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Prefeitura de SP desmente Diadema e nega doação de remédios


Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

15/02/2006 | 07:54


A Prefeitura de São Paulo informou nesta terça que não fez qualquer doação de remédios ao município de Diadema. A informação desmente a declaração dada pelo secretário de Saúde de Diadema, Marcos Calvo, na semana passada. Na ocasião, ele disse que parte dos remédios que seriam incinerados e que estavam no almoxarifado da cidade eram doação de um hospital municipal da capital. Segundo a administração de São Paulo, não há convênio algum entre as cidades que estabeleça doação de remédios. Na terça, a Prefeitura de Diadema não quis comentar o possível desvio de medicamentos. Informou apenas que abriu sindicância interna para apurar o caso e que até que o resultado seja concluído, não se pronunciará mais sobre o assunto.

Na sexta-feira passada, Calvo não descartou a possibilidade do desvio. “Pode ter sido algum conhecimento, pessoas que trabalham aqui e que conhecem alguém de lá. Acho que, como não é uma coisa muito grande, o que acaba acontecendo é que talvez sejam medicamentos que eles tenham pouco uso lá e que aí tenham encaminhado para cá”, afirmou.

A informação de que medicamentos seriam queimados partiu de denúncia de funcionários da Prefeitura a vereadores. Entre os que seriam destruídos, alguns estavam vencidos e outros ainda estavam dentro do prazo de validade. O secretário Calvo confirmou a queima dos remédios, alegando “praxe” na ação. Porém, não soube dizer quantos seriam incinerados, nem quais estavam com data de validade vencida.

A polícia trabalha com a hipótese de suposto desvio de medicamentos dentro da Prefeitura. Como os remédios vencidos estavam perto dos não-vencidos, a suspeita é que os válidos pudessem ser recolocados no mercado. De acordo com o delegado Alexandre Luengo, responsável pelo caso, o inquérito deve ser concluído em 30 dias, prazo que pode ser prorrogado por igual período mediante autorização judicial.

Se ficar comprovado o esquema de desvio, os envolvidos estão sujeitos a pena de dois a 12 anos de prisão por crime de peculato – apropriação por servidor de bem ou dinheiro público.

A sindicância interna da Prefeitura deve durar entre 30 e 45 dias e, ao final, resultar numa punição que vai de advertência a exoneração dos possíveis envolvidos.



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Prefeitura de SP desmente Diadema e nega doação de remédios

Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

15/02/2006 | 07:54


A Prefeitura de São Paulo informou nesta terça que não fez qualquer doação de remédios ao município de Diadema. A informação desmente a declaração dada pelo secretário de Saúde de Diadema, Marcos Calvo, na semana passada. Na ocasião, ele disse que parte dos remédios que seriam incinerados e que estavam no almoxarifado da cidade eram doação de um hospital municipal da capital. Segundo a administração de São Paulo, não há convênio algum entre as cidades que estabeleça doação de remédios. Na terça, a Prefeitura de Diadema não quis comentar o possível desvio de medicamentos. Informou apenas que abriu sindicância interna para apurar o caso e que até que o resultado seja concluído, não se pronunciará mais sobre o assunto.

Na sexta-feira passada, Calvo não descartou a possibilidade do desvio. “Pode ter sido algum conhecimento, pessoas que trabalham aqui e que conhecem alguém de lá. Acho que, como não é uma coisa muito grande, o que acaba acontecendo é que talvez sejam medicamentos que eles tenham pouco uso lá e que aí tenham encaminhado para cá”, afirmou.

A informação de que medicamentos seriam queimados partiu de denúncia de funcionários da Prefeitura a vereadores. Entre os que seriam destruídos, alguns estavam vencidos e outros ainda estavam dentro do prazo de validade. O secretário Calvo confirmou a queima dos remédios, alegando “praxe” na ação. Porém, não soube dizer quantos seriam incinerados, nem quais estavam com data de validade vencida.

A polícia trabalha com a hipótese de suposto desvio de medicamentos dentro da Prefeitura. Como os remédios vencidos estavam perto dos não-vencidos, a suspeita é que os válidos pudessem ser recolocados no mercado. De acordo com o delegado Alexandre Luengo, responsável pelo caso, o inquérito deve ser concluído em 30 dias, prazo que pode ser prorrogado por igual período mediante autorização judicial.

Se ficar comprovado o esquema de desvio, os envolvidos estão sujeitos a pena de dois a 12 anos de prisão por crime de peculato – apropriação por servidor de bem ou dinheiro público.

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