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Brasileiro tem vida mais longa e menos saudável


Andrea Catão Maziero
Do Diário do Grande ABC

06/04/2002 | 16:56


A expectativa de vida do brasileiro quase dobrou em meio século de avanços na medicina e com o aumento na oferta em saneamento básico. Enquanto a média de vida do brasileiro era de 39 anos em 1950, no início deste milênio passou para 64. A previsão é de que, em 2050, essa média avance para os 80 anos. Hoje, porém, a longevidade no Brasil não representa viver com saúde. Ao mesmo tempo que vive-se mais, a pessoa está mais suscetível a desenvolver doenças, diretamente relacionadas à má qualidade de vida.

 A tecnologia na área médica é a principal responsável pela longevidade. O desenvolvimento de vacinas, antibióticos, tratamentos e acesso a sofisticados aparelhos diagnósticos permitem controlar doenças crônicas e prevenir tantas outras, como as erradicadas com a imunização – é o caso da poliomielite e varíola. Sem a existência destes recursos, porém, muitas vidas seriam abreviadas, como já foi mais freqüente no passado.

Hoje é possível conviver com diabetes, hipertensão, osteoporose, entre outras doenças, devido à existência de medicamentos e tratamentos que as controlam e evitam eventuais complicações. No entanto, mesmo ao conter avanços destes males que poderiam ser fatais, o idoso não deixa de estar doente.

Mas alcançar longevidade com saúde é possível. Basta prevenir desde a fase de crescimento as doenças que, no geral, vão acometer o corpo e se agravar quando este chegar à velhice. Em outras palavras: tratar da saúde logo cedo para que no futuro não seja preciso tratar a doença.

O biomédico Roberto Carlos Burini, coordenador do Centro de Metabolismo e Nutrição da Faculdade de Medicina da Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) de Botucatu, disse que a obesidade é o principal fator de risco para o desenvolvimento de doenças. E a obesidade nada mais é do que o resultado da soma entre má alimentação e sedentarismo.

Burini explicou que o ritmo de crescimento/envelhecimento esperado é que o corpo acumule, a partir dos 30 anos, meio quilo ao seu peso corporal ideal a cada uma década. "Fazer o controle para evitar que o acúmulo seja maior que o normal não é novidade, pois nada mais é do que manter uma alimentação saudável e gastar energia com a prática física."

Para descobrir se o peso está dentro do considerado normal, é preciso identificar o índice de massa corporal. Para calcular o índice basta dividir o peso pela altura elevada ao quadrado. Se o resultado obtido estiver entre 20 e 25 a pessoa está com o peso dentro dos padrões normais; se o resultado der entre 25 e 30, o peso está acima do normal; e caso o índice seja superior a 30, o indivíduo está obeso.

O biomédico disse que em países como Japão, Dinamarca e Suécia a expectativa de vida da população é de 80 anos. Mas a longevidade deles é diferente da dos brasileiros. Lá se envelhece com saúde.

Burini afirmou também que a longevidade saudável nestes países é mantida com a existência de programas nacionais que estimulam a atividade física como forma de prevenir doenças.



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Brasileiro tem vida mais longa e menos saudável

Andrea Catão Maziero
Do Diário do Grande ABC

06/04/2002 | 16:56


A expectativa de vida do brasileiro quase dobrou em meio século de avanços na medicina e com o aumento na oferta em saneamento básico. Enquanto a média de vida do brasileiro era de 39 anos em 1950, no início deste milênio passou para 64. A previsão é de que, em 2050, essa média avance para os 80 anos. Hoje, porém, a longevidade no Brasil não representa viver com saúde. Ao mesmo tempo que vive-se mais, a pessoa está mais suscetível a desenvolver doenças, diretamente relacionadas à má qualidade de vida.

 A tecnologia na área médica é a principal responsável pela longevidade. O desenvolvimento de vacinas, antibióticos, tratamentos e acesso a sofisticados aparelhos diagnósticos permitem controlar doenças crônicas e prevenir tantas outras, como as erradicadas com a imunização – é o caso da poliomielite e varíola. Sem a existência destes recursos, porém, muitas vidas seriam abreviadas, como já foi mais freqüente no passado.

Hoje é possível conviver com diabetes, hipertensão, osteoporose, entre outras doenças, devido à existência de medicamentos e tratamentos que as controlam e evitam eventuais complicações. No entanto, mesmo ao conter avanços destes males que poderiam ser fatais, o idoso não deixa de estar doente.

Mas alcançar longevidade com saúde é possível. Basta prevenir desde a fase de crescimento as doenças que, no geral, vão acometer o corpo e se agravar quando este chegar à velhice. Em outras palavras: tratar da saúde logo cedo para que no futuro não seja preciso tratar a doença.

O biomédico Roberto Carlos Burini, coordenador do Centro de Metabolismo e Nutrição da Faculdade de Medicina da Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) de Botucatu, disse que a obesidade é o principal fator de risco para o desenvolvimento de doenças. E a obesidade nada mais é do que o resultado da soma entre má alimentação e sedentarismo.

Burini explicou que o ritmo de crescimento/envelhecimento esperado é que o corpo acumule, a partir dos 30 anos, meio quilo ao seu peso corporal ideal a cada uma década. "Fazer o controle para evitar que o acúmulo seja maior que o normal não é novidade, pois nada mais é do que manter uma alimentação saudável e gastar energia com a prática física."

Para descobrir se o peso está dentro do considerado normal, é preciso identificar o índice de massa corporal. Para calcular o índice basta dividir o peso pela altura elevada ao quadrado. Se o resultado obtido estiver entre 20 e 25 a pessoa está com o peso dentro dos padrões normais; se o resultado der entre 25 e 30, o peso está acima do normal; e caso o índice seja superior a 30, o indivíduo está obeso.

O biomédico disse que em países como Japão, Dinamarca e Suécia a expectativa de vida da população é de 80 anos. Mas a longevidade deles é diferente da dos brasileiros. Lá se envelhece com saúde.

Burini afirmou também que a longevidade saudável nestes países é mantida com a existência de programas nacionais que estimulam a atividade física como forma de prevenir doenças.

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