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Diadema exibe cinema de Tim Burton


Cássio Gomes Neves
Do Diário do Grande ABC

15/12/2005 | 08:18


Fantasia, todo mundo é capaz de conceber. Agora, fantasia com uma nota de melancolia e, ainda por cima, como um processador das relações humanas, são poucos os operadores capazes. E há de se mencionar Tim Burton entre os mais felizes. Pensando nele, Diadema realiza de quinta-feira a domingo (dia 18), com entrada franca, a mostra O Estranho Mundo de Tim Burton, com quatro filmes do cineasta.

A base de operações do diretor sempre foi Hollywood, talvez o campo mais minado do cinema para que surja uma personalidade autoral, dadas as demandas industriais do pedaço. Lá, concluiu 12 longas-metragens, sempre comprometido a modelar suas convicções como artista, freqüentemente classificadas como bizarras e estranhas.

A mostra de Diadema começa nesta quinta-feira com Edward Mãos-de-Tesoura (1990), a velha história da bela e da fera, no qual é oscilante a definição de quem é a bela e quem é a fera entre a mocinha vivida por Winona Ryder e o monstro com dedos perfurocortantes de Johnny Depp.

Johnny Depp volta ao lado de Burton para Ed Wood (1994), retrato do homem que foi considerado o pior cineasta de todos os tempos – note que o epíteto tem justificativas puramente orçamentárias – e com sensíveis dúvidas sexuais. Fecham a mostra dois filmes pertencentes à fase mais recente da obra de Burton, quando ele olha para o próprio umbigo de relator da fantasia: Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (2003), sobre um filho que investiga se os causos contados pelo pai são verdade ou mentira; e A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005), remake do filme infantil de 1971 incrementado pela relação abissal de Willy Wonka (Depp, novamente) com o pai dentista. Com Burton, a fantasia sempre leva a mão à cabeça em auto-reflexão e jamais é um fim em si mesma.



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Diadema exibe cinema de Tim Burton

Cássio Gomes Neves
Do Diário do Grande ABC

15/12/2005 | 08:18


Fantasia, todo mundo é capaz de conceber. Agora, fantasia com uma nota de melancolia e, ainda por cima, como um processador das relações humanas, são poucos os operadores capazes. E há de se mencionar Tim Burton entre os mais felizes. Pensando nele, Diadema realiza de quinta-feira a domingo (dia 18), com entrada franca, a mostra O Estranho Mundo de Tim Burton, com quatro filmes do cineasta.

A base de operações do diretor sempre foi Hollywood, talvez o campo mais minado do cinema para que surja uma personalidade autoral, dadas as demandas industriais do pedaço. Lá, concluiu 12 longas-metragens, sempre comprometido a modelar suas convicções como artista, freqüentemente classificadas como bizarras e estranhas.

A mostra de Diadema começa nesta quinta-feira com Edward Mãos-de-Tesoura (1990), a velha história da bela e da fera, no qual é oscilante a definição de quem é a bela e quem é a fera entre a mocinha vivida por Winona Ryder e o monstro com dedos perfurocortantes de Johnny Depp.

Johnny Depp volta ao lado de Burton para Ed Wood (1994), retrato do homem que foi considerado o pior cineasta de todos os tempos – note que o epíteto tem justificativas puramente orçamentárias – e com sensíveis dúvidas sexuais. Fecham a mostra dois filmes pertencentes à fase mais recente da obra de Burton, quando ele olha para o próprio umbigo de relator da fantasia: Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (2003), sobre um filho que investiga se os causos contados pelo pai são verdade ou mentira; e A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005), remake do filme infantil de 1971 incrementado pela relação abissal de Willy Wonka (Depp, novamente) com o pai dentista. Com Burton, a fantasia sempre leva a mão à cabeça em auto-reflexão e jamais é um fim em si mesma.

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