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Humberto Martins: a volta do galã das sete


André Bernardo
Da TV Press

06/12/2003 | 17:12


Humberto Martins é o primeiro a reconhecer que foi insano o que ele tentou fazer. Depois de quase 15 anos de carreira na TV, ele cansou da profissão de ator e decidiu levar uma vida corriqueira. Quando levou o problema ao conhecimento da Globo, a alta cúpula deu risada da situação. De fato, parecia mesmo piada. Para não piorar as coisas, o autor Carlos Lombardi sugeriu que Martins tirasse uns dias de folga até que se recuperasse do estresse e estivesse em condições de voltar a gravar Kubanacan, novela das sete da emissora.

De volta ao batente, Martins ressalta que ficou magoado quando a imprensa começou a divulgar possíveis versões de sua repentina saída da novela. Uns jornais diziam que ele teria se desentendido com Marcos Pasquim, o Esteban, que estaria desfrutando de um maior destaque na novela. Outros garantiram que Martins brigou com Lombardi. Descontente com o pouco espaço de seu Carlos Camacho na trama, o ator teria pedido para sair.

Pergunta - Você voltou a gravar Kubanacan depois de quase três meses de afastamento. O que o levou a ficar tanto tempo longe da novela?
Humberto Martins - A verdade é que eu estava precisando de um tempo para reflexão. Estava muito atribulado com conflitos pessoais. Cheguei a um nível de estresse sem igual.

Pergunta – Mas o que aconteceu exatamente?
Martins - Eu tive um surto de televisão. Hoje, vejo que tudo não passou de uma grande besteira. A direção da Globo até achou graça. Disseram: “Você está louco, Humberto?”. E é a pura verdade. Não adianta mesmo eu querer voltar a ser uma pessoa normal.

Pergunta – Mas em relação a outras figuras do meio artístico, até que você leva uma vida bastante reservada.
Martins – Por ser reservado é que eu chamo mais a atenção. Mas já comecei a mudar certas atitudes. Já comecei a sair à noite, estou me integrando à sociedade. Não penso mais em continuar morando tão afastado como onde eu moro. Quero ver se eu mudo para um condomínio só para descer e subir toda hora no elevador com vizinhos.

Pergunta – E, afinal, qual foi a gota d’água para isso?
Martins – Disseram que eu agredi o rapaz. Eu tenho o Pasquim como se fosse um amigo, um irmão. Sempre passei tudo o que eu podia da minha experiência para ele. Disseram também que eu não estava satisfeito com o personagem. Isso não tem nada a ver. O pessoal tira conclusões precipitadas e depois publica. Imagina. Quando levei meu problema para o Lombardi, ele foi o primeiro a dizer: “Descansa, Humberto, descansa. Deixa que eu resolvo isso para você”.

Pergunta – Dos personagens de Lombardi que você já interpretou, o Carlos Camacho é o primeiro vilão. Ele teria sido uma reivindicação sua ou uma iniciativa do Lombardi?
Martins – A idéia partiu dele, mas, há duas novelas que eu venho pedindo um vilão para o Lombardi. Isso já estava mesmo para rolar. O Camacho é realmente um acontecimento único, um tipo bem marcante. Na linha de vilão, é o primeiro que eu faço. O Iago, de Pedra Sobre Pedra, também era tido como vilão, mas eu não o vejo assim. O Camacho, sim, é um vilão de caso pensado. Ele sabe o que está fazendo e faz! E faz por maldade. Só que a gente ameniza tudo isso com humor para não ficar muito pesado, massacrante.

Pergunta – Nos últimos anos, você foi escalado sempre para fazer o herói das novelas do Lombardi. Em nenhum momento você se cansou de ficar se repetindo no vídeo?
Martins – Não chegou a cansar, não. De maneira nenhuma. Mas chega uma hora que é natural você enveredar por outros caminhos. Para o ator, é importante mudar, criando novas fases. Mas isso não acontece só na dramaturgia. Acontece na vida também. Todo mundo passa por diferentes fases de evolução. Não é que canse, mas é necessário sempre haver a mudança.

Pergunta – E por falar em mudanças, você já está com 42 anos. A idade não chega a preocupá-lo?
Martins – Sinceramente, não, porque estou muito feliz com a minha idade. Acho até que vou envelhecer bem. Continuo com a mente jovem. Por isso, não me preocupo com idade. Eu me orgulho muito dessas têmporas brancas. É bom ficar olhando essas marcas do tempo no espelho. Essas marcas me trazem lembranças de muitas conquistas.



