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GM intensifica vendas de peças para customização


Daniel Trielli
Do Diário do Grande ABC

27/04/2006 | 08:05


Para pegar a onda de tuning e customização de automóveis, a General Motors está investindo bastante no setor de acessórios. Novos modelos de extras (peças que não compõem o modelo original) e uma nova estratégia de desenvolvimento de produtos desse setor. “É um modismo que veio para ficar”, declara o gerente de Marketing Cláudio D’Agostini Nascimento. “A gente vê, nas lojas de brinquedos, que os carrinhos são todos modificados. O menino de sete anos que compra esses carrinhos é o nosso cliente de amanhã.”

De acordo com uma pesquisa da montadora, todo o mercado de peças de customização movimentou R$ 3,5 bilhões em 2005. A previsão para vendas de acessórios para carros da montadora de São Caetano é de R$ 770 milhões neste ano. Desse total, 73% irá para o mercado independente, enquanto a rede GM espera abocanhar o resto: R$ 207 milhões. Em 2005, o montante foi de R$ 144,5 milhões – o que representa uma aposta de 40% de crescimento. Mas é bem possível que esse aumento seja maior do que as expectativas, já que a empresa constatou no primeiro trimestre deste ano um avanço de 48% nas vendas em relação ao mesmo período de 2005.

Essa evolução também está relacionada ao crescente aproveitamento de venda. Em 2005, cada carro vendido da GM tinha, em média, o equivalente a R$ 483 de acessórios. Para este ano, a projeção é de R$ 676 por veículo.

A maior fonte de venda de extras para a GM é o Celta. De cada dez modelos vendidos, oito têm acessórios. Por isso, a nova geração do carro foi pensada de acordo com a nova estratégia da montadora: bolar novos acessórios enquanto se elabora o produto principal. No caso do Celta, foram investidos R$ 6 milhões em certificações de extras enquanto se planejava essa nova geração.

Evolução – Luiz Carlos Lacreta, diretor geral de Operações de Pós-Vendas, é otimista, mas admite que há o que se trabalhar nesse tipo de produto. “Precisamos mudar a cultura do vendedor e do cliente”, explica. “Muitas vezes, o vendedor tem medo de incluir um acessório na venda de um veículo, pois acha que isso encarece o produto. Ele pensa que o extra fica entre o carro e o cliente, mas é justamente o contrário. O acessório é algo que une os dois”, avalia.


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GM intensifica vendas de peças para customização

Daniel Trielli
Do Diário do Grande ABC

27/04/2006 | 08:05


Para pegar a onda de tuning e customização de automóveis, a General Motors está investindo bastante no setor de acessórios. Novos modelos de extras (peças que não compõem o modelo original) e uma nova estratégia de desenvolvimento de produtos desse setor. “É um modismo que veio para ficar”, declara o gerente de Marketing Cláudio D’Agostini Nascimento. “A gente vê, nas lojas de brinquedos, que os carrinhos são todos modificados. O menino de sete anos que compra esses carrinhos é o nosso cliente de amanhã.”

De acordo com uma pesquisa da montadora, todo o mercado de peças de customização movimentou R$ 3,5 bilhões em 2005. A previsão para vendas de acessórios para carros da montadora de São Caetano é de R$ 770 milhões neste ano. Desse total, 73% irá para o mercado independente, enquanto a rede GM espera abocanhar o resto: R$ 207 milhões. Em 2005, o montante foi de R$ 144,5 milhões – o que representa uma aposta de 40% de crescimento. Mas é bem possível que esse aumento seja maior do que as expectativas, já que a empresa constatou no primeiro trimestre deste ano um avanço de 48% nas vendas em relação ao mesmo período de 2005.

Essa evolução também está relacionada ao crescente aproveitamento de venda. Em 2005, cada carro vendido da GM tinha, em média, o equivalente a R$ 483 de acessórios. Para este ano, a projeção é de R$ 676 por veículo.

A maior fonte de venda de extras para a GM é o Celta. De cada dez modelos vendidos, oito têm acessórios. Por isso, a nova geração do carro foi pensada de acordo com a nova estratégia da montadora: bolar novos acessórios enquanto se elabora o produto principal. No caso do Celta, foram investidos R$ 6 milhões em certificações de extras enquanto se planejava essa nova geração.

Evolução – Luiz Carlos Lacreta, diretor geral de Operações de Pós-Vendas, é otimista, mas admite que há o que se trabalhar nesse tipo de produto. “Precisamos mudar a cultura do vendedor e do cliente”, explica. “Muitas vezes, o vendedor tem medo de incluir um acessório na venda de um veículo, pois acha que isso encarece o produto. Ele pensa que o extra fica entre o carro e o cliente, mas é justamente o contrário. O acessório é algo que une os dois”, avalia.

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