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Sem plano de negócio não dá para alçar vôo


Luiz Federico
Do Diário do Grande ABC

15/04/2006 | 08:44


Nos últimos anos, a política de juros e impostos altos aumentou o custo do dinheiro, dificultou o financiamento e reduziu a liquidez das MPEs (Micro e Pequenas Empresas) brasileiras. Diante desse cenário, especialistas chamam a atenção dos micro e pequenos empresários da região para a importância de se fazer um sólido planejamento de investimentos com o objetivo de não desperdiçar recursos. A iniciativa de criar uma espécie de cartilha de investimentos é do Portal Universia, um conglomerado de universidades nacionais e internacionais.

Existem duas formas para realizar um investimento: o aporte, quando o empresário usa dinheiro do próprio bolso, ou o financiamento de terceiros.

Para se decidir por uma delas, o empresário deve ter claro se pretende concretizar resultados a curto ou longo prazos. "Para aumento do capital de giro, aquisição de equipamentos, aumento da planta ou cobertura de prejuízos, o melhor a fazer é utilizar recursos próprios, já que o prazo para amortização do aporte é menor", diz o professor Hilton Compagnoni, da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica).

Antes de bater o martelo para investir, é imprescindível pensar num fluxo de caixa saudável. Se o aporte acontece no momento de abertura da empresa, por exemplo, deve-se focar na estruturação do negócio e na preservação do capital de giro. É preciso também obter informações sobre as especificidades do mercado de atuação e do ambiente em que se dará a expansão do negócio.

No caso de uma empresa que já esteja em funcionamento, o pensamento vai em outra direção. "Os motivos para a busca de um novo capital é que devem ser pesados na balança", pondera o professor da FGV/Rio (Fundação Getúlio Vargas), Francisco Barone. O fluxo de caixa, nesse sentido, é o ponto mais importante. Se a empresa não consegue quitar seus custos fixos, ainda não é a hora de fazer investimentos.

Planejamento - Em uma empresa, o plano de negócios tem a mesma função de um plano de vôo em uma aeronave. E o primeiro passo para investir é elaborar uma análise ambiental da companhia. Trata-se de levantar o número de variáveis que influenciam a rotina da empresa - cliente, condições de compra, produto, divulgação, acesso ao mercado, entre outras.

"É como analisar os pontos fortes e fracos, as oportunidades e ameaças presentes no mercado consumidor para justificar, ou não, a necessidade do investimento", afirma Compagnoni.

Na atual situação econômica do Brasil, com as maiores taxas de juros do mundo, tomar empréstimos é uma operação que deve ser tratada com muito cuidado. Para o professor Barone, da FGV, o principal motivo para que a empresa recorra a empréstimos é o volume de verbas que ela necessita e o prazo de pagamento.

Nesse caso, a velocidade de crescimento é muito mais rápida, mas o custo do dinheiro é muito elevado - a taxa real de juros projetada para o final do ano é de 10%, ainda a maior do mundo. Aliado a isso, o fantasma do spread aterroriza as empresas. O spread é a diferença entre os valores que a instituição financeira "paga" para captar os recursos e o quanto ela "cobra" para repassá-lo ao empresário.

No entanto, com os novos investimentos, as características do negócio irão mudar. Os custos ficarão elevados, a produção será ampliada, novos clientes virão, alguns até com perfis distintos. "Prepare um novo plano de vôo para a empresa", acrescenta o professor Barone. Para se aprofundar no tema, acesse a página www.universia.com.br <http://www.universia.com.br>.



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Sem plano de negócio não dá para alçar vôo

Luiz Federico
Do Diário do Grande ABC

15/04/2006 | 08:44


Nos últimos anos, a política de juros e impostos altos aumentou o custo do dinheiro, dificultou o financiamento e reduziu a liquidez das MPEs (Micro e Pequenas Empresas) brasileiras. Diante desse cenário, especialistas chamam a atenção dos micro e pequenos empresários da região para a importância de se fazer um sólido planejamento de investimentos com o objetivo de não desperdiçar recursos. A iniciativa de criar uma espécie de cartilha de investimentos é do Portal Universia, um conglomerado de universidades nacionais e internacionais.

Existem duas formas para realizar um investimento: o aporte, quando o empresário usa dinheiro do próprio bolso, ou o financiamento de terceiros.

Para se decidir por uma delas, o empresário deve ter claro se pretende concretizar resultados a curto ou longo prazos. "Para aumento do capital de giro, aquisição de equipamentos, aumento da planta ou cobertura de prejuízos, o melhor a fazer é utilizar recursos próprios, já que o prazo para amortização do aporte é menor", diz o professor Hilton Compagnoni, da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica).

Antes de bater o martelo para investir, é imprescindível pensar num fluxo de caixa saudável. Se o aporte acontece no momento de abertura da empresa, por exemplo, deve-se focar na estruturação do negócio e na preservação do capital de giro. É preciso também obter informações sobre as especificidades do mercado de atuação e do ambiente em que se dará a expansão do negócio.

No caso de uma empresa que já esteja em funcionamento, o pensamento vai em outra direção. "Os motivos para a busca de um novo capital é que devem ser pesados na balança", pondera o professor da FGV/Rio (Fundação Getúlio Vargas), Francisco Barone. O fluxo de caixa, nesse sentido, é o ponto mais importante. Se a empresa não consegue quitar seus custos fixos, ainda não é a hora de fazer investimentos.

Planejamento - Em uma empresa, o plano de negócios tem a mesma função de um plano de vôo em uma aeronave. E o primeiro passo para investir é elaborar uma análise ambiental da companhia. Trata-se de levantar o número de variáveis que influenciam a rotina da empresa - cliente, condições de compra, produto, divulgação, acesso ao mercado, entre outras.

"É como analisar os pontos fortes e fracos, as oportunidades e ameaças presentes no mercado consumidor para justificar, ou não, a necessidade do investimento", afirma Compagnoni.

Na atual situação econômica do Brasil, com as maiores taxas de juros do mundo, tomar empréstimos é uma operação que deve ser tratada com muito cuidado. Para o professor Barone, da FGV, o principal motivo para que a empresa recorra a empréstimos é o volume de verbas que ela necessita e o prazo de pagamento.

Nesse caso, a velocidade de crescimento é muito mais rápida, mas o custo do dinheiro é muito elevado - a taxa real de juros projetada para o final do ano é de 10%, ainda a maior do mundo. Aliado a isso, o fantasma do spread aterroriza as empresas. O spread é a diferença entre os valores que a instituição financeira "paga" para captar os recursos e o quanto ela "cobra" para repassá-lo ao empresário.

No entanto, com os novos investimentos, as características do negócio irão mudar. Os custos ficarão elevados, a produção será ampliada, novos clientes virão, alguns até com perfis distintos. "Prepare um novo plano de vôo para a empresa", acrescenta o professor Barone. Para se aprofundar no tema, acesse a página www.universia.com.br <http://www.universia.com.br>.

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