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Humberto Martins: a volta do galã das sete

André Bernardo
Da TV Press

06/12/2003 | 17:12


Humberto Martins é o primeiro a reconhecer que foi insano o que ele tentou fazer. Depois de quase 15 anos de carreira na TV, ele cansou da profissão de ator e decidiu levar uma vida corriqueira. Quando levou o problema ao conhecimento da Globo, a alta cúpula deu risada da situação. De fato, parecia mesmo piada. Para não piorar as coisas, o autor Carlos Lombardi sugeriu que Martins tirasse uns dias de folga até que se recuperasse do estresse e estivesse em condições de voltar a gravar Kubanacan, novela das sete da emissora.

De volta ao batente, Martins ressalta que ficou magoado quando a imprensa começou a divulgar possíveis versões de sua repentina saída da novela. Uns jornais diziam que ele teria se desentendido com Marcos Pasquim, o Esteban, que estaria desfrutando de um maior destaque na novela. Outros garantiram que Martins brigou com Lombardi. Descontente com o pouco espaço de seu Carlos Camacho na trama, o ator teria pedido para sair.

Pergunta - Você voltou a gravar Kubanacan depois de quase três meses de afastamento. O que o levou a ficar tanto tempo longe da novela?
Humberto Martins - A verdade é que eu estava precisando de um tempo para reflexão. Estava muito atribulado com conflitos pessoais. Cheguei a um nível de estresse sem igual.

Pergunta – Mas o que aconteceu exatamente?
Martins - Eu tive um surto de televisão. Hoje, vejo que tudo não passou de uma grande besteira. A direção da Globo até achou graça. Disseram: “Você está louco, Humberto?”. E é a pura verdade. Não adianta mesmo eu querer voltar a ser uma pessoa normal.

Pergunta – Mas em relação a outras figuras do meio artístico, até que você leva uma vida bastante reservada.
Martins – Por ser reservado é que eu chamo mais a atenção. Mas já comecei a mudar certas atitudes. Já comecei a sair à noite, estou me integrando à sociedade. Não penso mais em continuar morando tão afastado como onde eu moro. Quero ver se eu mudo para um condomínio só para descer e subir toda hora no elevador com vizinhos.

Pergunta – E, afinal, qual foi a gota d’água para isso?
Martins – Disseram que eu agredi o rapaz. Eu tenho o Pasquim como se fosse um amigo, um irmão. Sempre passei tudo o que eu podia da minha experiência para ele. Disseram também que eu não estava satisfeito com o personagem. Isso não tem nada a ver. O pessoal tira conclusões precipitadas e depois publica. Imagina. Quando levei meu problema para o Lombardi, ele foi o primeiro a dizer: “Descansa, Humberto, descansa. Deixa que eu resolvo isso para você”.

Pergunta – Dos personagens de Lombardi que você já interpretou, o Carlos Camacho é o primeiro vilão. Ele teria sido uma reivindicação sua ou uma iniciativa do Lombardi?
Martins – A idéia partiu dele, mas, há duas novelas que eu venho pedindo um vilão para o Lombardi. Isso já estava mesmo para rolar. O Camacho é realmente um acontecimento único, um tipo bem marcante. Na linha de vilão, é o primeiro que eu faço. O Iago, de Pedra Sobre Pedra, também era tido como vilão, mas eu não o vejo assim. O Camacho, sim, é um vilão de caso pensado. Ele sabe o que está fazendo e faz! E faz por maldade. Só que a gente ameniza tudo isso com humor para não ficar muito pesado, massacrante.

Pergunta – Nos últimos anos, você foi escalado sempre para fazer o herói das novelas do Lombardi. Em nenhum momento você se cansou de ficar se repetindo no vídeo?
Martins – Não chegou a cansar, não. De maneira nenhuma. Mas chega uma hora que é natural você enveredar por outros caminhos. Para o ator, é importante mudar, criando novas fases. Mas isso não acontece só na dramaturgia. Acontece na vida também. Todo mundo passa por diferentes fases de evolução. Não é que canse, mas é necessário sempre haver a mudança.

Pergunta – E por falar em mudanças, você já está com 42 anos. A idade não chega a preocupá-lo?
Martins – Sinceramente, não, porque estou muito feliz com a minha idade. Acho até que vou envelhecer bem. Continuo com a mente jovem. Por isso, não me preocupo com idade. Eu me orgulho muito dessas têmporas brancas. É bom ficar olhando essas marcas do tempo no espelho. Essas marcas me trazem lembranças de muitas conquistas.

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