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Expectativa de vida cresce no País

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

De acordo com IBGE, brasileiro que nascer hoje vai viver 3 meses e 25 dias a mais, totalizando 74 anos e 10 meses; dados são de 2013


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

02/12/2014 | 07:00


A expectativa de vida do brasileiro aumentou ano passado, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A esperança de vida do brasileiro em 2013 é de 74 anos, 10 meses e 24 dias, ou seja, aumentou três meses e 25 dias em relação a 2012, quando era de 74,6 anos.

Para os homens, o aumento foi de três meses e 29 dias, passando para 71,3 anos. Já as mulheres, apesar de terem ganho menor (três meses e 14 dias), ainda vivem mais: em média, 78,6 anos.

De acordo com a professora de Saúde do Idoso do curso de Enfermagem da Faculdade de Medicina do ABC e coordenadora do Ambulatório de Gerontogeriatria do Centro de Saúde-Escola Capuava, em Santo André, Ana Paula Guarnieri, a tendência é que esses números aumentem cada vez mais. “Daqui a menos de dez anos, o País vai ter uma população das mais envelhecidas do mundo. Isso porque nos próximos anos vamos ter mais controle de doenças crônicas, o que vai trazer o envelhecimento, mas nem sempre com qualidade, por falta de acesso a todos”, disse.

O gerontólogo responsável pela terceira idade do Cise (Centro Integrado de Saúde e Educação) de São Caetano, Felipe Borges, também acredita no aumento da expectativa de vida. “Aqui na cidade temos diversos serviços disponíveis nos centros, como hidroginástica, ioga, cursos de idiomas, que, com certeza, trazem maior qualidade de vida. No ano passado, recebemos 3.000 novas inscrições para os quatro centros e já somamos 16 mil pessoas atendidas”, afirmou.

Para quem passou da expectativa atualmente e continua vivendo bem, como o aposentado Fernando Berguer, 79 anos, morador do Jardim São Caetano, não há fórmula mágica. “O segredo é nascer na roça, começar a trabalhar cedo e depois vir morar em São Caetano”, brinca. “O centro (da terceira idade) é fantástico, venho aqui cinco vezes por semana desde 1989 para jogar baralho e bocha.”

Como ocupação, ele também planta pés de jaca e jabuticaba no quintal. “Faço sucos e vitaminas porque frutas são ótimas para a saúde.”

Já Orides Leoni, 71, trabalha no comércio no bairro Olímpico e vem para o Cise no bairro Oswaldo Cruz todas as tardes. “Venho depois do almoço. Acho que a terceira idade é uma das melhores, e temos que aproveitar.”

A dona de casa Marisa Mazutti, 63, mora no Santa Paula e faz aulas de dança duas vezes por semana. “A gente se movimenta e se exercita muito, sem falar na interação com outras pessoas de diferentes idades.”

“Faço dança, pilates, ioga e gostaria de fazer mais cursos. Disposição é o que não falta”, disse a moradora do Olímpico Vilma Meneghel, 68.

São Paulo registra números maiores

O Estado de São Paulo registrou a expectativa de vida para seus habitantes na idade de 77,2, maior que a média nacional. As mulheres nascidas em 2013 viverão 80,4 anos, porém, os homens ficam com 73,9 anos.

Segundo a professora da Faculdade de Medicina do ABC Ana Paula Guarnieri, os números são explicados pelo acesso à tecnologia e aos serviços. “São Paulo, perto de outros lugares, possui mais oferta na área da Saúde. Como exemplo, cito a diabetes, que hoje é problema nacional, mas que o Estado vem há anos trabalhando no controle.”

O gerontólogo Felipe Borges acredita na qualidade de vida, principalmente em cidades grandes. “O aumento dos serviços de Saúde, incluindo a tecnologia para exames e diagnósticos, explica a alta na expectativa de vida. Isso sem falar nos centros da terceira idade bem articulados.”

Em relação à maior expectativa da mulher, Ana Paula explica que os números refletem o perfil feminino. “A mulher se cuida mais, ela procura mais informações e recursos que o homem. O que é importante é que sejam oferecidas políticas públicas para acessibilidade, já que temos crescimento na expectativa de vida, mas falta acessibilidade.” 



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