Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 19 de Novembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Fundos têm 1º revés do ano: saques superam os depósitos


Fernando Bortolin
Do Diário do Grande ABC

15/04/2006 | 08:37


Após bater recorde de captação de recursos no primeiro trimestre do ano, com ingressos da ordem de R$ 39,9 bilhões, a indústria de fundos de investimentos registrou em abril seu primeiro revés em 2006. Em apenas seis dias úteis do mês (de 3 a 10), o segmento - que é formado por dez famílias diferentes de ativos - registrou saques superiores aos depósitos de R$ 1,577 bilhão. Foi a primeiro queda apurada no ano.

Pontualmente, os fundos de renda fixa tradicionais - a família de renda fixa é composta pelos ativos tradicionais, fundos de crédito, multi-índices e com alavancagem - registraram a maior sangria: de R$ 2,614 bilhões, seguidos pelos fundos referenciados DI - que aplicam em CDB, CDI, Selic e títulos do governo - com saldo deficitário de R$ 1,018 bilhão.

Esse movimento de retiradas de recursos superior ao de entradas, principalmente sobre os dois principais fundos de investimentos do mercado (renda fixa e DI) ocorre a uma semana da nova reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) que decide os rumos da taxa básica de juros, a Selic, entre os dias 18 e 19. As estimativas do mercado apontam para novo corte de 0,75 ponto percentual.

Ilógico - O fato mais marcante, porém, é que a ocorrência de saques sobre esses fundos, que são os que melhor se ajustam a momentos de alta ou baixa da Selic, vai na contramão da lógica de mercado. O ideal seria que os volumes de captação estivessem crescendo, exatamente sobre esses fundos, como é o caso dos ativos de Curto Prazo, cujos ingressos de novos recursos somam R$ 943 milhões nos primeiros seis dias úteis do mês.

Os dados estatísticos da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimentos) também não apontam para a migração de recursos de um fundo para outro. Uma das explicações para esse surto de retiradas de recursos está associado ao boom consumista registrado no período pré-Páscoa. Só nas sete cidades do Grande ABC, as associações comerciais identificaram alta média de 30% nas vendas.

Outra explicação se deve ao feriado prolongado, onde as pessoas sacam recursos para viagens, e finalmente as empresas que mantêm parte do capital de giro aplicado em fundos e usaram parcela dessas aplicações para fazer frente a obrigações como folha de salários dos trabalhadores e pagamentos de fornecedores.


Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Fundos têm 1º revés do ano: saques superam os depósitos

Fernando Bortolin
Do Diário do Grande ABC

15/04/2006 | 08:37


Após bater recorde de captação de recursos no primeiro trimestre do ano, com ingressos da ordem de R$ 39,9 bilhões, a indústria de fundos de investimentos registrou em abril seu primeiro revés em 2006. Em apenas seis dias úteis do mês (de 3 a 10), o segmento - que é formado por dez famílias diferentes de ativos - registrou saques superiores aos depósitos de R$ 1,577 bilhão. Foi a primeiro queda apurada no ano.

Pontualmente, os fundos de renda fixa tradicionais - a família de renda fixa é composta pelos ativos tradicionais, fundos de crédito, multi-índices e com alavancagem - registraram a maior sangria: de R$ 2,614 bilhões, seguidos pelos fundos referenciados DI - que aplicam em CDB, CDI, Selic e títulos do governo - com saldo deficitário de R$ 1,018 bilhão.

Esse movimento de retiradas de recursos superior ao de entradas, principalmente sobre os dois principais fundos de investimentos do mercado (renda fixa e DI) ocorre a uma semana da nova reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) que decide os rumos da taxa básica de juros, a Selic, entre os dias 18 e 19. As estimativas do mercado apontam para novo corte de 0,75 ponto percentual.

Ilógico - O fato mais marcante, porém, é que a ocorrência de saques sobre esses fundos, que são os que melhor se ajustam a momentos de alta ou baixa da Selic, vai na contramão da lógica de mercado. O ideal seria que os volumes de captação estivessem crescendo, exatamente sobre esses fundos, como é o caso dos ativos de Curto Prazo, cujos ingressos de novos recursos somam R$ 943 milhões nos primeiros seis dias úteis do mês.

Os dados estatísticos da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimentos) também não apontam para a migração de recursos de um fundo para outro. Uma das explicações para esse surto de retiradas de recursos está associado ao boom consumista registrado no período pré-Páscoa. Só nas sete cidades do Grande ABC, as associações comerciais identificaram alta média de 30% nas vendas.

Outra explicação se deve ao feriado prolongado, onde as pessoas sacam recursos para viagens, e finalmente as empresas que mantêm parte do capital de giro aplicado em fundos e usaram parcela dessas aplicações para fazer frente a obrigações como folha de salários dos trabalhadores e pagamentos de fornecedores.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;