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Lula promove reunião paralela da OMC em Viena


Da AFP

12/05/2006 | 14:22


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta sexta-feira em Viena entre seus colegas europeus e latino-americanos uma reunião entre os países europeus e emergentes, anterior à cúpula do G-8, os oito países mais industrializados, prevista para julho, para tentar desbloquear as negociações da OMC (Organização Mundial do Comércio).

Lula encontrou-se na manhã desta sexta-feira com a chanceler alemã, Angela Merkel, e com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, destacando "exclusivamente" a necessidade de se promover o avanço da rodada de Doha da OMC.

Segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, o presidente brasileiro transmitiu a eles a "necessidade de um maior entendimento entre os líderes mundiais para desbloquear as negociações" já que "as aproximações até agora não foram suficientes".

"Estamos muito próximos de um final", declarou Amorim, lembrando que "no fim de julho será preciso concluir os elementos essenciais" do acordo de liberalização comercial mundial.

Da reunião defendida por Lula, além de Estados Unidos, Japão, Rússia, França, Alemanha, Reino Unido, Itália e Canadá, que formam o G-8, estarão vários países emergentes: China, Índia, Brasil, México e África do Sul.

"Lula não propõe uma data específica" para esta cúpula, o que "irá depender do fato de os países envolvidos serem capazes de avançar para impulsioná-la", considerou Amorim, que disse ter "confiança nas negociações com os líderes" nestes dias.

Na agenda de encontros de Lula estavam o chanceler austríaco, Wolfgang Schüssel; o primeiro-ministro português, José Sócrates, o presidente espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero; sua colega chilena, Michelle Bachelet, e o secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

Lula deverá aproveitar a participação na cúpula de Viena para pedir também aos países de ambas as regiões que concluam a rodada de Doha. "A aproximação das posições do Brasil, do G-20 e da UE (União Européia) é essencial para concluir a rodada", considerou Amorim.

Para o Brasil há três focos na negociação: o acesso aos mercados agrícolas, cuja responsabilidade é da UE, a redução dos subsídios americanos, e a redução das tarifas industriais e de serviços por parte dos países em desenvolvimento.

Os presidentes europeus e latino-americanos ressaltarão nesta sexta-feira durante a adoção da Declaração da Cúpula de Viena "a necessidade de se negociar todos os temas" em jogo na OMC, sem esquecer "as preocupações das pequenas economias", para que um acordo seja obtido em 2006.

Esta negociação começou em 2001 e as partes não chegam a um acordo porque os países em desenvolvimento insistem na maior abertura do mercado agrícola e os países ricos exigem mais espaço para seus produtos industriais e seus serviços.

Quanto aos acordos comerciais entre a UE e o Mercosul que deverão ser fechados apenas após a conclusão da rodada de Doha, Amorim negou que as negociações estejam estancadas, já que "houve muito trabalho útil nos últimos meses", nos quais "foram obtidos avanços consideráveis em vários setores".



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Lula promove reunião paralela da OMC em Viena

Da AFP

12/05/2006 | 14:22


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta sexta-feira em Viena entre seus colegas europeus e latino-americanos uma reunião entre os países europeus e emergentes, anterior à cúpula do G-8, os oito países mais industrializados, prevista para julho, para tentar desbloquear as negociações da OMC (Organização Mundial do Comércio).

Lula encontrou-se na manhã desta sexta-feira com a chanceler alemã, Angela Merkel, e com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, destacando "exclusivamente" a necessidade de se promover o avanço da rodada de Doha da OMC.

Segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, o presidente brasileiro transmitiu a eles a "necessidade de um maior entendimento entre os líderes mundiais para desbloquear as negociações" já que "as aproximações até agora não foram suficientes".

"Estamos muito próximos de um final", declarou Amorim, lembrando que "no fim de julho será preciso concluir os elementos essenciais" do acordo de liberalização comercial mundial.

Da reunião defendida por Lula, além de Estados Unidos, Japão, Rússia, França, Alemanha, Reino Unido, Itália e Canadá, que formam o G-8, estarão vários países emergentes: China, Índia, Brasil, México e África do Sul.

"Lula não propõe uma data específica" para esta cúpula, o que "irá depender do fato de os países envolvidos serem capazes de avançar para impulsioná-la", considerou Amorim, que disse ter "confiança nas negociações com os líderes" nestes dias.

Na agenda de encontros de Lula estavam o chanceler austríaco, Wolfgang Schüssel; o primeiro-ministro português, José Sócrates, o presidente espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero; sua colega chilena, Michelle Bachelet, e o secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

Lula deverá aproveitar a participação na cúpula de Viena para pedir também aos países de ambas as regiões que concluam a rodada de Doha. "A aproximação das posições do Brasil, do G-20 e da UE (União Européia) é essencial para concluir a rodada", considerou Amorim.

Para o Brasil há três focos na negociação: o acesso aos mercados agrícolas, cuja responsabilidade é da UE, a redução dos subsídios americanos, e a redução das tarifas industriais e de serviços por parte dos países em desenvolvimento.

Os presidentes europeus e latino-americanos ressaltarão nesta sexta-feira durante a adoção da Declaração da Cúpula de Viena "a necessidade de se negociar todos os temas" em jogo na OMC, sem esquecer "as preocupações das pequenas economias", para que um acordo seja obtido em 2006.

Esta negociação começou em 2001 e as partes não chegam a um acordo porque os países em desenvolvimento insistem na maior abertura do mercado agrícola e os países ricos exigem mais espaço para seus produtos industriais e seus serviços.

Quanto aos acordos comerciais entre a UE e o Mercosul que deverão ser fechados apenas após a conclusão da rodada de Doha, Amorim negou que as negociações estejam estancadas, já que "houve muito trabalho útil nos últimos meses", nos quais "foram obtidos avanços consideráveis em vários setores".

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