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Mostra reúne obras produzidas por mulheres


Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

11/04/2006 | 08:00


Uma homenagem à resistência e ao talento. Esta é a definição mais adequada para a mostra As 111 Batalhadora do Acervo, que reúne, pela primeira vez, obras produzidas por mulheres do acervo da pinacoteca do Espaço Henfil de Cultura, em São Bernardo. Até 27 de maio, o público da região terá a oportunidade de conhecer, gratuitamente, trabalhos em diferentes linguagens, como pintura, gravura, fotografia, desenho e escultura, nas quatro exposições simultâneas que fazem parte do evento. Mais que simplesmente ver um trabalho artístico, o visitante poderá aprender um pouco sobre a ótica feminina do cotidiano.

De segunda a sexta-feira, das 14h às 21h, e sábados, das 9h às 14h, o Espaço Henfil (av. Getúlio Vargas, 1457. Tel.: 4125-4755) abriga pinturas com estilo mais sóbrio e linear, como a do quadro São João, produzido em 1973, por Marysia, filha de Cândido Portinari (1903-1962). Mas também há espaço para a arte popular, representada pelos trabalhos de Lídia Lopes (Cena Rural III) e de Waldeci de Deus (Espera Filha).

A crítica social tem como porta-vozes Mari Moraes, autora do quadro Diretas Já!, produzido com óleo sobre tela e colagens de jornais, e Huelita Rasel. Esta é autora de Trem, pintura em tinta acrílica, sem murim, que faz uma analogia entre passageiros de trens e animais em ganchos de açougues.

No Centro Cultural Antônia Marçon Bonício (av. João Firmino. Tel.: 4109-6262), de segunda-feira a sábado, das 9h às 19h, são expostos os desenhos. Entre os destaques, o quadro Duas Árvores, criação de Ariane Daniela Cole que utilizou uma técnica mista com extrato de parafina e nogueira, e a exuberância da artista plástica Téia, autora do desenho Canavieira.

Quem quiser conhecer as fotos do acervo deve ir até a Câmara de Cultura Antônio Assumpção (r. Marechal Deodoro, 1.325. Tel.: 4125-0054). Há trabalhos em fotografia digital, caso da instigante produção intitulada Andrea e Contenedor, ensaio, de Andrea Cabrini, e a multicolorida fotografia de Alexandra Pescuma, em Auto-Retrato. No local, a exposição ocorre de terça a sexta-feira, das 10h às 21h, e, aos sábados, das 9h às 17h.

Já no Teatro Cacilda Becker (pça. Samuel Sabatini, 50. Tel.: 4348-1081), de terça a domingo, das 15h às 21h, estão as esculturas. Destaca-se entre as produções a visão crítica de Iracy Nitsche sobre as consequências nefastas do desenvolvimento industrial. Ela é autora de Aspirador de Lixo Atômico. “Eu queria homenagear as mulheres. Quando falo batalhadoras é porque, para mulher, fazer arte é uma luta mesmo”, afirma o curador da pinacoteca e da exposição, João Delijaicov Filho, responsável pelo espaço há 26 anos. “A exposição ficou muito boa. Conheci quase todas as artistas pessoalmente, mas nunca tive a oportunidade de ver esses trabalhos em um conjunto”, diz Delijaicov.



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Mostra reúne obras produzidas por mulheres

Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

11/04/2006 | 08:00


Uma homenagem à resistência e ao talento. Esta é a definição mais adequada para a mostra As 111 Batalhadora do Acervo, que reúne, pela primeira vez, obras produzidas por mulheres do acervo da pinacoteca do Espaço Henfil de Cultura, em São Bernardo. Até 27 de maio, o público da região terá a oportunidade de conhecer, gratuitamente, trabalhos em diferentes linguagens, como pintura, gravura, fotografia, desenho e escultura, nas quatro exposições simultâneas que fazem parte do evento. Mais que simplesmente ver um trabalho artístico, o visitante poderá aprender um pouco sobre a ótica feminina do cotidiano.

De segunda a sexta-feira, das 14h às 21h, e sábados, das 9h às 14h, o Espaço Henfil (av. Getúlio Vargas, 1457. Tel.: 4125-4755) abriga pinturas com estilo mais sóbrio e linear, como a do quadro São João, produzido em 1973, por Marysia, filha de Cândido Portinari (1903-1962). Mas também há espaço para a arte popular, representada pelos trabalhos de Lídia Lopes (Cena Rural III) e de Waldeci de Deus (Espera Filha).

A crítica social tem como porta-vozes Mari Moraes, autora do quadro Diretas Já!, produzido com óleo sobre tela e colagens de jornais, e Huelita Rasel. Esta é autora de Trem, pintura em tinta acrílica, sem murim, que faz uma analogia entre passageiros de trens e animais em ganchos de açougues.

No Centro Cultural Antônia Marçon Bonício (av. João Firmino. Tel.: 4109-6262), de segunda-feira a sábado, das 9h às 19h, são expostos os desenhos. Entre os destaques, o quadro Duas Árvores, criação de Ariane Daniela Cole que utilizou uma técnica mista com extrato de parafina e nogueira, e a exuberância da artista plástica Téia, autora do desenho Canavieira.

Quem quiser conhecer as fotos do acervo deve ir até a Câmara de Cultura Antônio Assumpção (r. Marechal Deodoro, 1.325. Tel.: 4125-0054). Há trabalhos em fotografia digital, caso da instigante produção intitulada Andrea e Contenedor, ensaio, de Andrea Cabrini, e a multicolorida fotografia de Alexandra Pescuma, em Auto-Retrato. No local, a exposição ocorre de terça a sexta-feira, das 10h às 21h, e, aos sábados, das 9h às 17h.

Já no Teatro Cacilda Becker (pça. Samuel Sabatini, 50. Tel.: 4348-1081), de terça a domingo, das 15h às 21h, estão as esculturas. Destaca-se entre as produções a visão crítica de Iracy Nitsche sobre as consequências nefastas do desenvolvimento industrial. Ela é autora de Aspirador de Lixo Atômico. “Eu queria homenagear as mulheres. Quando falo batalhadoras é porque, para mulher, fazer arte é uma luta mesmo”, afirma o curador da pinacoteca e da exposição, João Delijaicov Filho, responsável pelo espaço há 26 anos. “A exposição ficou muito boa. Conheci quase todas as artistas pessoalmente, mas nunca tive a oportunidade de ver esses trabalhos em um conjunto”, diz Delijaicov.

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