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Camisa faz desfile de favorita em S.Bernardo


Artur Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

01/03/2006 | 08:36


Uma noite impecável. Desfiles sem erros e de alto nível, bom público, nenhum incidente grave e estrutura de primeira marcaram a noite de segunda-feira e a madrugada de terça-feira, durante as apresentações do grupo de elite do Carnaval de São Bernardo. Pelo desfile perfeito e a recepção do público de mais de 55 mil pessoas nas arquibancadas da avenida Aldino Pinotti, a Camisa Vermelha e Branca desponta como favorita ao título de 2006. Mas conta com pelo menos três grandes adversárias: União das Vilas, Terceira Idade Brilha São Bernardo e Mocidade Alegre de São Leopoldo.

A Camisa, terceira a entrar na avenida, contou com carros-alegóricos grandes e luxuosos, fantasias bem-acabadas e a sua indefectível bateria. O enredo Das Trevas à Luz... A Espada da Liberdade, fácil de cantar, completou o show. Apresentação que começou com clima tenso entre os componentes e terminou em gritos de É campeão. Emocionada, a presidente da escola, Jaidete Maria Ferreira, a Dete, classificou o desfile como perfeito. “Agora está na mão de Deus”, completou Dete, ostensivamente parabenizada por onde passava.

Atual campeã de São Bernardo, a Terceira Idade Brilha São Bernardo entrou logo depois da Camisa e mostrou que a decisão dos jurados seria díficil. Fez um Carnaval técnico e simples, mas cheio de soluções criativas. A escola se propôs a falar sobre o arco-íris e foi isso o que fez, sem firulas ou referências desnecessárias. Juntas, as alas da Terceira Idade pintaram a avenida com as sete cores. Muito prata nas fantasias e luzes nas alegorias mostraram que de conservadora a escola, formada em sua maioria por idosos, não tem nada. “Ma-ra-vi-lho!”. Assim a presidente Natalina Paronetti classicou o espetáculo da Terceira Idade. E bicampeonato? “Jurado é uma caixinha de surpresas”, disse Natalina, parafraseando as quase sempre evasivas frases dos jogadores de futebol.

A União das Vilas provou que o sonho do título de 2006 não havia acabado depois dos desfiles da Camisa e da Terceira Idade. Com o enredo Quem não sonha... samba, a União levou seus carros-alegóricos às alturas e a imaginação ao limite. A comissão de frente, formada por componentes de pijamas em camas de rodinhas, foi uma prévia do desfile que chegaria ao seu ponto máximo no carro que representava o pesadelo.

Última a entrar na avenida, a São Leopoldo também fez um Carnaval empolgante. Pena que pouquíssima gente tenha visto o desfile sobre o cabalístico número sete e suas várias representações. A escola entrou na Aldino Pinotti depois das 4h, horário limite para não tão paciente público são-bernardense. Azar de quem perdeu os carros alegres e o bom samba da São Leopoldo em pleno raiar do dia.

A Renascente, de volta ao primeiro grupo, falou sobre a cidade perdida de Atlântida. Sem erros, fez boa apresentação. Assim como a Estação Primeira de Baeta Neves, que escolheu o vento como tema. As duas foram recebidas com aplausos nas arquibancadas. Depois de três dias sem dormir, o diretor de Carnaval da escola de Baeta Neves, Robson Menini, comemorou a apresentação. “Correu tudo bem. Fizemos um bom desfile.”

Falhas – Pivô de polêmica no ano passado, quando utilizou fantasias da escola Seci, de Santo André, a Acadêmicos do Taí voltou a ter problemas este ano. Não foi penalizada, mas entrou sem parte de seus componentes por falta de fantasias. O presidente Edésio Lima, o Bahia, estava furioso com quem quer que tenha sido o responsável direto pela falha.

A Tradição da Vila, com o tema Querer é Poder, também não teve uma boa noite. Perdeu dez pontos por atraso no início do desfile. Levando em conta o peso da penalidade e o fato de que nenhuma escola teve problema semelhante, a Tradição sofre sério risco de ser a rebaixada para o grupo 2.

Segurança – A festa também terminou sem imprevistos do lado de fora da avenida. O público que lotava os arredores da passarela não causou dificuldades ao numeroso efetivo da Polícia Militar e da Guarda Municipal. Cerca de 400 PMs, 270 guardas e 32 câmeras contribuíram para a segurança do evento.

