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Paranapiacaba vai receber US$ 50 mil para montar centro


Ana Macchi
Do Diário do Grande ABC

06/04/2002 | 16:44


A Vila de Paranapiacaba, em Santo André, volta a ser nesta semana assunto entre integrantes de organizações não-governamentais internacionais interessadas na preservação de patrimônio histórico. A entidade norte-americana sem fim lucrativos WMF (World Monuments Fund) irá aproveitar a realização do seminário Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural na América do Sul: Desafios & Soluções, que acontece em São Paulo entre os dias 12 e 14, para entregar à Prefeitura US$ 50 mil (valor equivalente a R$ 113,5 mil). A verba será destinada exclusivamente para o desenvolvimento do projeto Casa 33, residência na parte alta do vilarejo que abrigará um centro de pesquisa.

   Na ocasião do encerramento do simpósio, domingo, cerca de 100 pesquisadores irão visitar Paranapiacaba de trem e aproveitar para conhecer o Museu do Funicular, a tecnologia ferroviária e a arquitetura local.

   O recurso da WMF foi disponibilizado há dois anos, quando a organização de Nova York decidiu incluir Paranapiacaba em sua lista bienal dos 100 sítios históricos mais ameaçados no mundo. Entre os patrimônios brasileiros, apenas o Parque Nacional da Capivara, no Piauí, e a igreja de Santo Antônio do Paraguaçu, em Salvador, na Bahia, já foram incluídos na lista (e retirados, o que é comum) – mas não receberam os investimentos financiados pela American Express.

   Porém, para que a verba acabasse nos cofres do município, a Prefeitura teve de fazer uma série de reajustes no projeto apresentado à WMF, que tinha inicialmente a intenção de transformar a casa de arquitetura portuguesa localizada no número 33 da rua Rodrigues Quaresma em centro de documentação. "Nesses dois últimos anos, a proposta passou por reformulações que foram aprovadas pela WMF. Com isso, o projeto que previa a ampliação da casa para abrigar documentos de referência da Vila se transformou na criação de uma biblioteca informatizada para proporcionar a pesquisadores, educadores, estudantes e historiadores acesso a todos os materiais acadêmicos sobre Paranapiacaba", disse o gerente de projetos de estudos patrimoniais e coordenador da Casa 33, o arquiteto Wilson Roberto Stanziani de Souza.

   A casa vai manter as características originais, mas passará por restauração das partes construídas em madeira e também as que foram feitas em alvenaria. A edícula da propriedade, datada do século 19, também será restaurada para servir como espaço para banheiros. "Com o restante do dinheiro, serão comprados cinco computadores que serão utilizados para as pesquisas. A casa terá ainda uma sala de exposições sobre a Vila e deverá estar aberta a partir do segundo semestre", disse Souza.



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Paranapiacaba vai receber US$ 50 mil para montar centro

Ana Macchi
Do Diário do Grande ABC

06/04/2002 | 16:44


A Vila de Paranapiacaba, em Santo André, volta a ser nesta semana assunto entre integrantes de organizações não-governamentais internacionais interessadas na preservação de patrimônio histórico. A entidade norte-americana sem fim lucrativos WMF (World Monuments Fund) irá aproveitar a realização do seminário Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural na América do Sul: Desafios & Soluções, que acontece em São Paulo entre os dias 12 e 14, para entregar à Prefeitura US$ 50 mil (valor equivalente a R$ 113,5 mil). A verba será destinada exclusivamente para o desenvolvimento do projeto Casa 33, residência na parte alta do vilarejo que abrigará um centro de pesquisa.

   Na ocasião do encerramento do simpósio, domingo, cerca de 100 pesquisadores irão visitar Paranapiacaba de trem e aproveitar para conhecer o Museu do Funicular, a tecnologia ferroviária e a arquitetura local.

   O recurso da WMF foi disponibilizado há dois anos, quando a organização de Nova York decidiu incluir Paranapiacaba em sua lista bienal dos 100 sítios históricos mais ameaçados no mundo. Entre os patrimônios brasileiros, apenas o Parque Nacional da Capivara, no Piauí, e a igreja de Santo Antônio do Paraguaçu, em Salvador, na Bahia, já foram incluídos na lista (e retirados, o que é comum) – mas não receberam os investimentos financiados pela American Express.

   Porém, para que a verba acabasse nos cofres do município, a Prefeitura teve de fazer uma série de reajustes no projeto apresentado à WMF, que tinha inicialmente a intenção de transformar a casa de arquitetura portuguesa localizada no número 33 da rua Rodrigues Quaresma em centro de documentação. "Nesses dois últimos anos, a proposta passou por reformulações que foram aprovadas pela WMF. Com isso, o projeto que previa a ampliação da casa para abrigar documentos de referência da Vila se transformou na criação de uma biblioteca informatizada para proporcionar a pesquisadores, educadores, estudantes e historiadores acesso a todos os materiais acadêmicos sobre Paranapiacaba", disse o gerente de projetos de estudos patrimoniais e coordenador da Casa 33, o arquiteto Wilson Roberto Stanziani de Souza.

   A casa vai manter as características originais, mas passará por restauração das partes construídas em madeira e também as que foram feitas em alvenaria. A edícula da propriedade, datada do século 19, também será restaurada para servir como espaço para banheiros. "Com o restante do dinheiro, serão comprados cinco computadores que serão utilizados para as pesquisas. A casa terá ainda uma sala de exposições sobre a Vila e deverá estar aberta a partir do segundo semestre", disse Souza.

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