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Obras do Estado empacam em Diadema

Investimentos do governo paulista em Diadema, Rede Lucy Montoro e Fábrica de Cultura viram elefante branco depois de afastamento político


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

08/09/2017 | 07:00


Investimentos do governo do Estado em Diadema, obras da construção da Fábrica de Cultura e da instalação da Rede Lucy Montoro, ambas no Centro, empacaram. A previsão de entrega dos dois equipamentos venceu no ano passado e os prazos são frequentemente prorrogados. Agora, a nova data estimada é 2018.

O impasse para a conclusão das intervenções ocorre em meio ao distanciamento político entre o governo do prefeito Lauro Michels (PV) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) neste segundo mandato do verde.

O afastamento ficou evidente em janeiro deste ano, quando o chefe do Executivo diademense comprou briga com o Palácio dos Bandeirantes ao usar o próprio carro para fechar a entrada do terminal central da cidade como forma de protestar contra a cobrança de R$ 1 pela integração nos terminais do município. Na época, a decisão havia sido anunciada pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), vinculada à Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos.

Acompanhado de ações na Justiça, o gesto forçou diálogo com o governo paulista e acabou resultando na postergação do início da cobrança – o caso só teve desfecho em julho, quando o STJ (Superior Tribunal de Justiça) autorizou o Estado a tarifar a baldeação. No campo político, porém, a relação entre Lauro e Alckmin azedou de vez.

Rodeado de apoiadores no Grande ABC – quatro dos sete prefeitos são do tucanato –, Alckmin, que tenta viabilizar candidatura à Presidência – ainda não desembarcou em Diadema neste ano. No Paço, os tucanos também perderam significativamente o espaço no primeiro escalão na segunda gestão de Lauro – gerenciam apenas a modesta Secretaria de Segurança Alimentar –, fato influenciado também pelo fracasso da sigla no pleito de 2016, quando não elegeu sequer um vereador.

Lauro também rompeu politicamente com o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), aliado de primeira hora do governador. Em março, o verde anunciou saída do município do Consórcio Intermunicipal, entidade presidida pelo tucano, com ataques diretos ao ex-aliado. Oficialmente, Lauro alegou que a inédita desfiliação do município do colegiado se dava pela falta de recursos para quitar a dívida com o Consórcio e, ao mesmo tempo, bancar com o rateio mensal. Nos bastidores, entretanto, a saída foi atrelada a rixa política após disputas por espaços na entidade – Lauro havia sido eleito vice-presidente.

PRAZOS
Questionada pelo Diário, a Secretaria Estadual de Cultura admitiu que a novela da Fábrica de Cultura, que virou elefante branco, pode ter fim apenas no “início de 2018”. Já é a terceira prorrogação do prazo. Orçada em R$ 4,3 milhões – o valor era de R$ 13,58 milhões e foi reajustado – a obra estava prevista para ser entregue em julho de 2016, depois essa data foi estendida para junho deste ano e, mais recentemente, foi jogada para dezembro. “A finalização da obra está prevista entre o fim de 2017 e início de 2018”, informou a Pasta.

Já a instalação da Rede Lucy Montoro, no segundo andar do Quarteirão da Saúde, é de responsabilidade da gestão Lauro. O governo estadual fica apenas com o custeio do equipamento. Indagada sobre os prazos, a gestão verde não se manifestou. O novo prazo é outubro. O contrato das intervenções é de R$ 2,19 milhões. 



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Obras do Estado empacam em Diadema

Investimentos do governo paulista em Diadema, Rede Lucy Montoro e Fábrica de Cultura viram elefante branco depois de afastamento político

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

08/09/2017 | 07:00


Investimentos do governo do Estado em Diadema, obras da construção da Fábrica de Cultura e da instalação da Rede Lucy Montoro, ambas no Centro, empacaram. A previsão de entrega dos dois equipamentos venceu no ano passado e os prazos são frequentemente prorrogados. Agora, a nova data estimada é 2018.

O impasse para a conclusão das intervenções ocorre em meio ao distanciamento político entre o governo do prefeito Lauro Michels (PV) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) neste segundo mandato do verde.

O afastamento ficou evidente em janeiro deste ano, quando o chefe do Executivo diademense comprou briga com o Palácio dos Bandeirantes ao usar o próprio carro para fechar a entrada do terminal central da cidade como forma de protestar contra a cobrança de R$ 1 pela integração nos terminais do município. Na época, a decisão havia sido anunciada pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), vinculada à Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos.

Acompanhado de ações na Justiça, o gesto forçou diálogo com o governo paulista e acabou resultando na postergação do início da cobrança – o caso só teve desfecho em julho, quando o STJ (Superior Tribunal de Justiça) autorizou o Estado a tarifar a baldeação. No campo político, porém, a relação entre Lauro e Alckmin azedou de vez.

Rodeado de apoiadores no Grande ABC – quatro dos sete prefeitos são do tucanato –, Alckmin, que tenta viabilizar candidatura à Presidência – ainda não desembarcou em Diadema neste ano. No Paço, os tucanos também perderam significativamente o espaço no primeiro escalão na segunda gestão de Lauro – gerenciam apenas a modesta Secretaria de Segurança Alimentar –, fato influenciado também pelo fracasso da sigla no pleito de 2016, quando não elegeu sequer um vereador.

Lauro também rompeu politicamente com o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), aliado de primeira hora do governador. Em março, o verde anunciou saída do município do Consórcio Intermunicipal, entidade presidida pelo tucano, com ataques diretos ao ex-aliado. Oficialmente, Lauro alegou que a inédita desfiliação do município do colegiado se dava pela falta de recursos para quitar a dívida com o Consórcio e, ao mesmo tempo, bancar com o rateio mensal. Nos bastidores, entretanto, a saída foi atrelada a rixa política após disputas por espaços na entidade – Lauro havia sido eleito vice-presidente.

PRAZOS
Questionada pelo Diário, a Secretaria Estadual de Cultura admitiu que a novela da Fábrica de Cultura, que virou elefante branco, pode ter fim apenas no “início de 2018”. Já é a terceira prorrogação do prazo. Orçada em R$ 4,3 milhões – o valor era de R$ 13,58 milhões e foi reajustado – a obra estava prevista para ser entregue em julho de 2016, depois essa data foi estendida para junho deste ano e, mais recentemente, foi jogada para dezembro. “A finalização da obra está prevista entre o fim de 2017 e início de 2018”, informou a Pasta.

Já a instalação da Rede Lucy Montoro, no segundo andar do Quarteirão da Saúde, é de responsabilidade da gestão Lauro. O governo estadual fica apenas com o custeio do equipamento. Indagada sobre os prazos, a gestão verde não se manifestou. O novo prazo é outubro. O contrato das intervenções é de R$ 2,19 milhões. 

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