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Pessoa física é o 2º maior investidor da bolsa paulista


Fernando Bortolin
Do Diário do Grande ABC

04/04/2006 | 08:23


Mesmo diante de um mês ruim para o mercado de capitais, como foi março – período em que o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo deu prejuízo de 1,7% –, o investidor pessoa física teve a maior participação no volume de compras e vendas de ações da bolsa desde setembro do ano passado, quando 28,2% do giro total de negócios ficou nas mãos dos pequenos investidores.

Em março especificamente, a pessoa física ficou com 25,8% de participação das operações da Bovespa, perdendo apenas para os 37,5% relativos aos investidores estrangeiros e acima, até mesmo, dos fundos de pensão – um dos segmentos de maior peso nos investimentos em ações de empresas listadas em bolsa.

Estratégia – Enquanto os fundos de pensão tomaram a decisão de reduzir a exposição dos recursos de seus associados em aplicações de risco no mercado de capitais – a participação era de 27,9% do total de negócios da bolsa em janeiro, cedendo para 26,2% em fevereiro e estacionando nos 25% em março –, a pessoa física tomou o rumo contrário.

Vale destacar que em janeiro, quando a bolsa rendeu 14,7%, a participação das pessoas físicas foi de 25,4%. Em fevereiro, quando o Ibovespa registrou valorização de 0,59%, os pequenos investidores foram responsáveis por 23,4% do volume global de negócios, fechando março com 25,8%.

Em que pese o temor dos fundos de pensão e a agressividade das pessoas físicas, a estratégia dos pequenos investidores foi a mais correta. Enquanto os administradores profissionais dos fundos de pensão foram vendendo ações para realizarem lucros, os investidores pessoas físicas souberam ampliar as compras no momento exato em que os preços dos papéis atingiam os piores preços do ano.

A lógica aqui é comprar na baixa e esperar pela valorização do Ibovespa no médio e longo prazos. E a estratégia das pessoas físicas é a mais correta. Os fundos simplesmente desovaram posições para lucrar, deixando o mercado num momento atípico. Já as pessoas físicas viram nos baixos preços dos papéis, em março, a chance (correta) de comprar na baixa e esperar a alta. E vão lucrar com isso, é só ter paciência.



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Pessoa física é o 2º maior investidor da bolsa paulista

Fernando Bortolin
Do Diário do Grande ABC

04/04/2006 | 08:23


Mesmo diante de um mês ruim para o mercado de capitais, como foi março – período em que o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo deu prejuízo de 1,7% –, o investidor pessoa física teve a maior participação no volume de compras e vendas de ações da bolsa desde setembro do ano passado, quando 28,2% do giro total de negócios ficou nas mãos dos pequenos investidores.

Em março especificamente, a pessoa física ficou com 25,8% de participação das operações da Bovespa, perdendo apenas para os 37,5% relativos aos investidores estrangeiros e acima, até mesmo, dos fundos de pensão – um dos segmentos de maior peso nos investimentos em ações de empresas listadas em bolsa.

Estratégia – Enquanto os fundos de pensão tomaram a decisão de reduzir a exposição dos recursos de seus associados em aplicações de risco no mercado de capitais – a participação era de 27,9% do total de negócios da bolsa em janeiro, cedendo para 26,2% em fevereiro e estacionando nos 25% em março –, a pessoa física tomou o rumo contrário.

Vale destacar que em janeiro, quando a bolsa rendeu 14,7%, a participação das pessoas físicas foi de 25,4%. Em fevereiro, quando o Ibovespa registrou valorização de 0,59%, os pequenos investidores foram responsáveis por 23,4% do volume global de negócios, fechando março com 25,8%.

Em que pese o temor dos fundos de pensão e a agressividade das pessoas físicas, a estratégia dos pequenos investidores foi a mais correta. Enquanto os administradores profissionais dos fundos de pensão foram vendendo ações para realizarem lucros, os investidores pessoas físicas souberam ampliar as compras no momento exato em que os preços dos papéis atingiam os piores preços do ano.

A lógica aqui é comprar na baixa e esperar pela valorização do Ibovespa no médio e longo prazos. E a estratégia das pessoas físicas é a mais correta. Os fundos simplesmente desovaram posições para lucrar, deixando o mercado num momento atípico. Já as pessoas físicas viram nos baixos preços dos papéis, em março, a chance (correta) de comprar na baixa e esperar a alta. E vão lucrar com isso, é só ter paciência.

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