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Jipes e motos são ameaça a trilhas do ABC


Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

06/12/2003 | 16:50


Em busca de desafios, os trilheiros, armados com seus jipes e motocicletas, podem passar dos limites. O alerta é de ambientalistas que atuam na região. De acordo com os ambientalistas, três caminhos utilizados pelos trilheiros há vários anos já teriam sido destruídos. Dois deles ficam em Rio Grande da Serra e um em Santo André. Pontos mais estreitos tiveram galhos quebrados. Até mesmo árvores que impediam a passagem dos veículos foram arrancadas.

Em pontos de atoleiro se formaram moçorocas, grandes depressões com água criadas pela fricção dos pneus com a lama. É possível encontrá-las em vários trechos das trilhas indicadas pelos ambientalistas. De acordo com o MDV (Movimento em Defesa da Vida do Grande ABC), uma chuva mais intensa pode arrastar lama e terra para nascentes e córregos próximos das trilhas, causando o assoreamento destes locais.

Conhecidas como Dotas e Cachorro Louco, as duas trilhas de Rio Grande da Serra apontadas pelo MDV têm acesso livre para jipeiros e motociclistas. A outra trilha, chamada de Porteira Preta, fica na Vila de Paranapiacaba. De acordo com ambientalistas, ela apresenta as condições mais precárias dentre os três caminhos. Para agravar ainda mais a situação, a trilha fica encravada em meio a uma propriedade particular, o que dificulta sua fiscalização.

O acesso à trilha é restrito. Um portão de ferro deteriorado mal impede a entrada de jipeiros e motociclistas ao local. A trilha é considerada de alto grau de dificuldade – e se era exigente antes, a deterioração dos últimos anos tornou-a mais difícil. No chão, marcas de pneu e de óleo denunciam que o caminho ainda é bastante utilizado.

“Isso é um crime ambiental. Esse óleo contém produtos químicos que podem causar a contaminação do solo e da água, mesmo em pequena quantidade”, afirmou José Soares, vice-presidente do MDV. “Não somos contrários à prática deste esporte, mas ele deve ser feito com alguns cuidados, sempre visando a preservação da natureza.”

Para tentar coibir os abusos, fiscais ambientais, tanto de Santo André quanto de Rio Grande da Serra, rondam as trilhas. Quando flagram irregularidades, os fiscais têm autonomia para advertir os infratores. Dependendo do caso, o trilheiro pode até mesmo receber uma multa, que pode chegar a R$ 10 mil.

Para o MDV, uma alternativa para reverter a situação é impedir o acesso de jipeiros e motociclistas às trilhas por dois anos. Esse seria o período necessário para que o ecossistema se recupere sem auxílio de reflorestamento. “Teria de ser montado um esquema especial para viabilizar essa idéia. Todos deveriam sentar à mesa e se comprometer em não infringir o acordo”, afirmou Soares.



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Jipes e motos são ameaça a trilhas do ABC

Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

06/12/2003 | 16:50


Em busca de desafios, os trilheiros, armados com seus jipes e motocicletas, podem passar dos limites. O alerta é de ambientalistas que atuam na região. De acordo com os ambientalistas, três caminhos utilizados pelos trilheiros há vários anos já teriam sido destruídos. Dois deles ficam em Rio Grande da Serra e um em Santo André. Pontos mais estreitos tiveram galhos quebrados. Até mesmo árvores que impediam a passagem dos veículos foram arrancadas.

Em pontos de atoleiro se formaram moçorocas, grandes depressões com água criadas pela fricção dos pneus com a lama. É possível encontrá-las em vários trechos das trilhas indicadas pelos ambientalistas. De acordo com o MDV (Movimento em Defesa da Vida do Grande ABC), uma chuva mais intensa pode arrastar lama e terra para nascentes e córregos próximos das trilhas, causando o assoreamento destes locais.

Conhecidas como Dotas e Cachorro Louco, as duas trilhas de Rio Grande da Serra apontadas pelo MDV têm acesso livre para jipeiros e motociclistas. A outra trilha, chamada de Porteira Preta, fica na Vila de Paranapiacaba. De acordo com ambientalistas, ela apresenta as condições mais precárias dentre os três caminhos. Para agravar ainda mais a situação, a trilha fica encravada em meio a uma propriedade particular, o que dificulta sua fiscalização.

O acesso à trilha é restrito. Um portão de ferro deteriorado mal impede a entrada de jipeiros e motociclistas ao local. A trilha é considerada de alto grau de dificuldade – e se era exigente antes, a deterioração dos últimos anos tornou-a mais difícil. No chão, marcas de pneu e de óleo denunciam que o caminho ainda é bastante utilizado.

“Isso é um crime ambiental. Esse óleo contém produtos químicos que podem causar a contaminação do solo e da água, mesmo em pequena quantidade”, afirmou José Soares, vice-presidente do MDV. “Não somos contrários à prática deste esporte, mas ele deve ser feito com alguns cuidados, sempre visando a preservação da natureza.”

Para tentar coibir os abusos, fiscais ambientais, tanto de Santo André quanto de Rio Grande da Serra, rondam as trilhas. Quando flagram irregularidades, os fiscais têm autonomia para advertir os infratores. Dependendo do caso, o trilheiro pode até mesmo receber uma multa, que pode chegar a R$ 10 mil.

Para o MDV, uma alternativa para reverter a situação é impedir o acesso de jipeiros e motociclistas às trilhas por dois anos. Esse seria o período necessário para que o ecossistema se recupere sem auxílio de reflorestamento. “Teria de ser montado um esquema especial para viabilizar essa idéia. Todos deveriam sentar à mesa e se comprometer em não infringir o acordo”, afirmou Soares.

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