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Tempo seco gera espera de até seis horas nos pronto atendimentos

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Procura de pacientes nas unidades de Saúde da região é 30% maior nesta época do ano


Juliana Stern
Especial para o Diário

27/04/2018 | 07:00


Unidades de Saúde que oferecem pronto atendimento na região registraram aumento de pelo menos 30% no fluxo de pacientes desde a entrada do outono, no dia 20 de março. A espera por assistência médica demanda paciência, tendo em vista que pode chegar a até seis horas, como é o caso do cenário do PA Infantil do Hospital Marcia Braido, no bairro Santa Paula, em São Caetano. O clima seco é o principal causador da superlotação, tendo em vista que amplia a incidência de problemas respiratórios.

Conforme a Prefeitura de São Caetano, o PA Infantil do Hospital Marcia Braido chega a atender 9.000 crianças por mês entre abril e agosto, 2.000 pacientes a mais em comparação aos períodos mais chuvosos do ano. Proporcional ao aumento da demanda de pacientes é o tempo de espera para o primeiro atendimento. A projetista Débora Vieira de Souza, 45 anos, diz que passou sete horas aguardando consulta para o filho Vitor, 3, na semana passada. Segundo ela, foram quatro horas apenas para a triagem. “Meu filho teve febre e dor de garganta. Fiquei sete horas para ele tomar apenas uma injeção”, destaca.

O cenário se repete em São Bernardo. Na UPA da Vila São Pedro, a dona de casa Luana Carvalho, 28, teve de aguardar por mais de três horas para que a filha, Kiara, 3 meses, passasse pelo serviço. “Acho que falta médico para atender todo mundo. Falaram (funcionários da UPA) que só tem um clínico atendendo, mas o posto está cheio”, desabafa a mãe.

Em Mauá, no Hospital Nardini, a dona de casa Juliana Queirós, 19, levou a filha, Eloá, 1, que estava com começo de pneumonia, e foi chamada para triagem após três horas de espera. “Cheguei a perguntar duas vezes quanto tempo faltava, só me falam para aguardar”, comenta.

Em Santo André, a aposentada Maria de Fátima Sousa, 67, procurou o PA Vila Luzita por causa de uma dor no pé direito. Levou duas horas para ser chamada para a triagem. “Ainda tem a espera para a consulta”, diz a idosa.

 

PLANEJAMENTO

As prefeituras destacaram ao Diário que tentam se planejar para dar conta do aumento da procura na rede de Saúde. Em São Caetano, por exemplo, as unidades de pronto atendimento operam com capacidade máxima de leitos de internação – 18 na área infantil. A administração destaca, entretanto, que mais da metade dos pacientes é de outras cidades.

São Bernardo informou que utiliza o sistema Manchester, onde os pacientes são classificados e atendidos segundo prioridade clínica, e Santo André revelou que faz planejamento da quantidade de médicos pelo número de atendimentos, procurando média de 40 a 50 consultas em 12 horas para cada médico plantonista clínico, e 30 a 35 atendimentos para cada plantonista pediátrico. A Prefeitura de Mauá não respondeu até o fechamento desta edição.

 

POLUIÇÃO

A falta de chuva aumenta as ocorrências de doenças respiratórias, como asma, bronquite, gripe, sinusite etc. Isso acontece porque os poluentes presentes no ar ficam mais concentrados nessa época, ressecando as mucosas do nariz e garganta, causando as inflamações. A tendência de as pessoas se concentrarem em lugares fechados em dias frios também é um agravante.



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Tempo seco gera espera de até seis horas nos pronto atendimentos

Procura de pacientes nas unidades de Saúde da região é 30% maior nesta época do ano

Juliana Stern
Especial para o Diário

27/04/2018 | 07:00


Unidades de Saúde que oferecem pronto atendimento na região registraram aumento de pelo menos 30% no fluxo de pacientes desde a entrada do outono, no dia 20 de março. A espera por assistência médica demanda paciência, tendo em vista que pode chegar a até seis horas, como é o caso do cenário do PA Infantil do Hospital Marcia Braido, no bairro Santa Paula, em São Caetano. O clima seco é o principal causador da superlotação, tendo em vista que amplia a incidência de problemas respiratórios.

Conforme a Prefeitura de São Caetano, o PA Infantil do Hospital Marcia Braido chega a atender 9.000 crianças por mês entre abril e agosto, 2.000 pacientes a mais em comparação aos períodos mais chuvosos do ano. Proporcional ao aumento da demanda de pacientes é o tempo de espera para o primeiro atendimento. A projetista Débora Vieira de Souza, 45 anos, diz que passou sete horas aguardando consulta para o filho Vitor, 3, na semana passada. Segundo ela, foram quatro horas apenas para a triagem. “Meu filho teve febre e dor de garganta. Fiquei sete horas para ele tomar apenas uma injeção”, destaca.

O cenário se repete em São Bernardo. Na UPA da Vila São Pedro, a dona de casa Luana Carvalho, 28, teve de aguardar por mais de três horas para que a filha, Kiara, 3 meses, passasse pelo serviço. “Acho que falta médico para atender todo mundo. Falaram (funcionários da UPA) que só tem um clínico atendendo, mas o posto está cheio”, desabafa a mãe.

Em Mauá, no Hospital Nardini, a dona de casa Juliana Queirós, 19, levou a filha, Eloá, 1, que estava com começo de pneumonia, e foi chamada para triagem após três horas de espera. “Cheguei a perguntar duas vezes quanto tempo faltava, só me falam para aguardar”, comenta.

Em Santo André, a aposentada Maria de Fátima Sousa, 67, procurou o PA Vila Luzita por causa de uma dor no pé direito. Levou duas horas para ser chamada para a triagem. “Ainda tem a espera para a consulta”, diz a idosa.

 

PLANEJAMENTO

As prefeituras destacaram ao Diário que tentam se planejar para dar conta do aumento da procura na rede de Saúde. Em São Caetano, por exemplo, as unidades de pronto atendimento operam com capacidade máxima de leitos de internação – 18 na área infantil. A administração destaca, entretanto, que mais da metade dos pacientes é de outras cidades.

São Bernardo informou que utiliza o sistema Manchester, onde os pacientes são classificados e atendidos segundo prioridade clínica, e Santo André revelou que faz planejamento da quantidade de médicos pelo número de atendimentos, procurando média de 40 a 50 consultas em 12 horas para cada médico plantonista clínico, e 30 a 35 atendimentos para cada plantonista pediátrico. A Prefeitura de Mauá não respondeu até o fechamento desta edição.

 

POLUIÇÃO

A falta de chuva aumenta as ocorrências de doenças respiratórias, como asma, bronquite, gripe, sinusite etc. Isso acontece porque os poluentes presentes no ar ficam mais concentrados nessa época, ressecando as mucosas do nariz e garganta, causando as inflamações. A tendência de as pessoas se concentrarem em lugares fechados em dias frios também é um agravante.

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