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Fifa lava as mãos sobre prostituição


Das Agências

14/04/2006 | 08:41


A Copa do Mundo da Alemanha deve movimentar o comércio, o turismo, a economia e a prostituição do país. De 30 mil a 60 mil prostitutas deverão ser levadas à Alemanha durante o Mundial. Ontem, a Fifa alertou que não tem nenhuma responsabilidade e que não pode tomar ação alguma contra o tráfico de mulheres ou a prostituição.

“A Fifa atribui grande importância ao respeito à vida humana e à integridade física de seres humanos, mas a prostituição e tráfico de mulheres são matérias cuja responsabilidade não recai sobre a Fifa, mas às autoridades de cada país”, afirmou Joseph Blatter, presidente da entidade. Na quarta, o Conselho da     Europa havia pedido a Blatter que condenasse a prostituição por meio de algumas providências.

O Conselho alega que uma grande estrutura está sendo criada na Alemanha justamente para alimentar a prostituição na época da Copa. Complexos com cama, ducha e distribuição de camisinhas já foram organizados. O medo é que garotas sejam forçadas a se prostituir, já que a atividade é legal no país.

Uma campanha chamada Cartão Vermelho contra a Prostituição Forçada já havia sido criada na Alemanha, por organizações não governamentais com o apoio do Conselho da Europa. A União Européia já disse que as autoridades alemãs irão ser mais vigilantes sobre o assunto.

Ontem em Genebra, Blatter disse que não está sendo passivo no tema, mas que isto é assunto das autoridades alemãs e européias e não da Fifa. Blatter ainda afirmou de forma irônica que o aumento da prostituição é comum durante grandes eventos esportivos, como por exemplo, no fim de semana de um Grande Prêmio de Fórmula 1. “Nunca vi ninguém reclamar disso”, afirmou.

A resposta de Blatter não foi bem recebida pelos governos europeus que devem se reunir no fim do mês para tratar do assunto. As fronteiras da Alemanha deverão ser mais vigiadas neste sentido. Mulheres com visto de turista, sem hotel para ficar e com pouco dinheiro no bolso deverão ser impedidas de entrar no país. (Supervisão de Marcelo Camargo)


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Fifa lava as mãos sobre prostituição

Das Agências

14/04/2006 | 08:41


A Copa do Mundo da Alemanha deve movimentar o comércio, o turismo, a economia e a prostituição do país. De 30 mil a 60 mil prostitutas deverão ser levadas à Alemanha durante o Mundial. Ontem, a Fifa alertou que não tem nenhuma responsabilidade e que não pode tomar ação alguma contra o tráfico de mulheres ou a prostituição.

“A Fifa atribui grande importância ao respeito à vida humana e à integridade física de seres humanos, mas a prostituição e tráfico de mulheres são matérias cuja responsabilidade não recai sobre a Fifa, mas às autoridades de cada país”, afirmou Joseph Blatter, presidente da entidade. Na quarta, o Conselho da     Europa havia pedido a Blatter que condenasse a prostituição por meio de algumas providências.

O Conselho alega que uma grande estrutura está sendo criada na Alemanha justamente para alimentar a prostituição na época da Copa. Complexos com cama, ducha e distribuição de camisinhas já foram organizados. O medo é que garotas sejam forçadas a se prostituir, já que a atividade é legal no país.

Uma campanha chamada Cartão Vermelho contra a Prostituição Forçada já havia sido criada na Alemanha, por organizações não governamentais com o apoio do Conselho da Europa. A União Européia já disse que as autoridades alemãs irão ser mais vigilantes sobre o assunto.

Ontem em Genebra, Blatter disse que não está sendo passivo no tema, mas que isto é assunto das autoridades alemãs e européias e não da Fifa. Blatter ainda afirmou de forma irônica que o aumento da prostituição é comum durante grandes eventos esportivos, como por exemplo, no fim de semana de um Grande Prêmio de Fórmula 1. “Nunca vi ninguém reclamar disso”, afirmou.

A resposta de Blatter não foi bem recebida pelos governos europeus que devem se reunir no fim do mês para tratar do assunto. As fronteiras da Alemanha deverão ser mais vigiadas neste sentido. Mulheres com visto de turista, sem hotel para ficar e com pouco dinheiro no bolso deverão ser impedidas de entrar no país. (Supervisão de Marcelo Camargo)

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