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Peru retira embaixador de Caracas e denuncia Chávez à OEA


Da AFP

30/04/2006 | 17:29


O Peru retirou seu embaixador em Caracas devido à intromissão do presidente venezuelano Hugo Chávez nas eleições presidenciais peruanas e quer que a OEA (Organização de Estados Americanos) se pronuncie sobre uma queixa a respeito que apresentou ante à missão eleitoral dessa entidade.

Lima não deseja chegar ao extremo de uma ruptura de relações diplomáticas, afirmou neste domingo o chanceler Oscar Maúrtua, que confia no bom senso de Caracas para não chegar a tomar a decisão.

A embaixada peruana ficará nas mãos do encarregado de negócios até que, eventualmente, ocorram fatos que normalizem a situação, acrescentou.

Lima decidiu a retirada do embaixador Carlos Urrutia de Caracas depois que Chávez reiterou no sábado suas críticas em relação ao governo de Alejandro Toledo e contra o candidato presidencial social-democrata, Alan García, íntimo amigo do ex-presidente da Venezuela, Carlos Andrés Pérez, o maior adversário do atual chefe de Estado venezuelano.

Chávez, que se encontra em Havana junto com o presidente cubano Fidel Castro e boliviano Evo Morales, fez duras críticas, chamando García de "ladrão e corrupto" e assinalando que García e Toledo são "pessoas da mesma laia".

O governo peruano espera que a OEA chame a atenção do presidente Chávez. A decisão da missão da OEA poderá ser comunicada em particular a Caracas e Lima na próxima quarta-feira, segundo fontes diplomáticas.

O objetivo de Lima é que Chávez não volte a se intrometer no processo eleitoral peruano, cujo segundo turno das eleições acontecem no final de maio ou início de junho, entre o social-democrata García e o nacionalista Ollanta Humala, de quem Chávez é partidário.

Por sua parte, o governo da Venezuela afirmou neste domingo que seu país não atuará de maneira recíproca à decisão do Peru de chamar para consultas seu embaixador em Caracas, segundo o chanceler venezuelano Alí Rodríguez.

"Nós não vamos atuar da mesma maneira. Demos instruções a nosso embaixador (Cruz Martínez) para que permaneça em Lima, inclusive pedimos para que não caia em provocações", destacou Rodríguez para a televisão estatal VTV.

Mais cedo, Caracas havia dito que avaliava a possibilidade de chamar para consultas seu embaixador no Peru, em resposta à decisão peruana, informou o vice-chanceler para a América Latina, Pavel Rondon.

"Respeitamos essa decisão autônoma frente aos constantes desagravos do candidato Alan García ao presidente Hugo Chávez, que a única coisa que fez foi responder a ele, desencadeando estes fatos", afirmou.

O vice-ministro explicou que as "diferenças" não eram em relação ao governo peruano e sim com García, que Chávez chamou de "ladrão e sem-vergonha" por opor-se aos acordos de livre comércio entre os países andinos e os Estados Unidos.

 


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Peru retira embaixador de Caracas e denuncia Chávez à OEA

Da AFP

30/04/2006 | 17:29


O Peru retirou seu embaixador em Caracas devido à intromissão do presidente venezuelano Hugo Chávez nas eleições presidenciais peruanas e quer que a OEA (Organização de Estados Americanos) se pronuncie sobre uma queixa a respeito que apresentou ante à missão eleitoral dessa entidade.

Lima não deseja chegar ao extremo de uma ruptura de relações diplomáticas, afirmou neste domingo o chanceler Oscar Maúrtua, que confia no bom senso de Caracas para não chegar a tomar a decisão.

A embaixada peruana ficará nas mãos do encarregado de negócios até que, eventualmente, ocorram fatos que normalizem a situação, acrescentou.

Lima decidiu a retirada do embaixador Carlos Urrutia de Caracas depois que Chávez reiterou no sábado suas críticas em relação ao governo de Alejandro Toledo e contra o candidato presidencial social-democrata, Alan García, íntimo amigo do ex-presidente da Venezuela, Carlos Andrés Pérez, o maior adversário do atual chefe de Estado venezuelano.

Chávez, que se encontra em Havana junto com o presidente cubano Fidel Castro e boliviano Evo Morales, fez duras críticas, chamando García de "ladrão e corrupto" e assinalando que García e Toledo são "pessoas da mesma laia".

O governo peruano espera que a OEA chame a atenção do presidente Chávez. A decisão da missão da OEA poderá ser comunicada em particular a Caracas e Lima na próxima quarta-feira, segundo fontes diplomáticas.

O objetivo de Lima é que Chávez não volte a se intrometer no processo eleitoral peruano, cujo segundo turno das eleições acontecem no final de maio ou início de junho, entre o social-democrata García e o nacionalista Ollanta Humala, de quem Chávez é partidário.

Por sua parte, o governo da Venezuela afirmou neste domingo que seu país não atuará de maneira recíproca à decisão do Peru de chamar para consultas seu embaixador em Caracas, segundo o chanceler venezuelano Alí Rodríguez.

"Nós não vamos atuar da mesma maneira. Demos instruções a nosso embaixador (Cruz Martínez) para que permaneça em Lima, inclusive pedimos para que não caia em provocações", destacou Rodríguez para a televisão estatal VTV.

Mais cedo, Caracas havia dito que avaliava a possibilidade de chamar para consultas seu embaixador no Peru, em resposta à decisão peruana, informou o vice-chanceler para a América Latina, Pavel Rondon.

"Respeitamos essa decisão autônoma frente aos constantes desagravos do candidato Alan García ao presidente Hugo Chávez, que a única coisa que fez foi responder a ele, desencadeando estes fatos", afirmou.

O vice-ministro explicou que as "diferenças" não eram em relação ao governo peruano e sim com García, que Chávez chamou de "ladrão e sem-vergonha" por opor-se aos acordos de livre comércio entre os países andinos e os Estados Unidos.

 

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