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Música de hoje


Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

17/04/2006 | 10:09


O que é relevante no cenário musical brasileiro em 2006? A multiplicidade de ritmos, característica marcante da MPB, ainda exerce apelo junto ao mercado e ao público? Quem é a vanguarda e qual é o seu papel? Para responder a estas questões, o projeto MPBC (Música Popular Brasileira Contemporânea), promovido pelo CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil - r. Álvares Penteado, 112. Tel.: 3113-3651), em São Paulo, coloca no mesmo palco artistas de distintas vertentes e gerações, que trafegam pelos cruzamentos entre gêneros tradicionais, sons eletrônicos e pop internacional. Além de adeptos da miscelânea de estilos, as atrações do evento têm em comum o desdém pelo sucesso fácil e medíocre. Quem aprecia a música experimental e deseja conhecer “outros sons, batidas e pulsações”, sem deixar o Grande ABC, pode conferir a programação da unidade do Sesc em Santo André, que promove o projeto Eletrorama.

Nesta terça, às 13h e às 19h30, no CCBB, horários das duas sessões previstas para cada artista participante do MPBC, o cantor e compositor pernambucano Kiko Klaus e o guitarrista e produtor colombiano Carlos Jaramillo divulgam o repertório do álbum Mesmalua, lançado no ano passado, que investe na fusão de sambas, maracatus e bossa nova. O show tem entrada franca, pois faz parte das comemorações dos cinco anos do CCBB, e foi batizado de Pernambucolômbia. Como convidado especial, o cantor e compositor do Mundo Livre S.A, Fred 04, expoente do mangue beat, que revitalizou o pop nos anos 90. Ingressos devem ser retirados com 1h de antecedência.

 A programação continua no dia 25, com a cantora Paula Morelembaum. Por causa do timbre aveludado de sua voz, da interpretação cheia de nuances e da experiência como backing vocal de Tom Jobim (1927-1994), ela poderia ser facilmente rotulada como intérprete de bossa nova. Mas, assim como os outros músicos participantes do projeto, que começou no último dia 11, com o veterano Marcos Valle, Paula não optou pelo caminho mais fácil. Preferiu um formato híbrido, adicionando à batida criada por João Gilberto, no final da década de 50, colagens sonoras feitas por samples e outros “baticuns” eletrônicos.

Mas, ao contrário de outras releituras equivocadas de gêneros tradicionais, que acabam deturpando o sentido original, a cantora, que toca guitarra, baixo, bateria e teclado, preferiu dar ênfase às conexões elementares da bossa nova com o jazz e a lounge music. Ao lado dela, como convidado especial, o cantor e compositor Chico Pinheiro, representante da nova geração da MPB.

No dia 2 de maio, ocorre o encontro do grupo Bossacucanova e Clara Moreno, que também integram a bossa ao universo da eletrônica. O primeiro é conhecido no circuito nos festivais europeus que dedicam espaço à música brasileira. Tem como principal estrela o DJ Marcelinho da Lua, responsável ainda pela bateria, percussão e guitarra. Completam a formação da banda o baixista Márcio Menescal e o tecladista Alexandre Moreira. Clara, filha da cantora Joyce, interpretará as canções de se segundo trabalho, Morenabossanova, simbiose do samba, bossa e pop contemporâneo.

Os ingressos para os shows de Paula Morelembaum, do Bossacucanova e de Clara Moreno vão de R$ 3 a R$ 6. O evento tem curadoria e direção artística do jornalista Antônio Carlos Miguel, crítico musical e membro das comissões de seleção dos prêmios TIM, Grammy Latino e Rival. “No Brasil, a MPBC tem conquistado cada vezmais sucesso entre o público jovem, graças a suas misturas rítmicas e inserções de batidas eletrônicas. Para o CCBB, essa série é uma oportunidade de oferecer mais opções para essa faixa de público e de mostrar como a música popular brasileira contemporânea ganha o mercado externo e dialoga com o mundo, afirma o gestor da instituição, Marcos Mantoan.

Eletrorama - No Sesc Santo André (r.Tamarutaca, 302. Tel.:4469-1200), as inovações musicais fazem parte do projeto Eletrorama, que tem como objetivo difundir as principais bandas da cena eletro-rock, um dos desdobramentos do rock que mescla o punk com a música eletrônica. Como resultado dessa união, muitas canções com sintetizadores, distorções e letras salpicadas de non-sense e deboche.

Dois representantes significativos do gênero, o Multiplex e o Cansei de Ser Sexy, se apresentam na próxima sexta-feira (21), às 19h. O preço das entradas vai de R$ 7 a R$ 14.



