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Mutantes preparam disco de inéditas


Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

12/04/2008 | 07:00


Depois de um bem-sucedido retorno aos palcos, em 2006, e da saída de dois componentes importantes (o tecladista e compositor Arnaldo Baptista e a cantora Zélia Duncan), o lendário grupo Mutantes prepara seu próximo CD. Ainda sem data oficial de lançamento, o disco é o primeiro composto por material inédito da banda desde 1974.

Curiosamente, deverá chegar às lojas 40 anos após o homônimo álbum de estréia do grupo, item obrigatório na estante de quem preza o rock inventivo e refinado. Um aperitivo do novo trabalho é a faixa Mutantes Depois, que será apresentada no próximo dia 22, em uma entrevista coletiva no Theatro Municipal de São Paulo.

Escrita pelo guitarrista Sérgio Dias, a música conta com a participação do cantor norte-americano de neo-folk Devendra Banhart, fã incondicional dos roqueiros veteranos.

“Não tem sentido uma banda existir sem um disco novo. Já temos dez músicas inéditas e devemos lançá-las em junho”, afirma Dias.

Respostas - Ele antecipa que a canção é uma resposta às especulações sobre a saída de Zélia e de seu irmão, Arnaldo. “Ela fala de tudo o que aconteceu com a gente e essa é a melhor maneira que temos de nos pronunciar”, afirma o instrumentista.

O músico ressalta que não teve atritos com os ex-parceiros e que foi mal interpretado quando escreveu, em um comunicado enviado à imprensa, que Zélia não era uma ‘mutante’, mas uma ‘transformer’. “Me feriu muito a saída do meu irmão, mas não quero falar sobre isso. Jamais sonhei que fossem ler minha mensagem com tanta malícia. Escrevi que ela era uma ‘transformer’ para fazer uma brincadeira com o título daquele DVD dela, o Eu Me Transformo em Outras.”

Segundo Dias, o CD contará com a participação do performático cantor Tom Zé, co-autor de clássicos dos primórdios do Mutantes, como Qualquer Bobagem e 2001. “Foi muito bom quando reencontrei o Tom Zé no aniversário de São Paulo (em janeiro de 2007). Nos anos 1960, quando nos conhecemos, eu era muito criança. O que ia falar com ele naquela época? Quando o reencontrei, eu já tinha 56 anos e nossas diferenças eram muito menores”. brinca Dias.

O guitarrista era um garoto de 16 anos na época em que participou do disco-manifesto Tropicália ou Panis et Circenses (1968), que reuniu nomes ilustres da MPB como Caetano Veloso e Gilberto Gil.

Virada Cultural - No próximo dia 27, às 3h, o Mutantes fará show gratuito no Palco São João (Avenida São João com Rua Aurora), durante o evento Virada Cultural, em São Paulo. Além de Mutantes Depois, a banda promete mostrar músicas que estavam fora do repertório há tempos, caso de Não Vá Se Perder por Aí e Uma Pessoa Só.

Além do guitarrista, integram a atual formação do conjunto: Dinho Leme (bateria), Vinícius Junqueira (baixo), Fábio Recco e Bia Mendes (vocais); Simone Soul (percussão); Henrique Peters (teclados, flauta doce e vocais), e Vitor Trida (teclados, flauta, viola e vocais).


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Mutantes preparam disco de inéditas

Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

12/04/2008 | 07:00


Depois de um bem-sucedido retorno aos palcos, em 2006, e da saída de dois componentes importantes (o tecladista e compositor Arnaldo Baptista e a cantora Zélia Duncan), o lendário grupo Mutantes prepara seu próximo CD. Ainda sem data oficial de lançamento, o disco é o primeiro composto por material inédito da banda desde 1974.

Curiosamente, deverá chegar às lojas 40 anos após o homônimo álbum de estréia do grupo, item obrigatório na estante de quem preza o rock inventivo e refinado. Um aperitivo do novo trabalho é a faixa Mutantes Depois, que será apresentada no próximo dia 22, em uma entrevista coletiva no Theatro Municipal de São Paulo.

Escrita pelo guitarrista Sérgio Dias, a música conta com a participação do cantor norte-americano de neo-folk Devendra Banhart, fã incondicional dos roqueiros veteranos.

“Não tem sentido uma banda existir sem um disco novo. Já temos dez músicas inéditas e devemos lançá-las em junho”, afirma Dias.

Respostas - Ele antecipa que a canção é uma resposta às especulações sobre a saída de Zélia e de seu irmão, Arnaldo. “Ela fala de tudo o que aconteceu com a gente e essa é a melhor maneira que temos de nos pronunciar”, afirma o instrumentista.

O músico ressalta que não teve atritos com os ex-parceiros e que foi mal interpretado quando escreveu, em um comunicado enviado à imprensa, que Zélia não era uma ‘mutante’, mas uma ‘transformer’. “Me feriu muito a saída do meu irmão, mas não quero falar sobre isso. Jamais sonhei que fossem ler minha mensagem com tanta malícia. Escrevi que ela era uma ‘transformer’ para fazer uma brincadeira com o título daquele DVD dela, o Eu Me Transformo em Outras.”

Segundo Dias, o CD contará com a participação do performático cantor Tom Zé, co-autor de clássicos dos primórdios do Mutantes, como Qualquer Bobagem e 2001. “Foi muito bom quando reencontrei o Tom Zé no aniversário de São Paulo (em janeiro de 2007). Nos anos 1960, quando nos conhecemos, eu era muito criança. O que ia falar com ele naquela época? Quando o reencontrei, eu já tinha 56 anos e nossas diferenças eram muito menores”. brinca Dias.

O guitarrista era um garoto de 16 anos na época em que participou do disco-manifesto Tropicália ou Panis et Circenses (1968), que reuniu nomes ilustres da MPB como Caetano Veloso e Gilberto Gil.

Virada Cultural - No próximo dia 27, às 3h, o Mutantes fará show gratuito no Palco São João (Avenida São João com Rua Aurora), durante o evento Virada Cultural, em São Paulo. Além de Mutantes Depois, a banda promete mostrar músicas que estavam fora do repertório há tempos, caso de Não Vá Se Perder por Aí e Uma Pessoa Só.

Além do guitarrista, integram a atual formação do conjunto: Dinho Leme (bateria), Vinícius Junqueira (baixo), Fábio Recco e Bia Mendes (vocais); Simone Soul (percussão); Henrique Peters (teclados, flauta doce e vocais), e Vitor Trida (teclados, flauta, viola e vocais).

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