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Inflação do ABC recua na 3ª quadrissemana


Mariana Oliveira
Do Diário do Grande ABC

27/04/2006 | 08:15


A inflação no Grande ABC apresentou redução de 0,07 ponto percentual na terceira quadrissemana de abril – na comparação das últimas quatro semanas com o mesmo período imediatamente anterior. O custo de vida regional, apurado pelo Inpes-Imes (Instituto de Pesquisas da Universidade Municipal de São Caetano), registrou alta de 0,13% ante 0,20% no último levantamento.

A principal influência para a redução foi a desaceleração nos preços do grupo de transportes próprios. Nesta semana, a alta foi de 1,27% ante elevação de 1,40% na apuração passada. “O ciclo de reajuste no preço dos combustíveis chegou ao fim e, com isso, as elevações que estão sendo captadas refletem mais o efeito residual do que propriamente um movimento de crescimento dos preços”, afirma o economista Lúcio Flávio Dantas, responsável pelo IPC–Imes (Índice de Preços ao Consumidor do Imes).

Os preços dos combustíveis influenciam diretamente dois grupos, o de transportes próprios e o de despesas pessoais, em razão do subgrupo recreação e cultura, que inclui viagens e passeios.

Enquanto os transportes próprios pressionam menos a inflação, outro subgrupo, o de transportes urbanos, apresenta elevação nos preços. Os reajustes refletem o aumento de tarifa de ônibus nas cidades de Santo André e São Bernardo. Os transportes urbanos registraram elevação de 0,68% ante 0,34% na pesquisa anterior. “A tendência, no entanto, é de estabilização no mês de maio.”

Altas – Se os combustíveis contribuíram para a queda, dois grupos foram responsáveis pelo fato de a retração não ter sido ainda mais expressiva – o que ocorre desde a semana passada: o de vestuário e o de saúde. A reação se deve ao reajuste autorizado pelo governo federal no início de abril para alguns medicamentos. “As farmácias não repassaram de imediato naquele momento. Isso está sendo sentido aos poucos”, avalia Dantas.

O outro grupo, o de vestuário, registrou alta devido à troca da coleção antiga para a Outono/Inverno, de acordo com o economista. “Podemos ressaltar ainda que o fator câmbio também contribuiu. Com o dólar baixo, produtos importados estão mais baratos e regulam os demais preços do mercado.”

Alimentos – O grupo de alimentos foi único a apresentar deflação nesta semana. A variação negativa foi de 0,41% contra -0,49% no período passado. Dentro desse segmento, o subgrupo dos semi-elaborados, que inclui frango e demais carnes, ajudou a formação da taxa: apresentou queda de 0,55% neste levantamento ante -0,67% na pesquisa anterior. “Os preços estavam muito baixos e começam a se recuperar”, explica Dantas. A tendência, de acordo com o economista, é que o índice de inflação no mês de abril chegue bem próximo de zero.


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Inflação do ABC recua na 3ª quadrissemana

Mariana Oliveira
Do Diário do Grande ABC

27/04/2006 | 08:15


A inflação no Grande ABC apresentou redução de 0,07 ponto percentual na terceira quadrissemana de abril – na comparação das últimas quatro semanas com o mesmo período imediatamente anterior. O custo de vida regional, apurado pelo Inpes-Imes (Instituto de Pesquisas da Universidade Municipal de São Caetano), registrou alta de 0,13% ante 0,20% no último levantamento.

A principal influência para a redução foi a desaceleração nos preços do grupo de transportes próprios. Nesta semana, a alta foi de 1,27% ante elevação de 1,40% na apuração passada. “O ciclo de reajuste no preço dos combustíveis chegou ao fim e, com isso, as elevações que estão sendo captadas refletem mais o efeito residual do que propriamente um movimento de crescimento dos preços”, afirma o economista Lúcio Flávio Dantas, responsável pelo IPC–Imes (Índice de Preços ao Consumidor do Imes).

Os preços dos combustíveis influenciam diretamente dois grupos, o de transportes próprios e o de despesas pessoais, em razão do subgrupo recreação e cultura, que inclui viagens e passeios.

Enquanto os transportes próprios pressionam menos a inflação, outro subgrupo, o de transportes urbanos, apresenta elevação nos preços. Os reajustes refletem o aumento de tarifa de ônibus nas cidades de Santo André e São Bernardo. Os transportes urbanos registraram elevação de 0,68% ante 0,34% na pesquisa anterior. “A tendência, no entanto, é de estabilização no mês de maio.”

Altas – Se os combustíveis contribuíram para a queda, dois grupos foram responsáveis pelo fato de a retração não ter sido ainda mais expressiva – o que ocorre desde a semana passada: o de vestuário e o de saúde. A reação se deve ao reajuste autorizado pelo governo federal no início de abril para alguns medicamentos. “As farmácias não repassaram de imediato naquele momento. Isso está sendo sentido aos poucos”, avalia Dantas.

O outro grupo, o de vestuário, registrou alta devido à troca da coleção antiga para a Outono/Inverno, de acordo com o economista. “Podemos ressaltar ainda que o fator câmbio também contribuiu. Com o dólar baixo, produtos importados estão mais baratos e regulam os demais preços do mercado.”

Alimentos – O grupo de alimentos foi único a apresentar deflação nesta semana. A variação negativa foi de 0,41% contra -0,49% no período passado. Dentro desse segmento, o subgrupo dos semi-elaborados, que inclui frango e demais carnes, ajudou a formação da taxa: apresentou queda de 0,55% neste levantamento ante -0,67% na pesquisa anterior. “Os preços estavam muito baixos e começam a se recuperar”, explica Dantas. A tendência, de acordo com o economista, é que o índice de inflação no mês de abril chegue bem próximo de zero.

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