Apuração
Nesta quinta-feira, 14h
Local: Ginásio Poliesportivo, avenida Kennedy, 1.155


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Camisa faz desfile de favorita em S.Bernardo

Artur Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

01/03/2006 | 08:36


Uma noite impecável. Desfiles sem erros e de alto nível, bom público, nenhum incidente grave e estrutura de primeira marcaram a noite de segunda-feira e a madrugada de terça-feira, durante as apresentações do grupo de elite do Carnaval de São Bernardo. Pelo desfile perfeito e a recepção do público de mais de 55 mil pessoas nas arquibancadas da avenida Aldino Pinotti, a Camisa Vermelha e Branca desponta como favorita ao título de 2006. Mas conta com pelo menos três grandes adversárias: União das Vilas, Terceira Idade Brilha São Bernardo e Mocidade Alegre de São Leopoldo.

A Camisa, terceira a entrar na avenida, contou com carros-alegóricos grandes e luxuosos, fantasias bem-acabadas e a sua indefectível bateria. O enredo Das Trevas à Luz... A Espada da Liberdade, fácil de cantar, completou o show. Apresentação que começou com clima tenso entre os componentes e terminou em gritos de É campeão. Emocionada, a presidente da escola, Jaidete Maria Ferreira, a Dete, classificou o desfile como perfeito. “Agora está na mão de Deus”, completou Dete, ostensivamente parabenizada por onde passava.

Atual campeã de São Bernardo, a Terceira Idade Brilha São Bernardo entrou logo depois da Camisa e mostrou que a decisão dos jurados seria díficil. Fez um Carnaval técnico e simples, mas cheio de soluções criativas. A escola se propôs a falar sobre o arco-íris e foi isso o que fez, sem firulas ou referências desnecessárias. Juntas, as alas da Terceira Idade pintaram a avenida com as sete cores. Muito prata nas fantasias e luzes nas alegorias mostraram que de conservadora a escola, formada em sua maioria por idosos, não tem nada. “Ma-ra-vi-lho!”. Assim a presidente Natalina Paronetti classicou o espetáculo da Terceira Idade. E bicampeonato? “Jurado é uma caixinha de surpresas”, disse Natalina, parafraseando as quase sempre evasivas frases dos jogadores de futebol.

A União das Vilas provou que o sonho do título de 2006 não havia acabado depois dos desfiles da Camisa e da Terceira Idade. Com o enredo Quem não sonha... samba, a União levou seus carros-alegóricos às alturas e a imaginação ao limite. A comissão de frente, formada por componentes de pijamas em camas de rodinhas, foi uma prévia do desfile que chegaria ao seu ponto máximo no carro que representava o pesadelo.

Última a entrar na avenida, a São Leopoldo também fez um Carnaval empolgante. Pena que pouquíssima gente tenha visto o desfile sobre o cabalístico número sete e suas várias representações. A escola entrou na Aldino Pinotti depois das 4h, horário limite para não tão paciente público são-bernardense. Azar de quem perdeu os carros alegres e o bom samba da São Leopoldo em pleno raiar do dia.

A Renascente, de volta ao primeiro grupo, falou sobre a cidade perdida de Atlântida. Sem erros, fez boa apresentação. Assim como a Estação Primeira de Baeta Neves, que escolheu o vento como tema. As duas foram recebidas com aplausos nas arquibancadas. Depois de três dias sem dormir, o diretor de Carnaval da escola de Baeta Neves, Robson Menini, comemorou a apresentação. “Correu tudo bem. Fizemos um bom desfile.”

Falhas – Pivô de polêmica no ano passado, quando utilizou fantasias da escola Seci, de Santo André, a Acadêmicos do Taí voltou a ter problemas este ano. Não foi penalizada, mas entrou sem parte de seus componentes por falta de fantasias. O presidente Edésio Lima, o Bahia, estava furioso com quem quer que tenha sido o responsável direto pela falha.

A Tradição da Vila, com o tema Querer é Poder, também não teve uma boa noite. Perdeu dez pontos por atraso no início do desfile. Levando em conta o peso da penalidade e o fato de que nenhuma escola teve problema semelhante, a Tradição sofre sério risco de ser a rebaixada para o grupo 2.

Segurança – A festa também terminou sem imprevistos do lado de fora da avenida. O público que lotava os arredores da passarela não causou dificuldades ao numeroso efetivo da Polícia Militar e da Guarda Municipal. Cerca de 400 PMs, 270 guardas e 32 câmeras contribuíram para a segurança do evento.

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Nesta quinta-feira, 14h
Local: Ginásio Poliesportivo, avenida Kennedy, 1.155

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