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Palocci sofre mais acusações



04/04/2006 | 00:14


Além de desqualificar o caseiro Francenildo dos Santos Costa, o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci tentou usar o Ministério da Justiça para transferir para a Polícia Federal os inquéritos que ele responde na comarca de Ribeirão Preto. Com a quebra do sigilo do caseiro, em cuja conta buscava provas de corrupção e com o desaforamento dos inquéritos contra sua administração como prefeito de Ribeirão, ele esperava ter mais chance de contornar os ataques da oposição e, com isso, se manter no cargo.

A manobra está narrada no depoimento sigiloso prestado domingo à PF por dois assessores do ministro Márcio Thomaz Bastos, o chefe de gabinete Cláudio Alencar e o secretário do Direito Econômico, Daniel Goldberg. Eles disseram ter sido chamados por Palocci no dia 16 de março, uma quinta-feira (dois dias depois da entrevista de Francenildo) para fazer consultas ao Ministério: como fazer a PF investigar suspeitas de que teria recebido depósitos vultosos na sua conta da oposição e também assumir as investigações de Ribeirão.

Cláudio e Goldberg informaram que em nenhum momento Palocci, que estava na ocasião, por volta da meia noite, acompanhado do presidente da Caixa, Jorge Mattoso, avisou que havia sido quebrado ilegalmente o sigilo bancário de Francenildo. A PF informou que ainda não vê razões para tomar o depoimento do ministro Thomaz Bastos, a quem a instituição é subordinada.

No dia da consulta de Palocci, Bastos participava, em Rondônia, de uma operação da Polícia Federal para fortalecer o policiamento de fronteira do Brasil com a Bolívia. Cláudio e Goldberg disseram que só avisaram da consulta ao chefe no sábado, dia 18, numa escala que o avião ministerial fez na Base Aérea de Brasília a caminho de São Paulo, onde o ministro passaria o fim de semana.

Para a PF, o quebra-cabeças da violação de sigilo do caseiro está montado, com a identificação dos mandantes – o ministro Palocci e o presidente da Caixa – e dos executores, dois gerentes da Caixa e seus cúmplices. Falta agora descobrir quem vazou os extratos do caseiro para a imprensa.

O maior suspeito, o jornalista Marcelo Netto, assessor de Palocci, também já demitido, está em local desconhecido desde a última sexta-feira e a PF não consegue localizá-lo para entregar a intimação. Os depoimentos tomados até agora indicam que ele passou os dados bancários do caseiro para a revista Época no mesmo dia 16.

Quarta-feira será a vez de Palocci dar sua versão aos fatos. A exemplo de Mattoso, ele deverá ser indiciado por violação de sigilo bancário e abuso de poder.



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Palocci sofre mais acusações


04/04/2006 | 00:14


Além de desqualificar o caseiro Francenildo dos Santos Costa, o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci tentou usar o Ministério da Justiça para transferir para a Polícia Federal os inquéritos que ele responde na comarca de Ribeirão Preto. Com a quebra do sigilo do caseiro, em cuja conta buscava provas de corrupção e com o desaforamento dos inquéritos contra sua administração como prefeito de Ribeirão, ele esperava ter mais chance de contornar os ataques da oposição e, com isso, se manter no cargo.

A manobra está narrada no depoimento sigiloso prestado domingo à PF por dois assessores do ministro Márcio Thomaz Bastos, o chefe de gabinete Cláudio Alencar e o secretário do Direito Econômico, Daniel Goldberg. Eles disseram ter sido chamados por Palocci no dia 16 de março, uma quinta-feira (dois dias depois da entrevista de Francenildo) para fazer consultas ao Ministério: como fazer a PF investigar suspeitas de que teria recebido depósitos vultosos na sua conta da oposição e também assumir as investigações de Ribeirão.

Cláudio e Goldberg informaram que em nenhum momento Palocci, que estava na ocasião, por volta da meia noite, acompanhado do presidente da Caixa, Jorge Mattoso, avisou que havia sido quebrado ilegalmente o sigilo bancário de Francenildo. A PF informou que ainda não vê razões para tomar o depoimento do ministro Thomaz Bastos, a quem a instituição é subordinada.

No dia da consulta de Palocci, Bastos participava, em Rondônia, de uma operação da Polícia Federal para fortalecer o policiamento de fronteira do Brasil com a Bolívia. Cláudio e Goldberg disseram que só avisaram da consulta ao chefe no sábado, dia 18, numa escala que o avião ministerial fez na Base Aérea de Brasília a caminho de São Paulo, onde o ministro passaria o fim de semana.

Para a PF, o quebra-cabeças da violação de sigilo do caseiro está montado, com a identificação dos mandantes – o ministro Palocci e o presidente da Caixa – e dos executores, dois gerentes da Caixa e seus cúmplices. Falta agora descobrir quem vazou os extratos do caseiro para a imprensa.

O maior suspeito, o jornalista Marcelo Netto, assessor de Palocci, também já demitido, está em local desconhecido desde a última sexta-feira e a PF não consegue localizá-lo para entregar a intimação. Os depoimentos tomados até agora indicam que ele passou os dados bancários do caseiro para a revista Época no mesmo dia 16.

Quarta-feira será a vez de Palocci dar sua versão aos fatos. A exemplo de Mattoso, ele deverá ser indiciado por violação de sigilo bancário e abuso de poder.

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