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Cauby


Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

03/10/2006 | 21:15


Foram três anos de pesquisa, inúmeras conversas com o homenageado e alguns shows conferidos em vídeo e ao vivo para chegar ao resultado final de Cauby! Cauby!, musical estrelado por Diogo Vilela, que canta ao vivo acompanhado por uma banda com cinco integrantes. A montagem, vista no Rio por 23 mil pessoas em 11 semanas. estréia em São Paulo no próximo sábado, dia 7, no Teatro Procópio Ferreira, onde permanece em cartaz até 17 de dezembro.


A idéia de fazer o espetáculo surgiu após Diogo Vilela assistir a uma entrevista de Cauby. “Eu vinha fazendo dramas e as pessoas me cobravam uma comédia ou musical”, diz. A bem-sucedida experiência como Nelson Gonçalves em Metralha (1996), que lhe garantiu um Prêmio Shell pelo desempenho nos palcos, o convenceu a aceitar o desafio. Mas a sinceridade artística de Cauby, a dedicação e sua personalidade única, emblemática e teatral, segundo Diogo, foram decisivos.

 “O Cauby tem uma ligação com a música jazzística e tem uma voz internacional. Achei que Broadway e Cauby tinham tudo a ver. Não do ponto de vista pejorativo”, argumenta Diogo. “A Broadway é usada como metáfora para o glamour caubiniano”.

Ao que tudo indica, a produção não economizou mesmo no glamour. Só Diogo faz 22 trocas de figurino durante as duas horas de espetáculo. “Eu o interpreto dos 17 anos aos dias de nesta quarta-feira. É um sobe e desce (para mudar a roupa), uma correria. Fico exausto”. Para compor o personagem, o ator também retomou aulas de canto.

Cauby! Cauby! tem como fio condutor uma entrevista realizada com o cantor por um aspirante a jornalista, que desconhece a obra do entrevistado. Metáfora para a nova geração que desconhece a trajetória do artista. Aliás, as metáforas são constantes na montagem, que recupera cinco décadas de carreira sem seguir uma linha cronológica. Estão lá figuras importantes em sua vida, como Ângela Maria, Nara Leão, Emilinha Borba e, é claro, o empresário Di Veras, que com uma pesada estratégia de marketing o tornou o maior cantor do Brasil.


A construção do artista Cauby é tratada no musical, assim como o período em que permanece no ostracismo. Uma homenagem que não se furta a mostrar os espinhos da profissão e que mantém sob mistério detalhes da vida pessoal. “As pessoas saem do teatro apaixonadas por ele. É um espetáculo comovente”, diz. <SC900,110>

Cauby! Cauby! – Musical. De Flavio Marinho. Dir.: Flavio Marinho e Diogo Vilela. Teatro Procópio Ferreira - r. Augusta, 2.823. Tel.: 3083-4475. Estréia Sábado (dia 7), às 21h. Sexta às 21h30; sábado, às 21h; domingo, às 18h. Ingr.: R$ 90. Duração: 120 min. Até 17 de dezembro.


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Cauby

Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

03/10/2006 | 21:15


Foram três anos de pesquisa, inúmeras conversas com o homenageado e alguns shows conferidos em vídeo e ao vivo para chegar ao resultado final de Cauby! Cauby!, musical estrelado por Diogo Vilela, que canta ao vivo acompanhado por uma banda com cinco integrantes. A montagem, vista no Rio por 23 mil pessoas em 11 semanas. estréia em São Paulo no próximo sábado, dia 7, no Teatro Procópio Ferreira, onde permanece em cartaz até 17 de dezembro.


A idéia de fazer o espetáculo surgiu após Diogo Vilela assistir a uma entrevista de Cauby. “Eu vinha fazendo dramas e as pessoas me cobravam uma comédia ou musical”, diz. A bem-sucedida experiência como Nelson Gonçalves em Metralha (1996), que lhe garantiu um Prêmio Shell pelo desempenho nos palcos, o convenceu a aceitar o desafio. Mas a sinceridade artística de Cauby, a dedicação e sua personalidade única, emblemática e teatral, segundo Diogo, foram decisivos.

 “O Cauby tem uma ligação com a música jazzística e tem uma voz internacional. Achei que Broadway e Cauby tinham tudo a ver. Não do ponto de vista pejorativo”, argumenta Diogo. “A Broadway é usada como metáfora para o glamour caubiniano”.

Ao que tudo indica, a produção não economizou mesmo no glamour. Só Diogo faz 22 trocas de figurino durante as duas horas de espetáculo. “Eu o interpreto dos 17 anos aos dias de nesta quarta-feira. É um sobe e desce (para mudar a roupa), uma correria. Fico exausto”. Para compor o personagem, o ator também retomou aulas de canto.

Cauby! Cauby! tem como fio condutor uma entrevista realizada com o cantor por um aspirante a jornalista, que desconhece a obra do entrevistado. Metáfora para a nova geração que desconhece a trajetória do artista. Aliás, as metáforas são constantes na montagem, que recupera cinco décadas de carreira sem seguir uma linha cronológica. Estão lá figuras importantes em sua vida, como Ângela Maria, Nara Leão, Emilinha Borba e, é claro, o empresário Di Veras, que com uma pesada estratégia de marketing o tornou o maior cantor do Brasil.


A construção do artista Cauby é tratada no musical, assim como o período em que permanece no ostracismo. Uma homenagem que não se furta a mostrar os espinhos da profissão e que mantém sob mistério detalhes da vida pessoal. “As pessoas saem do teatro apaixonadas por ele. É um espetáculo comovente”, diz. <SC900,110>

Cauby! Cauby! – Musical. De Flavio Marinho. Dir.: Flavio Marinho e Diogo Vilela. Teatro Procópio Ferreira - r. Augusta, 2.823. Tel.: 3083-4475. Estréia Sábado (dia 7), às 21h. Sexta às 21h30; sábado, às 21h; domingo, às 18h. Ingr.: R$ 90. Duração: 120 min. Até 17 de dezembro.

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