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Atletas menores de idade enfrentam exigências do esporte e dramas da adolescência

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


04/08/2019 | 09:15


Na quinta-feira, Jacqueline Castro ficou brava com o filho. "Você não me dá notícia. Está tão ocupado assim que não pode nem dar ''oi'' para mim? O que está acontecendo?", reclamou a auxiliar administrativa no celular. A resposta do filho veio em seguida. "Mãe, estou treinando muito. Até apareci na tevê", respondeu Rayan Victor. O diálogo corriqueiro retrata parte da vida dos atletas adolescentes do Pan. Jovens de 15 a 17 anos misturam os desafios do esporte de alto rendimento e os "dramas" da adolescência, como a mãe querendo saber onde é que está o celular.

O Brasil tem sete atletas menores. Eles moram com os pais e estão no Ensino Médio. Pelo jeito de falar e pela trajetória esportiva, todos parecem mais velhos. Marco La Porta, vice-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e chefe de missão em Lima, afirma que o COB e a delegação brasileira seguem vários procedimentos de segurança para os jovens. "Os chefes das equipes devem acompanhar sempre o menor, para a competição, treino, policlínica ou atividade de lazer", explica.

Rayan Victor Dutra tem 17 anos e está no 3º ano do Ensino Médio no colégio Isabela Hendrix, em Belo Horizonte. Ele estuda de manhã e treina ginástica de trampolim no Minas Tênis Clube. Para ir ao Pan, Rayan precisou da autorização da mãe para viajar, o que acontece com todos eles.

Para a arqueira Ana Luiza Caetano, ser um atleta precoce tem dois lados. "A gente chega sem uma pressão muito grande. Por outro lado, temos de mostrar evolução", diz a menina de 16 anos de Maricá (RJ).

Afirmar que Ana Luiza é arqueira é apenas meia verdade. Velejadora desde criança, ela teve de abrir mão de muita festinha e passeio no shopping com os amigos - quase todos os atletas adolescentes lamentam isso. Para compensar, Ana criou um diário de bordo. Os editores amigos do seu avô gostaram e publicaram o título "Bons Ventos: Diário de Aventuras Iradas". Logo veio "Eureka", volume paradidático que aborda os valores olímpicos, folclore brasileiro e a conscientização ambiental.

Marcelo Roriz, chefe da delegação do Tiro com Arco, que integra Ana Luiza, valoriza a presença dos jovens. "É preciso entender que os jovens têm ansiedade e vontade grandes. Isso não pode extrapolar para não prejudicar o desempenho. Fazemos uma mescla com os mais experientes e transmitimos calma e tranquilidade, sem que eles percam essa vontade, que é muito boa", avalia.

Ana Beatriz Mantellato leva adiante a paixão familiar pelo polo aquático. Os pais, Nilson e Ana Cristina, jogaram na seleção; a irmã, Gabriela, disputou os Jogos no Rio-216. A adolescente de 16 anos não leva uma vida de adolescente de 16 anos. Ela estuda em um colégio bilíngue em período integral e treina no Clube Paineiras do Morumby. "Ela não tem tempo de ser adolescente. Isso preocupa um pouco a gente. Mas a vida do atleta de ponta é assim", diz a mãe.



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Atletas menores de idade enfrentam exigências do esporte e dramas da adolescência


04/08/2019 | 09:15


Na quinta-feira, Jacqueline Castro ficou brava com o filho. "Você não me dá notícia. Está tão ocupado assim que não pode nem dar ''oi'' para mim? O que está acontecendo?", reclamou a auxiliar administrativa no celular. A resposta do filho veio em seguida. "Mãe, estou treinando muito. Até apareci na tevê", respondeu Rayan Victor. O diálogo corriqueiro retrata parte da vida dos atletas adolescentes do Pan. Jovens de 15 a 17 anos misturam os desafios do esporte de alto rendimento e os "dramas" da adolescência, como a mãe querendo saber onde é que está o celular.

O Brasil tem sete atletas menores. Eles moram com os pais e estão no Ensino Médio. Pelo jeito de falar e pela trajetória esportiva, todos parecem mais velhos. Marco La Porta, vice-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e chefe de missão em Lima, afirma que o COB e a delegação brasileira seguem vários procedimentos de segurança para os jovens. "Os chefes das equipes devem acompanhar sempre o menor, para a competição, treino, policlínica ou atividade de lazer", explica.

Rayan Victor Dutra tem 17 anos e está no 3º ano do Ensino Médio no colégio Isabela Hendrix, em Belo Horizonte. Ele estuda de manhã e treina ginástica de trampolim no Minas Tênis Clube. Para ir ao Pan, Rayan precisou da autorização da mãe para viajar, o que acontece com todos eles.

Para a arqueira Ana Luiza Caetano, ser um atleta precoce tem dois lados. "A gente chega sem uma pressão muito grande. Por outro lado, temos de mostrar evolução", diz a menina de 16 anos de Maricá (RJ).

Afirmar que Ana Luiza é arqueira é apenas meia verdade. Velejadora desde criança, ela teve de abrir mão de muita festinha e passeio no shopping com os amigos - quase todos os atletas adolescentes lamentam isso. Para compensar, Ana criou um diário de bordo. Os editores amigos do seu avô gostaram e publicaram o título "Bons Ventos: Diário de Aventuras Iradas". Logo veio "Eureka", volume paradidático que aborda os valores olímpicos, folclore brasileiro e a conscientização ambiental.

Marcelo Roriz, chefe da delegação do Tiro com Arco, que integra Ana Luiza, valoriza a presença dos jovens. "É preciso entender que os jovens têm ansiedade e vontade grandes. Isso não pode extrapolar para não prejudicar o desempenho. Fazemos uma mescla com os mais experientes e transmitimos calma e tranquilidade, sem que eles percam essa vontade, que é muito boa", avalia.

Ana Beatriz Mantellato leva adiante a paixão familiar pelo polo aquático. Os pais, Nilson e Ana Cristina, jogaram na seleção; a irmã, Gabriela, disputou os Jogos no Rio-216. A adolescente de 16 anos não leva uma vida de adolescente de 16 anos. Ela estuda em um colégio bilíngue em período integral e treina no Clube Paineiras do Morumby. "Ela não tem tempo de ser adolescente. Isso preocupa um pouco a gente. Mas a vida do atleta de ponta é assim", diz a mãe.

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