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CPI da Craisa faz diligência na cidade de Mauá


Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

25/05/2006 | 08:06


A CPI da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) fará nesta quinta-feira pela manhã uma diligência em quatro endereços na cidade de Mauá. O objetivo é apurar in loco denúncias contra a Gib Locações, empresa possivelmente beneficiada no processo licitatório e que acabou vencendo o certame para o transporte de merenda. Por isso, não haverá reunião do Grupo dos Nove (número de parlamentares que integra a comissão) na Câmara Municipal.

Em um dos endereços, no centro de Mauá, os cinco vereadores escolhidos para a missão visitarão o local onde possivelmente funcionam duas das três empresas participantes da licitação: Gib e Cooperauto (Cooperativa de Locação de Veículos de Motoristas Autônomos). Elas, juntamente com a Escuna Locadora de Veículos, são acusadas de conluio pelo empresário José Caboclo Neto, que também denunciou o secretário de Governo, Mário Maurici, de pedir propina de R$ 130 mil para a campanha de reeleição do prefeito João Avamileno (PT). O depoimento do secretário, aliás, ainda não foi definido pela CPI. Carlos Raposo (PV) foi quem propôs a convocação, mas a comissão decidiu discutir o assunto apenas após o dia 13 de junho. Maurici nega a acusação.

As sedes da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) da cidade e da Acceleratte Viagens e Turismo, que emitiram atestados técnicos capacitando a Gib a participar do certame, também serão os outros alvos da comissão nesta quinta-feira. A suspeita de alguns integrantes da CPI é que a Gib nunca prestou serviço para os dois endereços em Mauá.

Outro destino da comissão é a Prefeitura de Mauá, que emitiu notas fiscais em decorrência de serviços prestados pela Gib ao Poder Público. Segundo os vereadores Carlos Raposo (PV) e Carlos Ferreira (PDT), as cópias das notas estão ilegíveis e, num primeiro momento, apresentam indícios de irregularidades.

Ligação? – A oposição, com base nos levantamentos feitos antes mesmo da instauração da CPI, sugere que existem indícios de que a Gib Locações foi favorecida na licitação por ter ligação com políticos e empresários de Mauá. Segundo suspeitas, alguns veículos de transporte usados pela Gib pertencem a um político do município. “Todo mundo diz que a Apae é presidida pelo Maurício Trevisan. Mas a informação que temos é que o presidente é de fato um vereador de Mauá. Não estamos acusando ninguém, mas é uma questão que precisa ser apurada e investigada. Se o presidente é outro, por que o Trevisan assinou os atestados?”, questiona Aidan Ravin (PPS).


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CPI da Craisa faz diligência na cidade de Mauá

Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

25/05/2006 | 08:06


A CPI da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) fará nesta quinta-feira pela manhã uma diligência em quatro endereços na cidade de Mauá. O objetivo é apurar in loco denúncias contra a Gib Locações, empresa possivelmente beneficiada no processo licitatório e que acabou vencendo o certame para o transporte de merenda. Por isso, não haverá reunião do Grupo dos Nove (número de parlamentares que integra a comissão) na Câmara Municipal.

Em um dos endereços, no centro de Mauá, os cinco vereadores escolhidos para a missão visitarão o local onde possivelmente funcionam duas das três empresas participantes da licitação: Gib e Cooperauto (Cooperativa de Locação de Veículos de Motoristas Autônomos). Elas, juntamente com a Escuna Locadora de Veículos, são acusadas de conluio pelo empresário José Caboclo Neto, que também denunciou o secretário de Governo, Mário Maurici, de pedir propina de R$ 130 mil para a campanha de reeleição do prefeito João Avamileno (PT). O depoimento do secretário, aliás, ainda não foi definido pela CPI. Carlos Raposo (PV) foi quem propôs a convocação, mas a comissão decidiu discutir o assunto apenas após o dia 13 de junho. Maurici nega a acusação.

As sedes da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) da cidade e da Acceleratte Viagens e Turismo, que emitiram atestados técnicos capacitando a Gib a participar do certame, também serão os outros alvos da comissão nesta quinta-feira. A suspeita de alguns integrantes da CPI é que a Gib nunca prestou serviço para os dois endereços em Mauá.

Outro destino da comissão é a Prefeitura de Mauá, que emitiu notas fiscais em decorrência de serviços prestados pela Gib ao Poder Público. Segundo os vereadores Carlos Raposo (PV) e Carlos Ferreira (PDT), as cópias das notas estão ilegíveis e, num primeiro momento, apresentam indícios de irregularidades.

Ligação? – A oposição, com base nos levantamentos feitos antes mesmo da instauração da CPI, sugere que existem indícios de que a Gib Locações foi favorecida na licitação por ter ligação com políticos e empresários de Mauá. Segundo suspeitas, alguns veículos de transporte usados pela Gib pertencem a um político do município. “Todo mundo diz que a Apae é presidida pelo Maurício Trevisan. Mas a informação que temos é que o presidente é de fato um vereador de Mauá. Não estamos acusando ninguém, mas é uma questão que precisa ser apurada e investigada. Se o presidente é outro, por que o Trevisan assinou os atestados?”, questiona Aidan Ravin (PPS).

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