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Nossa Caixa: presidente admite erros


Da AFP

26/04/2006 | 00:11


O presidente da Nossa Caixa, Carlos Eduardo Monteiro prestou depoimento nesta terça-feira à Assembléia e manteve sua posição em declarações anteriores responsabilizando o ex-gerente de marketing do banco, Jaime de Castro Júnior, de todas as irregularidades nos contratos de publicidade da Nossa Caixa com as empresas Collucci Associados e Full Jazz Propaganda que trabalharam por 22 meses sem contrato movimentando mais de R$ 45 milhões.

Monteiro admitiu que houve erro na não prorrogação dos contratos com as empresas, mas se eximiu da culpa. Disse ainda que Castro Júnior era o funcionário com que mais tinha contato. "Sinto que houve uma quebra de confiança. Ele deveria ter me dito assim que tomou conhecimento das irregularidades", afirmou Monteiro aos deputados, dizendo que no dia 27 de junho de 2005 Castro Júnior o procurou e que no dia 29, já tomou todas as providências necessárias, instalando sindicância interna.

Monteiro se contradisse em alguns momentos do depoimento. Perguntado pelo deputado Candido Vaccarezza (PT) se havia recebido um requerimento feito por ele em março de 2005 pedindo que a Nossa Caixa enviasse à Assembléia detalhes sobre os contratos de publicidade disse que só recebeu o requerimento em maio. O deputado apresentou documento provando que uma secretária de Monteiro recebeu o aviso em 18 de março de 2005.

Depois disso, Monteiro disse que se confundiu em relação às datas. Nesse caso, os deputados do PT apontam omissão de Monteiro. "O depoimento de hoje (nesta terça-feira) mostra que é cada vez mais necessária a abertura de uma comissão de inquérito (CPI) na Assembléia. Temos de apurar a verdade", disse o deputado do PT, Renato Simões.

Em outro momento, Monteiro disse que só tomou conhecimento dos detalhes das irregularidades contratos por meio da imprensa em janeiro de 2006, mesmo com a sindicância interna no banco aberta no ano passado.

Sobre o favorecimento a deputados da Casa, Monteiro disse que o banco nunca beneficiou políticos e que a escolha dos veículos para publicidade do banco obedeciam à uma ordem técnica, compatíveis ao público alvo do banco. "Investir em veículos menores implica em gastos menores sem perder o foco em quem queremos atingir", disse Monteiro.

Para a bancada do PSDB, o depoimento foi esclarecedor. "As declarações do presidente da Nossa Caixa foram totalmente satisfatórias. Monteiro veio muito bem preparado e não deixou dúvidas" disse o deputado Ricardo Tripoli, líder do PSDB.

O Tribunal de Contas do Estado julgou irregularidades nos contratos entre a Nossa Caixa firmados com a Collucci e a Full Jazz em 2002. No contrato, reservou-se R$ 12 milhões à Collucci e R$ 16 milhões à Full Jazz. A Collucci recebeu R$ 15,7 milhões.

De acordo com as normas que envolvem contratos dessa espécie, é possível que haja um acréscimo de 25%, porém, o acréscimo foi de 30,8%. De acordo com o documento do TCE, fica "evidenciado ofensa à limitação de 25%".



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Nossa Caixa: presidente admite erros

Da AFP

26/04/2006 | 00:11


O presidente da Nossa Caixa, Carlos Eduardo Monteiro prestou depoimento nesta terça-feira à Assembléia e manteve sua posição em declarações anteriores responsabilizando o ex-gerente de marketing do banco, Jaime de Castro Júnior, de todas as irregularidades nos contratos de publicidade da Nossa Caixa com as empresas Collucci Associados e Full Jazz Propaganda que trabalharam por 22 meses sem contrato movimentando mais de R$ 45 milhões.

Monteiro admitiu que houve erro na não prorrogação dos contratos com as empresas, mas se eximiu da culpa. Disse ainda que Castro Júnior era o funcionário com que mais tinha contato. "Sinto que houve uma quebra de confiança. Ele deveria ter me dito assim que tomou conhecimento das irregularidades", afirmou Monteiro aos deputados, dizendo que no dia 27 de junho de 2005 Castro Júnior o procurou e que no dia 29, já tomou todas as providências necessárias, instalando sindicância interna.

Monteiro se contradisse em alguns momentos do depoimento. Perguntado pelo deputado Candido Vaccarezza (PT) se havia recebido um requerimento feito por ele em março de 2005 pedindo que a Nossa Caixa enviasse à Assembléia detalhes sobre os contratos de publicidade disse que só recebeu o requerimento em maio. O deputado apresentou documento provando que uma secretária de Monteiro recebeu o aviso em 18 de março de 2005.

Depois disso, Monteiro disse que se confundiu em relação às datas. Nesse caso, os deputados do PT apontam omissão de Monteiro. "O depoimento de hoje (nesta terça-feira) mostra que é cada vez mais necessária a abertura de uma comissão de inquérito (CPI) na Assembléia. Temos de apurar a verdade", disse o deputado do PT, Renato Simões.

Em outro momento, Monteiro disse que só tomou conhecimento dos detalhes das irregularidades contratos por meio da imprensa em janeiro de 2006, mesmo com a sindicância interna no banco aberta no ano passado.

Sobre o favorecimento a deputados da Casa, Monteiro disse que o banco nunca beneficiou políticos e que a escolha dos veículos para publicidade do banco obedeciam à uma ordem técnica, compatíveis ao público alvo do banco. "Investir em veículos menores implica em gastos menores sem perder o foco em quem queremos atingir", disse Monteiro.

Para a bancada do PSDB, o depoimento foi esclarecedor. "As declarações do presidente da Nossa Caixa foram totalmente satisfatórias. Monteiro veio muito bem preparado e não deixou dúvidas" disse o deputado Ricardo Tripoli, líder do PSDB.

O Tribunal de Contas do Estado julgou irregularidades nos contratos entre a Nossa Caixa firmados com a Collucci e a Full Jazz em 2002. No contrato, reservou-se R$ 12 milhões à Collucci e R$ 16 milhões à Full Jazz. A Collucci recebeu R$ 15,7 milhões.

De acordo com as normas que envolvem contratos dessa espécie, é possível que haja um acréscimo de 25%, porém, o acréscimo foi de 30,8%. De acordo com o documento do TCE, fica "evidenciado ofensa à limitação de 25%".

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