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Governo do Estado nega ajuda das Forças Armadas



15/05/2006 | 08:04


O governo federal encara com preocupação a onda de violência iniciada em São Paulo e quer que as Forças Armadas sejam usadas para conter a série de rebeliões promovidas pelo crime organizado em presídios de vários estados. O governo do Estado recusou ajuda do Exército. "Eles não estão preparados para o serviço nas ruas", disse o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Elizeu Eclair Teixeira Borges.

Mesmo assim, o governo federal teria colocado de prontidão a Força Nacional, grupo formado por integrantes de elite de diversas organizações federais e estaduais.

Solicitação – Em questões de segurança pública, o governo federal só pode entrar em ação mediante solicitação dos estados e a idéia de Bastos é conversar com os governadores de locais atingidos pela guerra aberta pelo crime organizado para definir um trabalho de parceria. No caso de São Paulo, o governador Cláudio Lembo já recusou a ajuda oferecida, mas o governo crê que essa decisão possa ser revista.

A ofensiva do crime organizado em São Paulo já atingiu uma instalação do governo federal: um posto da Polícia Rodoviária na estrada Régis Bitencourt. O Ministério da Justiça reforçará os efetivos em todos os postos da PRF em São Paulo, com o deslocamento de homens que trabalham principalmente no Paraná.

Polícia Federal - O ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos pretende que a Polícia Federal dê apoio às polícias estaduais principalmente na área de inteligência. Em vários estados, a PF costuma colaborar com as atividades de monitoramento das ligações telefônicas de bandidos presos com seus comparsas que estão em liberdade. No Rio de Janeiro, essa colaboração tem caráter permanente.

Em junho, será inaugurado na cidade de Catanduvas (PR) o primeiro dos cinco presídios federais cuja conclusão foi prometida para até o fim do ano – meta que, a esta altura já se sabe, não será atingida. A prisão paranaense terá capacidade para 200 detentos e para lá serão transferidos os principais comandantes do crime organizado que estão na cadeia.

Entre os que devem ser levados para Catanduvas está o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, um dos líderes do comércio de drogas no Rio. Outro que pode ir para o primeiro presídio federal é Marcos Herbas Camacho, o Marcola, principal chefe do facção criminosa PCC, de São Paulo.



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Governo do Estado nega ajuda das Forças Armadas


15/05/2006 | 08:04


O governo federal encara com preocupação a onda de violência iniciada em São Paulo e quer que as Forças Armadas sejam usadas para conter a série de rebeliões promovidas pelo crime organizado em presídios de vários estados. O governo do Estado recusou ajuda do Exército. "Eles não estão preparados para o serviço nas ruas", disse o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Elizeu Eclair Teixeira Borges.

Mesmo assim, o governo federal teria colocado de prontidão a Força Nacional, grupo formado por integrantes de elite de diversas organizações federais e estaduais.

Solicitação – Em questões de segurança pública, o governo federal só pode entrar em ação mediante solicitação dos estados e a idéia de Bastos é conversar com os governadores de locais atingidos pela guerra aberta pelo crime organizado para definir um trabalho de parceria. No caso de São Paulo, o governador Cláudio Lembo já recusou a ajuda oferecida, mas o governo crê que essa decisão possa ser revista.

A ofensiva do crime organizado em São Paulo já atingiu uma instalação do governo federal: um posto da Polícia Rodoviária na estrada Régis Bitencourt. O Ministério da Justiça reforçará os efetivos em todos os postos da PRF em São Paulo, com o deslocamento de homens que trabalham principalmente no Paraná.

Polícia Federal - O ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos pretende que a Polícia Federal dê apoio às polícias estaduais principalmente na área de inteligência. Em vários estados, a PF costuma colaborar com as atividades de monitoramento das ligações telefônicas de bandidos presos com seus comparsas que estão em liberdade. No Rio de Janeiro, essa colaboração tem caráter permanente.

Em junho, será inaugurado na cidade de Catanduvas (PR) o primeiro dos cinco presídios federais cuja conclusão foi prometida para até o fim do ano – meta que, a esta altura já se sabe, não será atingida. A prisão paranaense terá capacidade para 200 detentos e para lá serão transferidos os principais comandantes do crime organizado que estão na cadeia.

Entre os que devem ser levados para Catanduvas está o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, um dos líderes do comércio de drogas no Rio. Outro que pode ir para o primeiro presídio federal é Marcos Herbas Camacho, o Marcola, principal chefe do facção criminosa PCC, de São Paulo.

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