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Setor comercial deve ser explorado


Mariana Oliveira
Do Diário do Grande ABC

02/04/2006 | 09:17


Na esteira do desenvolvimento do setor de serviços no Grande ABC, a construção civil já planeja incremento de empreendimentos comerciais voltados à atividade. Pelos menos duas construtoras de grande porte estão com lançamentos comerciais: a MZM, com sede em Santo André, e a M.Bigucci, de São Bernardo.

A aposta da MZM é atrair profissionais liberais em busca de segurança. "Nosso empreendimento tem restaurante no térreo para atender aos clientes, empregados e empresários. Oferecemos ainda auditório para seminários e estacionamento. Já estamos com 80% do local vendido", afirma o diretor da empresa, Francisco Diogo Magnani.

A construtora aplicou R$ 32 milhões na obra e considera os empreendimentos comerciais como nicho potencial dentro da construção civil. "Os profissionais liberais precisam perceber a importância de trabalhar em um centro empresarial. As prefeituras também devem ajudar: uma política de incentivo para instalações de grandes empresas de serviços, como call centers e desenvolvimento de softwares, seria fundamental", avalia Magnani. Com incentivo das empresas, segundo o executivo, a construção civil ficaria estimulada a produzir empreendimentos com essas características.

Outra empresa que investiu no segmento comercial da construção foi a M.Bigucci. "Acreditamos no empreendimento e agora aguardamos pelos resultados. Optamos por espaço grande, de um andar por empresa. Isso porque os prédios com salas pequenas fazem parte de um mercado que está saturado", diz Milton Bigucci, que também é presidente da Acigabc (Associação das Construtoras e Imobiliárias do Grande ABC).

O presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), Valter Moura, também aposta no desenvolvimento dos empreendimentos comerciais. "Os terrenos estão ficando escassos. A tendência é de termos grandes centros empresariais. Acredito que em cinco anos teremos um boom de prédios comerciais."

Plano Diretor – Enquanto o mercado está otimista com o segmento, uma nova legislação pode prejudicar a construção civil em Santo André, de acordo com empresas da região. O Plano Diretor da cidade – já aprovado, mas que depende de regulamentação pela Câmara –, reduzirá o espaço máximo permitido para construções não-residenciais.

O atual coeficiente de aproveitamento do terreno – de seis vezes o tamanho da área – cairá para 1,34 nos principais bairros e para 1,50 na área do Eixo Tamanduatehy. Pagando uma outorga onerosa – espécie de contrapartida –, a construtora consegue atingir o índice de até quatro vezes a área de aproveitamento do terreno.

Para o empresário José Raul Poleto, da Arc Engenharia, com sede em Santo André e que atua com obras comerciais, a legislação prejudica os setores que mais crescem na cidade – comércio e serviços. "É o desenvolvimento econômico de Santo André que está em jogo."



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Setor comercial deve ser explorado

Mariana Oliveira
Do Diário do Grande ABC

02/04/2006 | 09:17


Na esteira do desenvolvimento do setor de serviços no Grande ABC, a construção civil já planeja incremento de empreendimentos comerciais voltados à atividade. Pelos menos duas construtoras de grande porte estão com lançamentos comerciais: a MZM, com sede em Santo André, e a M.Bigucci, de São Bernardo.

A aposta da MZM é atrair profissionais liberais em busca de segurança. "Nosso empreendimento tem restaurante no térreo para atender aos clientes, empregados e empresários. Oferecemos ainda auditório para seminários e estacionamento. Já estamos com 80% do local vendido", afirma o diretor da empresa, Francisco Diogo Magnani.

A construtora aplicou R$ 32 milhões na obra e considera os empreendimentos comerciais como nicho potencial dentro da construção civil. "Os profissionais liberais precisam perceber a importância de trabalhar em um centro empresarial. As prefeituras também devem ajudar: uma política de incentivo para instalações de grandes empresas de serviços, como call centers e desenvolvimento de softwares, seria fundamental", avalia Magnani. Com incentivo das empresas, segundo o executivo, a construção civil ficaria estimulada a produzir empreendimentos com essas características.

Outra empresa que investiu no segmento comercial da construção foi a M.Bigucci. "Acreditamos no empreendimento e agora aguardamos pelos resultados. Optamos por espaço grande, de um andar por empresa. Isso porque os prédios com salas pequenas fazem parte de um mercado que está saturado", diz Milton Bigucci, que também é presidente da Acigabc (Associação das Construtoras e Imobiliárias do Grande ABC).

O presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), Valter Moura, também aposta no desenvolvimento dos empreendimentos comerciais. "Os terrenos estão ficando escassos. A tendência é de termos grandes centros empresariais. Acredito que em cinco anos teremos um boom de prédios comerciais."

Plano Diretor – Enquanto o mercado está otimista com o segmento, uma nova legislação pode prejudicar a construção civil em Santo André, de acordo com empresas da região. O Plano Diretor da cidade – já aprovado, mas que depende de regulamentação pela Câmara –, reduzirá o espaço máximo permitido para construções não-residenciais.

O atual coeficiente de aproveitamento do terreno – de seis vezes o tamanho da área – cairá para 1,34 nos principais bairros e para 1,50 na área do Eixo Tamanduatehy. Pagando uma outorga onerosa – espécie de contrapartida –, a construtora consegue atingir o índice de até quatro vezes a área de aproveitamento do terreno.

Para o empresário José Raul Poleto, da Arc Engenharia, com sede em Santo André e que atua com obras comerciais, a legislação prejudica os setores que mais crescem na cidade – comércio e serviços. "É o desenvolvimento econômico de Santo André que está em jogo."

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