engenheiro Maciel, de 47 anos, entrou na Ford em 1999 como presidente da filial brasileira e foi o responsável pela reestruturação da montadora, que naquele momento via sua participação no Brasil despencar para abaixo dos 10%.

No mercado interno, em 2002, a empresa respondia por 9,6% das vendas totais de veículos, passou para 11,5% em 2003 e alcançou 11,8% em 2004. Fechou o 2005 com uma fatia de 12,4% e 212 mil veículos vendidos. Para 2006, as perspectivas são otimistas. Na América do Sul, o lucro da montadora foi de US$ 389 milhões em 2005, valor 178% maior em comparação com o ano anterior.

O enxugamento das operações promovido por Maciel Neto passou pela união da unidade de caminhões à de automóveis em São Bernardo e pela reconstrução da rede de concessionárias da marca. Em 2001, Maciel inaugurou a filial de Camaçari (BA), considerada uma das mais produtivas da Ford mundial, onde os dois modelos lá fabricados, o EcoSport e o Fiesta, estão entre os dez veículos mais vendidos no Brasil.

Em nota, o executivo afirmou que sua missão na montadora chegou ao fim. “Eu vim à Ford para fazer parte de uma das mais exitosas viradas da indústria automotiva brasileira, que está concluída”, disse. “Agora estou pronto para um próximo desafio.”

Matriz – Embora os resultados da filial brasileira sejam considerados excelentes, a matriz norte-americana passa por um momento delicado. A Ford Motor Company anunciou que vai demitir 30 mil funcionários e encerrar as atividades de 12 fábricas nos Estados Unidos até 2008. A meta é levar a empresa à lucratividade novamente, mas agora ancorada em operações mais enxutas, porém com mais flexibilidade de produção.

Não se sabe ainda se essa alteração de rota terá impacto nas operações na América do Sul e no Brasil, onde a empresa tem 9,5 mil funcionários e unidades em São Bernardo, Camaçari, Taubaté, além do campo de provas localizado em Tatuí.

Segundo diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Teonílio Monteiro da Costa, o Barba, com a saída de Maciel Neto não haverá alterações na relação entre os trabalhadores e a empresa. Depois que acordo de estabilidade de emprego venceu em 31 de março último, as bases para que diálogo entre os funcionários e a Ford continuasse pacífico passou pelo anúncio da fabricação de um carro compacto na unidade de São Bernardo, a partir de 2008.

Outras mudanças – Além das mudanças no Brasil, a empresa nomeou o ex-diretor de Operações para Canadá, México e América do Sul Dominic DiMarco, como seu novo diretor-executivo para o Canadá e América do Sul, a quem Barry Engle deverá reportar-se.

Essa reestruturação será efetivada imediatamente. Louise Goeser continua como presidente da Ford México – sob o comando de Mark Fields, vice-presidente executivo das Américas. William Osborne mantém-se como presidente da Ford Canadá, e subordinado a DiMarco.

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