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Música de hoje

Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

17/04/2006 | 10:09


O que é relevante no cenário musical brasileiro em 2006? A multiplicidade de ritmos, característica marcante da MPB, ainda exerce apelo junto ao mercado e ao público? Quem é a vanguarda e qual é o seu papel? Para responder a estas questões, o projeto MPBC (Música Popular Brasileira Contemporânea), promovido pelo CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil - r. Álvares Penteado, 112. Tel.: 3113-3651), em São Paulo, coloca no mesmo palco artistas de distintas vertentes e gerações, que trafegam pelos cruzamentos entre gêneros tradicionais, sons eletrônicos e pop internacional. Além de adeptos da miscelânea de estilos, as atrações do evento têm em comum o desdém pelo sucesso fácil e medíocre. Quem aprecia a música experimental e deseja conhecer “outros sons, batidas e pulsações”, sem deixar o Grande ABC, pode conferir a programação da unidade do Sesc em Santo André, que promove o projeto Eletrorama.

Nesta terça, às 13h e às 19h30, no CCBB, horários das duas sessões previstas para cada artista participante do MPBC, o cantor e compositor pernambucano Kiko Klaus e o guitarrista e produtor colombiano Carlos Jaramillo divulgam o repertório do álbum Mesmalua, lançado no ano passado, que investe na fusão de sambas, maracatus e bossa nova. O show tem entrada franca, pois faz parte das comemorações dos cinco anos do CCBB, e foi batizado de Pernambucolômbia. Como convidado especial, o cantor e compositor do Mundo Livre S.A, Fred 04, expoente do mangue beat, que revitalizou o pop nos anos 90. Ingressos devem ser retirados com 1h de antecedência.

 A programação continua no dia 25, com a cantora Paula Morelembaum. Por causa do timbre aveludado de sua voz, da interpretação cheia de nuances e da experiência como backing vocal de Tom Jobim (1927-1994), ela poderia ser facilmente rotulada como intérprete de bossa nova. Mas, assim como os outros músicos participantes do projeto, que começou no último dia 11, com o veterano Marcos Valle, Paula não optou pelo caminho mais fácil. Preferiu um formato híbrido, adicionando à batida criada por João Gilberto, no final da década de 50, colagens sonoras feitas por samples e outros “baticuns” eletrônicos.

Mas, ao contrário de outras releituras equivocadas de gêneros tradicionais, que acabam deturpando o sentido original, a cantora, que toca guitarra, baixo, bateria e teclado, preferiu dar ênfase às conexões elementares da bossa nova com o jazz e a lounge music. Ao lado dela, como convidado especial, o cantor e compositor Chico Pinheiro, representante da nova geração da MPB.

No dia 2 de maio, ocorre o encontro do grupo Bossacucanova e Clara Moreno, que também integram a bossa ao universo da eletrônica. O primeiro é conhecido no circuito nos festivais europeus que dedicam espaço à música brasileira. Tem como principal estrela o DJ Marcelinho da Lua, responsável ainda pela bateria, percussão e guitarra. Completam a formação da banda o baixista Márcio Menescal e o tecladista Alexandre Moreira. Clara, filha da cantora Joyce, interpretará as canções de se segundo trabalho, Morenabossanova, simbiose do samba, bossa e pop contemporâneo.

Os ingressos para os shows de Paula Morelembaum, do Bossacucanova e de Clara Moreno vão de R$ 3 a R$ 6. O evento tem curadoria e direção artística do jornalista Antônio Carlos Miguel, crítico musical e membro das comissões de seleção dos prêmios TIM, Grammy Latino e Rival. “No Brasil, a MPBC tem conquistado cada vezmais sucesso entre o público jovem, graças a suas misturas rítmicas e inserções de batidas eletrônicas. Para o CCBB, essa série é uma oportunidade de oferecer mais opções para essa faixa de público e de mostrar como a música popular brasileira contemporânea ganha o mercado externo e dialoga com o mundo, afirma o gestor da instituição, Marcos Mantoan.

Eletrorama - No Sesc Santo André (r.Tamarutaca, 302. Tel.:4469-1200), as inovações musicais fazem parte do projeto Eletrorama, que tem como objetivo difundir as principais bandas da cena eletro-rock, um dos desdobramentos do rock que mescla o punk com a música eletrônica. Como resultado dessa união, muitas canções com sintetizadores, distorções e letras salpicadas de non-sense e deboche.

Dois representantes significativos do gênero, o Multiplex e o Cansei de Ser Sexy, se apresentam na próxima sexta-feira (21), às 19h. O preço das entradas vai de R$ 7 a R$ 14.

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