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Após reajustes, venda de álcool cai mais de 30%



04/04/2006 | 00:14


A elevação nos preços do álcool por três meses consecutivos terminou por comprometer as vendas do combustível. O Sindicom (Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes) apurou em março queda de pouco mais de 30% nas vendas de álcool hidratado em relação ao que estava previsto.

Segundo o vice-presidente do Sindicom, Alísio Vaz, as estimativas eram de comercializar 250 milhões de litros no mês entre as distribuidoras associadas ao Sindicato, mas apenas 175 milhões foram vendidos. O álcool hidratado é o vendido isoladamente, diferente do anidro, misturado à gasolina.

As empresas do Sindicom representam 50% do mercado nacional de combustíveis. Para Vaz, com a queda nas vendas ficou mais fácil a "superação do período de entressafra da cana-de-açúcar" e está afastado qualquer risco de o combustível faltar. "Foi um ótimo sinal de que o consumidor entendeu a situação e reagiu da melhor forma possível, que é aprender a usar a opção de combustível em seu veículo", disse Vaz.

Ainda segundo ele, o Sindicom ainda está fechando os dados referentes aos demais combustíveis no mês de março, e não existem ainda dados sobre o consumo de gasolina e diesel. Os primeiros números indicam uma estabilidade na demanda destes combustíveis entre as empresas associadas do Sindicom.

Vaz afirmou, entretanto, que apesar da queda no consumo do álcool, o reflexo desta redução de demanda sobre os preços só deverá mesmo ser sentido a partir de maio, quando a safra ganha maior força na região Centro-Sul. "Aí sim teremos quedas mais expressivas nos preços", disse.

Por enquanto, o consumidor ainda não sentiu o efeito do início da safra. Na semana passada, um mês depois de algumas usinas iniciarem o processamento da cana, o preço médio do litro do álcool comercializado nos postos de todo o país foi em média de R$ 2,009, o que significa uma alta de 0,25% sobre a semana anterior, segundo dados divulgados pela ANP (Agência Nacional de Petróleo).

Junto ao produtor, no entanto, já é possível verificar uma queda nos preços. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq-USP, o álcool hidratado registrou uma baixa de 1,45% e foi vendido a R$ R$ 1,195 (sem impostos).

Segundo a Unica (União da Agroindústria Canavieira de São Paulo) até o momento, pelo menos 25 usinas e destilarias já estão processando a nova safra.



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Após reajustes, venda de álcool cai mais de 30%


04/04/2006 | 00:14


A elevação nos preços do álcool por três meses consecutivos terminou por comprometer as vendas do combustível. O Sindicom (Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes) apurou em março queda de pouco mais de 30% nas vendas de álcool hidratado em relação ao que estava previsto.

Segundo o vice-presidente do Sindicom, Alísio Vaz, as estimativas eram de comercializar 250 milhões de litros no mês entre as distribuidoras associadas ao Sindicato, mas apenas 175 milhões foram vendidos. O álcool hidratado é o vendido isoladamente, diferente do anidro, misturado à gasolina.

As empresas do Sindicom representam 50% do mercado nacional de combustíveis. Para Vaz, com a queda nas vendas ficou mais fácil a "superação do período de entressafra da cana-de-açúcar" e está afastado qualquer risco de o combustível faltar. "Foi um ótimo sinal de que o consumidor entendeu a situação e reagiu da melhor forma possível, que é aprender a usar a opção de combustível em seu veículo", disse Vaz.

Ainda segundo ele, o Sindicom ainda está fechando os dados referentes aos demais combustíveis no mês de março, e não existem ainda dados sobre o consumo de gasolina e diesel. Os primeiros números indicam uma estabilidade na demanda destes combustíveis entre as empresas associadas do Sindicom.

Vaz afirmou, entretanto, que apesar da queda no consumo do álcool, o reflexo desta redução de demanda sobre os preços só deverá mesmo ser sentido a partir de maio, quando a safra ganha maior força na região Centro-Sul. "Aí sim teremos quedas mais expressivas nos preços", disse.

Por enquanto, o consumidor ainda não sentiu o efeito do início da safra. Na semana passada, um mês depois de algumas usinas iniciarem o processamento da cana, o preço médio do litro do álcool comercializado nos postos de todo o país foi em média de R$ 2,009, o que significa uma alta de 0,25% sobre a semana anterior, segundo dados divulgados pela ANP (Agência Nacional de Petróleo).

Junto ao produtor, no entanto, já é possível verificar uma queda nos preços. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq-USP, o álcool hidratado registrou uma baixa de 1,45% e foi vendido a R$ R$ 1,195 (sem impostos).

Segundo a Unica (União da Agroindústria Canavieira de São Paulo) até o momento, pelo menos 25 usinas e destilarias já estão processando a nova safra.

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