Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 19 de Novembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Setor de saúde tem nova regra de segurança


Leandro Cervantes
Do Diário do Grande ABC

15/04/2006 | 08:38


A partir de amanhã as empresas da área de saúde - hospitais, clínicas e laboratórios - passam a estar sujeitos às regras e diretrizes da NR (Norma Regulamentadora) 32 do Ministério do Trabalho. A medida, inédita, cria uma regulamentação específica para as condições de segurança e saúde no trabalho nesses estabelecimentos, em especial no que se refere aos riscos a que esses profissionais estão expostos.

A nova norma está dividida em etapas, com diferentes prazos para começar a valer. A primeira delas diz respeito a adeqüações e exigências "comportamentais e de orientação", segundo a advogada trabalhista Daniela Santino, do escritório Correia da Silva e Mendonça do Amaral Advogados. "Nesse primeiro momento a norma exige mais ações preventivas, como a capacitação, treinamento e orientação dos funcionários com relação às regras de segurança e saúde e riscos ambientais", afirma.

As exigências que impliquem mudanças estruturais nos estabelecimentos, como reformas para instalação de equipamentos para reduzir a concentração de produtos químicos no ar - quando for o caso, por exemplo, têm prazo até abril do ano que vem para serem implantadas.

Dependendo do grau de inadequação essas adaptações levam tempo e podem representar investimentos significativos por parte dos estabelecimentos, segundo Santino. "Mas esses possíveis gastos não podem ser vistos como custo, mas sim como benefício para a própria empresa, que provavelmente irá reduzir seus índices de acidentes no trabalho", diz. De acordo com a advogada, ao diminuir o número de casos de trabalhadores acidentados, as clínicas e hospitais podem conseguir redução das alíquotas do SAT (Seguro contra Acidentes do Trabalho), que têm de pagar.

Evolução - Para a especialista, a nova regulamentação representa uma evolução no que diz respeito às normas de segurança e saúde no trabalho. "A área de saúde é uma das primeiras colocadas no ranking de acidentes de trabalho e a criação de regras específicas para ela representa um investimento na prevenção e controle desses acidentes que trará resultados muito positivos no futuro."

A norma estabelece, por exemplo, que o funcionário deve ser informado sobre os riscos a que está submetido e receber capacitação continuada sobre como proceder em casos de acidentes no trabalho, bem como participar, gratuitamente, de programas de imunização contra doenças transmissíveis.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Setor de saúde tem nova regra de segurança

Leandro Cervantes
Do Diário do Grande ABC

15/04/2006 | 08:38


A partir de amanhã as empresas da área de saúde - hospitais, clínicas e laboratórios - passam a estar sujeitos às regras e diretrizes da NR (Norma Regulamentadora) 32 do Ministério do Trabalho. A medida, inédita, cria uma regulamentação específica para as condições de segurança e saúde no trabalho nesses estabelecimentos, em especial no que se refere aos riscos a que esses profissionais estão expostos.

A nova norma está dividida em etapas, com diferentes prazos para começar a valer. A primeira delas diz respeito a adeqüações e exigências "comportamentais e de orientação", segundo a advogada trabalhista Daniela Santino, do escritório Correia da Silva e Mendonça do Amaral Advogados. "Nesse primeiro momento a norma exige mais ações preventivas, como a capacitação, treinamento e orientação dos funcionários com relação às regras de segurança e saúde e riscos ambientais", afirma.

As exigências que impliquem mudanças estruturais nos estabelecimentos, como reformas para instalação de equipamentos para reduzir a concentração de produtos químicos no ar - quando for o caso, por exemplo, têm prazo até abril do ano que vem para serem implantadas.

Dependendo do grau de inadequação essas adaptações levam tempo e podem representar investimentos significativos por parte dos estabelecimentos, segundo Santino. "Mas esses possíveis gastos não podem ser vistos como custo, mas sim como benefício para a própria empresa, que provavelmente irá reduzir seus índices de acidentes no trabalho", diz. De acordo com a advogada, ao diminuir o número de casos de trabalhadores acidentados, as clínicas e hospitais podem conseguir redução das alíquotas do SAT (Seguro contra Acidentes do Trabalho), que têm de pagar.

Evolução - Para a especialista, a nova regulamentação representa uma evolução no que diz respeito às normas de segurança e saúde no trabalho. "A área de saúde é uma das primeiras colocadas no ranking de acidentes de trabalho e a criação de regras específicas para ela representa um investimento na prevenção e controle desses acidentes que trará resultados muito positivos no futuro."

A norma estabelece, por exemplo, que o funcionário deve ser informado sobre os riscos a que está submetido e receber capacitação continuada sobre como proceder em casos de acidentes no trabalho, bem como participar, gratuitamente, de programas de imunização contra doenças transmissíveis.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;