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Poder das bilheterias por trás de adaptações

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Histórias literárias jovens continuam a movimentar a indústria de Hollywood


Luís Felipe Soares

21/01/2018 | 07:15


Há centenas de anos o cinema busca no mercado literário histórias a serem mostradas nas telas. Com o sucesso de contos no passar do tempo, suas adaptações continuam a movimentar produções, com a indústria de Hollywood sempre de olho em possíveis sucessos. Desde os anos 2000, são essas obras que, majoritariamente, lotam as salas e geram rendas enormes para os estúdios. Sagas como Harry Potter (com US$ 8,5 bilhões de arrecadação em todo o planeta, somando junto a bilheteria de Animais Fantásticos e Onde Habitam), as que se passam na Terra Média de J.R.R. Tolkien (as trilogias O Senhor dos Aneis e O Hobbit, juntas, acumularam US$ 5,8 bilhões) e Crepúsculo (US$ 3,34 bilhões com seus cinco filmes), por exemplo, aparecem entre as 20 maiores franquias das telonas de todos os tempos – lista encabeçada pelos heróis do Universo Cinematográfico da Marvel (US$ 13,5 bilhões).

Parte do segredo dos altos números é acompanhar o que movimenta a prateleira dos jovens leitores. “As adaptações de sagas literárias que mais fazem sucesso geralmente têm um foco no público jovem. YA (Young Adults, ou jovens adulto, em português) é um gênero extremamente popular pelo mundo inteiro. De Harry Potter a Jogos Vorazes, temos protagonistas que passam pela adolescência e crescem com os problemas de ordem mágica ou extraordinária que, muitas vezes, refletem os problemas que os jovens normais têm”, explica a escritora e editora Clara Madrigano, que acompanha o universo da cultura pop. 

O mais recente exemplar do gênero a movimentar o público é Maze Runner – A Cura Mortal, com estreia no Brasil marcada para quinta-feira. A terceira aventura baseada nos livros de James Dashner mostra Thomas (Dylan O’Brien) liderando grupo de Clareanos pelos desafios da lendária Última Cidade, cenário do mais complicado labirinto de todos e que pode dar importantes respostas aos personagens. Apesar da série ter seis volumes, este será o último filme.

Claro que os nomes de sucessos chamam a atenção, mas nem toda adaptação consegue bons resultados. Fracassos como Eragon (2006), A Bússola de Ouro (2007) e Fallen (2016) parecem ter pecado na ‘repetição’. “Existe pequeno número de vezes em que podemos tentar contar a mesma história para o público. O maior erro de certas adaptações foi o de ter tentado surfar no sucesso de adaptações anteriores”, analisa Clara. “O exemplo mais gritante talvez seja o de Divergente, que tem público imenso e fiel no mundo literário, mas que falhou em criar o mesmo fenômeno de Jogos Vorazes quando foi adaptado para o cinema, acabando com a produção interrompida pela metade.”

Além do desafio de agradar o público, os responsáveis pelas produções precisam batalhar para saber a melhor forma de criar esses universos literários na sétima arte. Há trabalho de condensar a história em tempo limitado, cortar certos momentos e, talvez, acrescentar detalhes inéditos. O formato de seriados aparece como opção, visto o sucesso de Game of Thrones e suas sete temporadas até o momento. Os fãs continuam a torcer para ver as histórias lidas na tela e as diferentes mídias ainda estão prontas para recebê-las de braços – e bolsos – abertos. 



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Poder das bilheterias por trás de adaptações

Histórias literárias jovens continuam a movimentar a indústria de Hollywood

Luís Felipe Soares

21/01/2018 | 07:15


Há centenas de anos o cinema busca no mercado literário histórias a serem mostradas nas telas. Com o sucesso de contos no passar do tempo, suas adaptações continuam a movimentar produções, com a indústria de Hollywood sempre de olho em possíveis sucessos. Desde os anos 2000, são essas obras que, majoritariamente, lotam as salas e geram rendas enormes para os estúdios. Sagas como Harry Potter (com US$ 8,5 bilhões de arrecadação em todo o planeta, somando junto a bilheteria de Animais Fantásticos e Onde Habitam), as que se passam na Terra Média de J.R.R. Tolkien (as trilogias O Senhor dos Aneis e O Hobbit, juntas, acumularam US$ 5,8 bilhões) e Crepúsculo (US$ 3,34 bilhões com seus cinco filmes), por exemplo, aparecem entre as 20 maiores franquias das telonas de todos os tempos – lista encabeçada pelos heróis do Universo Cinematográfico da Marvel (US$ 13,5 bilhões).

Parte do segredo dos altos números é acompanhar o que movimenta a prateleira dos jovens leitores. “As adaptações de sagas literárias que mais fazem sucesso geralmente têm um foco no público jovem. YA (Young Adults, ou jovens adulto, em português) é um gênero extremamente popular pelo mundo inteiro. De Harry Potter a Jogos Vorazes, temos protagonistas que passam pela adolescência e crescem com os problemas de ordem mágica ou extraordinária que, muitas vezes, refletem os problemas que os jovens normais têm”, explica a escritora e editora Clara Madrigano, que acompanha o universo da cultura pop. 

O mais recente exemplar do gênero a movimentar o público é Maze Runner – A Cura Mortal, com estreia no Brasil marcada para quinta-feira. A terceira aventura baseada nos livros de James Dashner mostra Thomas (Dylan O’Brien) liderando grupo de Clareanos pelos desafios da lendária Última Cidade, cenário do mais complicado labirinto de todos e que pode dar importantes respostas aos personagens. Apesar da série ter seis volumes, este será o último filme.

Claro que os nomes de sucessos chamam a atenção, mas nem toda adaptação consegue bons resultados. Fracassos como Eragon (2006), A Bússola de Ouro (2007) e Fallen (2016) parecem ter pecado na ‘repetição’. “Existe pequeno número de vezes em que podemos tentar contar a mesma história para o público. O maior erro de certas adaptações foi o de ter tentado surfar no sucesso de adaptações anteriores”, analisa Clara. “O exemplo mais gritante talvez seja o de Divergente, que tem público imenso e fiel no mundo literário, mas que falhou em criar o mesmo fenômeno de Jogos Vorazes quando foi adaptado para o cinema, acabando com a produção interrompida pela metade.”

Além do desafio de agradar o público, os responsáveis pelas produções precisam batalhar para saber a melhor forma de criar esses universos literários na sétima arte. Há trabalho de condensar a história em tempo limitado, cortar certos momentos e, talvez, acrescentar detalhes inéditos. O formato de seriados aparece como opção, visto o sucesso de Game of Thrones e suas sete temporadas até o momento. Os fãs continuam a torcer para ver as histórias lidas na tela e as diferentes mídias ainda estão prontas para recebê-las de braços – e bolsos – abertos. 

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