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França: Chirac não consegue apaziguar opositores do CPE


Da AFP

01/04/2006 | 10:33


O presidente francês, Jacques Chirac, não conseguiu tranqüilizar os opositores do CPE (Contrato do Primeiro Emprego), que neste sábado pareciam mais decididos do que nunca a continuar os protestos em massa, após rejeitarem a solução complexa apresentada sexta-feira pelo presidente.

Embora Chirac aparentemente tenha feito concessões, milhares de estudantes de colégios e universidades organizaram rapidamente manifestações em todo o país. Os sindicatos rejeitaram categoricamente a proposta de Chirac, e mantiveram a convocação de uma nova jornada de protestos, no próximo dia 4.

Todos voltaram a exigir a anulação do CPE, e rejeitaram qualquer tipo de "ajuste". A imprensa considerou o discurso feito ontem por Chirac "um número de equilibrista": ele anunciou simultaneamente a promulgação da lei do CPE e a modificação imediata da mesma lei.

Chirac disse ter ouvido "as preocupações manifestadas por jovens e seus pais". Mas como a lei foi votada pelo Parlamento e ratificada pelo Conselho Constitucional, disse ter sido obrigado a promulgá-la, e acrescentou que "o CPE pode ser um instrumento eficaz para o emprego".

O primeiro-ministro Dominique de Villepin reuniu na manhã de hoje os principais líderes da maioria de direita, no poder, para aplicar as mudanças legislativas nos dois pontos mais polêmicos do texto: o período em que os jovens podem ser demitidos, que poderia ser reduzido dos dois primeiros anos para os primeiros 12 meses, e as condições para uma quebra de contrato nesse período.

Mas isso não bastará para satisfazer os adversários da lei. Os sindicatos, a oposição de esquerda e as organizações estudantis já rejeitaram energicamente o complexo plano para pôr fim à crise elaborado por Chirac. Para o sindicato Força Operária, a proposta presidencial é "incompreensível e inaceitável".

"Essa é a primeira vez na História, no meu entender, que se promulga uma lei pedindo que ela não seja aplicada", ironizou o líder do partido de centro UDF, François Bayrou.

Representantes de todos os partidos de esquerda se reunirão hoje para estudar novas ações conjuntas. Eles se uniram ao chamado dos sindicatos por uma jornada de paralisações e manifestações na próxima terça-feira.

Estudantes de colégios e universidades, centenas dos quais reuniram-se nas praças das principais cidades francesas para ouvir o discurso de Chirac, expressaram indignação ao fim do pronunciamento, com manifestações espontâneas.

Dois mil manifestantes participaram de um protesto em Paris, que terminou por volta das 3h locais. Duas lanchonetes da rede McDonald's tiveram as vidraças quebradas, carros foram danificados, e o gabinete do deputado do partido de direita UMP Pierre Lellouche foi saqueado.

Mas Chirac recebeu um apoio importante, do ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, líder do UMP. Sarkozy elogiou a "sábia decisão" do presidente, após ter criticado a forma como o premier Villepin havia lidado com a questão e ter proposto a suspensão do CPE.



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França: Chirac não consegue apaziguar opositores do CPE

Da AFP

01/04/2006 | 10:33


O presidente francês, Jacques Chirac, não conseguiu tranqüilizar os opositores do CPE (Contrato do Primeiro Emprego), que neste sábado pareciam mais decididos do que nunca a continuar os protestos em massa, após rejeitarem a solução complexa apresentada sexta-feira pelo presidente.

Embora Chirac aparentemente tenha feito concessões, milhares de estudantes de colégios e universidades organizaram rapidamente manifestações em todo o país. Os sindicatos rejeitaram categoricamente a proposta de Chirac, e mantiveram a convocação de uma nova jornada de protestos, no próximo dia 4.

Todos voltaram a exigir a anulação do CPE, e rejeitaram qualquer tipo de "ajuste". A imprensa considerou o discurso feito ontem por Chirac "um número de equilibrista": ele anunciou simultaneamente a promulgação da lei do CPE e a modificação imediata da mesma lei.

Chirac disse ter ouvido "as preocupações manifestadas por jovens e seus pais". Mas como a lei foi votada pelo Parlamento e ratificada pelo Conselho Constitucional, disse ter sido obrigado a promulgá-la, e acrescentou que "o CPE pode ser um instrumento eficaz para o emprego".

O primeiro-ministro Dominique de Villepin reuniu na manhã de hoje os principais líderes da maioria de direita, no poder, para aplicar as mudanças legislativas nos dois pontos mais polêmicos do texto: o período em que os jovens podem ser demitidos, que poderia ser reduzido dos dois primeiros anos para os primeiros 12 meses, e as condições para uma quebra de contrato nesse período.

Mas isso não bastará para satisfazer os adversários da lei. Os sindicatos, a oposição de esquerda e as organizações estudantis já rejeitaram energicamente o complexo plano para pôr fim à crise elaborado por Chirac. Para o sindicato Força Operária, a proposta presidencial é "incompreensível e inaceitável".

"Essa é a primeira vez na História, no meu entender, que se promulga uma lei pedindo que ela não seja aplicada", ironizou o líder do partido de centro UDF, François Bayrou.

Representantes de todos os partidos de esquerda se reunirão hoje para estudar novas ações conjuntas. Eles se uniram ao chamado dos sindicatos por uma jornada de paralisações e manifestações na próxima terça-feira.

Estudantes de colégios e universidades, centenas dos quais reuniram-se nas praças das principais cidades francesas para ouvir o discurso de Chirac, expressaram indignação ao fim do pronunciamento, com manifestações espontâneas.

Dois mil manifestantes participaram de um protesto em Paris, que terminou por volta das 3h locais. Duas lanchonetes da rede McDonald's tiveram as vidraças quebradas, carros foram danificados, e o gabinete do deputado do partido de direita UMP Pierre Lellouche foi saqueado.

Mas Chirac recebeu um apoio importante, do ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, líder do UMP. Sarkozy elogiou a "sábia decisão" do presidente, após ter criticado a forma como o premier Villepin havia lidado com a questão e ter proposto a suspensão do CPE.

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