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Construção de piscinão vira garimpo em Santo André


Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

01/04/2006 | 08:46


O piscinão do Oratório, em Santo André, próximo à divisa com São Paulo, se transformou em um garimpo clandestino. Várias pessoas, a maioria de moradores da favela do Jardim Elba, passaram a freqüentar o local em busca de pedaços de ferro enterrados no canteiro de obras. Munidos de pás e enxadas, cavam o entorno do córrego do Oratório, onde está sendo aberto o buraco que posteriormente se transformará em reservatório de água.

"O pessoal vem aqui de dia e de noite e em qualquer dia da semana, até aos domingos. É direto. Sempre tem um trabalhando", disse um morador do bairro, que não quis se identificar. Para tentar conter o garimpo, foi cravada uma placa que proíbe a coleta de ferro velho e sucata no local. Mas de nada adiantou o alerta. Uma parte considerável do terreno não conta com muros ou grades, o que facilita o acesso de pessoas não-autorizadas no canteiro.

Segundo funcionários de um ferro-velho próximo ao local das obras, o garimpo é lucrativo. "Tem carroceiro que chega aqui para pesar 500 Kg de ferro que conseguiu nesse lugar. E não é um, nem dois. É muita gente", disse um homem que trabalha no ferro-velho. Por quilo de ferro vendido, o garimpeiro ganha R$ 0,21. Em um dia de bons achados, é possível faturar mais de R$ 100. Em seguida, o material é revendido para grandes indústrias.

A formação de um garimpo no canteiro de obras do piscinão Oratório é admitida pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica). Para o órgão do governo do Estado, que é responsável pela construção dos reservatórios, a situação se configurou dentro do quadro de "boa convivência" e que o problema "está sob controle da fiscalização da obra e não vem prejudicando os trabalhos", que devem ser concluídos até o fim deste ano.

Segundo o médico Hélio Vasconcelos Lopes, professor titular da cadeira de Infectologia da Faculdade de Medicina do ABC, o garimpo à beira do córrego é perigoso à saúde e pode acarretar em infecções intestinais, de pele e reações alérgicas.



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Construção de piscinão vira garimpo em Santo André

Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

01/04/2006 | 08:46


O piscinão do Oratório, em Santo André, próximo à divisa com São Paulo, se transformou em um garimpo clandestino. Várias pessoas, a maioria de moradores da favela do Jardim Elba, passaram a freqüentar o local em busca de pedaços de ferro enterrados no canteiro de obras. Munidos de pás e enxadas, cavam o entorno do córrego do Oratório, onde está sendo aberto o buraco que posteriormente se transformará em reservatório de água.

"O pessoal vem aqui de dia e de noite e em qualquer dia da semana, até aos domingos. É direto. Sempre tem um trabalhando", disse um morador do bairro, que não quis se identificar. Para tentar conter o garimpo, foi cravada uma placa que proíbe a coleta de ferro velho e sucata no local. Mas de nada adiantou o alerta. Uma parte considerável do terreno não conta com muros ou grades, o que facilita o acesso de pessoas não-autorizadas no canteiro.

Segundo funcionários de um ferro-velho próximo ao local das obras, o garimpo é lucrativo. "Tem carroceiro que chega aqui para pesar 500 Kg de ferro que conseguiu nesse lugar. E não é um, nem dois. É muita gente", disse um homem que trabalha no ferro-velho. Por quilo de ferro vendido, o garimpeiro ganha R$ 0,21. Em um dia de bons achados, é possível faturar mais de R$ 100. Em seguida, o material é revendido para grandes indústrias.

A formação de um garimpo no canteiro de obras do piscinão Oratório é admitida pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica). Para o órgão do governo do Estado, que é responsável pela construção dos reservatórios, a situação se configurou dentro do quadro de "boa convivência" e que o problema "está sob controle da fiscalização da obra e não vem prejudicando os trabalhos", que devem ser concluídos até o fim deste ano.

Segundo o médico Hélio Vasconcelos Lopes, professor titular da cadeira de Infectologia da Faculdade de Medicina do ABC, o garimpo à beira do córrego é perigoso à saúde e pode acarretar em infecções intestinais, de pele e reações alérgicas.

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