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Rapaz é assassinado dentro de escola em Diadema


Elaine Granconato
Do Diário do Grande ABC

13/03/2001 | 01:18


O estudante Mário Patrocínio Cerqueira, 19 anos, levou um tiro na cabeça na porta da sala de aula do 1º ano C do ensino médio da Escola Estadual Átila Ferreira Vaz segunda à noite, por volta das 20h30, no bairro Eldorado, em Diadema. O rapaz foi levado para a UBS (Unidade Básica de Saúde) do Eldorado, e, em seguida, transferido para o HPD (Hospital Público de Diadema), onde morreu quase três horas depois. O autor do disparo, que teria sido alguém da própria escola, fugiu e não foi identificado pela polícia.

De acordo com o delegado plantonista do 3º Distrito Policial da cidade, Nelson Caneloi Júnior, que esteve no local para averiguação do crime, o estudante estaria dentro da sala de aula e teria sido chamado, por um desconhecido, para conversar na porta. Ao se aproximar, Cerqueira, sem esboçar reação, levou um tiro à queima-roupa na cabeça atingindo a região frontal temporal direita. Dois outros tiros foram disparados, porém resvalaram na parede. Nessa hora, o professor estava fazendo a chamada.

A escola, localizada em uma região bastante violenta, é toda cercada por grades de ferro. Além disso, as portas das salas de aula são revestidas com chapas de aço. Segundo os policiais, é comum ocorrer arrobamentos no local. Além do delegado e do Corpo de Bombeiros, técnicos do IC (Instituto de Criminalística) estiveram no local fazendo a perícia. As aulas, automaticamente, foram suspensas e os alunos dispensados.

Desespero – Enquanto aguardava por notícias no HPD, a mãe do estudante, Valdelice Patrocínio, já se mostrava sem esperanças de que ele sobrevivesse. “Me informaram que o caso dele é grave, pois perdeu muita massa encefálica e que não pode ser transferido para outro local”, disse, antes de ser comunicada oficialmente da morte cerebral do filho.

Valdelice afirmou desconhecer o autor do crime que teria tirado a vida de seu filho e o motivo. “Inimigos ele não tinha, apenas amigos demais, que me incomodam”, ressaltou. “Ele (Cerqueira) perguntou ‘o que foi?‘ para a pessoa na porta da sala, só isso, e recebeu o tiro”, contou a mãe, emocionada, que teria ouvido esta versão de alguns alunos.

O velório e o enterro devem ocorrer nesta terça. Até o fechamento desta edição, a família não havia ainda decidido o horário e o local.



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Rapaz é assassinado dentro de escola em Diadema

Elaine Granconato
Do Diário do Grande ABC

13/03/2001 | 01:18


O estudante Mário Patrocínio Cerqueira, 19 anos, levou um tiro na cabeça na porta da sala de aula do 1º ano C do ensino médio da Escola Estadual Átila Ferreira Vaz segunda à noite, por volta das 20h30, no bairro Eldorado, em Diadema. O rapaz foi levado para a UBS (Unidade Básica de Saúde) do Eldorado, e, em seguida, transferido para o HPD (Hospital Público de Diadema), onde morreu quase três horas depois. O autor do disparo, que teria sido alguém da própria escola, fugiu e não foi identificado pela polícia.

De acordo com o delegado plantonista do 3º Distrito Policial da cidade, Nelson Caneloi Júnior, que esteve no local para averiguação do crime, o estudante estaria dentro da sala de aula e teria sido chamado, por um desconhecido, para conversar na porta. Ao se aproximar, Cerqueira, sem esboçar reação, levou um tiro à queima-roupa na cabeça atingindo a região frontal temporal direita. Dois outros tiros foram disparados, porém resvalaram na parede. Nessa hora, o professor estava fazendo a chamada.

A escola, localizada em uma região bastante violenta, é toda cercada por grades de ferro. Além disso, as portas das salas de aula são revestidas com chapas de aço. Segundo os policiais, é comum ocorrer arrobamentos no local. Além do delegado e do Corpo de Bombeiros, técnicos do IC (Instituto de Criminalística) estiveram no local fazendo a perícia. As aulas, automaticamente, foram suspensas e os alunos dispensados.

Desespero – Enquanto aguardava por notícias no HPD, a mãe do estudante, Valdelice Patrocínio, já se mostrava sem esperanças de que ele sobrevivesse. “Me informaram que o caso dele é grave, pois perdeu muita massa encefálica e que não pode ser transferido para outro local”, disse, antes de ser comunicada oficialmente da morte cerebral do filho.

Valdelice afirmou desconhecer o autor do crime que teria tirado a vida de seu filho e o motivo. “Inimigos ele não tinha, apenas amigos demais, que me incomodam”, ressaltou. “Ele (Cerqueira) perguntou ‘o que foi?‘ para a pessoa na porta da sala, só isso, e recebeu o tiro”, contou a mãe, emocionada, que teria ouvido esta versão de alguns alunos.

O velório e o enterro devem ocorrer nesta terça. Até o fechamento desta edição, a família não havia ainda decidido o horário e o local.

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