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Professor aposentado foge da abstenção

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Aos 94 anos, espanhol naturalizado brasileiro faz biometria e quer exercer cidadania do voto


Daniel Tossato
Diário do Grande ABC

04/08/2019 | 07:00


Aos 94 anos, Pedro Regalado Azpilicueta Galdeano está na contramão da desilusão do eleitor no Brasil. Enquanto a cada pleito aumenta o volume de votos brancos, nulos e abstenções – em 2018 esse índice chegou a aproximadamente 40% do eleitorado –, ele, que é espanhol naturalizado brasileiro, faz questão de exercer sua cidadania por meio do voto nas urnas.

No mês passado, Galdeano foi à 306ª Zona Eleitoral, em Santo André, realizar a biometria. Ele se mudou há poucas semanas para o bairro Santa Maria – vivia, desde 1958, em Mogi das Cruzes – com disposição de conhecer a política andreense. Diz que vai pesquisar sobre as figuras locais com a missão de votar em um prefeiturável e em um postulante a vereador em 2020, quando terá 95 anos de vida.
Professor de sociologia, filosofia e história, Galdeano mora no Brasil há 61 anos – ele é natural da cidade de Navarra. Se naturalizou em 1982, quando aconteceram as primeiras eleições diretas para prefeito e vereadores no País desde 1964, quando foi instalado o regime militar (que vigorou até 1985). Ele lecionou até os 70 anos e, quando se aposentou, não abandonou o direito a voto. No Brasil, pessoas com mais de 65 anos não são obrigadas a votar.

“Sempre pesquisava os candidatos e suas propostas para prefeito e vereadores. Acredito que isso seja de extrema importância para a política”, sustenta Galdeano, sem revelar sua preferência de voto.

Segundo o professor aposentado, a vontade de sempre participar da política é o que o move a seguir até a urna para depositar seus votos. Mesmo em idade avançada, ele se dirige ao colégio eleitoral sozinho, sem ajuda na locomoção ou na hora de digitar os votos na urna eletrônica. “Só não votei no ano passado porque estava fora de minha cidade”, discorre.

Em Mogi das Cruzes, Galdeano conta que sempre acompanhou o Legislativo e Executivo com olhos atentos e críticos de professor. Além disso, sugeria às pessoas para que escolhessem os políticos com consciência. “Eu falava para os eleitores não escolhessem seus candidatos por proximidades como amizade, por exemplo, tanto para os cargos de vereadores como para prefeito.”

Ainda tateando o cenário da política em Santo André, ele tem acompanhado muito o panorama nacional e faz um alerta: “Mesmo que não consiga opinar no momento (sobre essa seara), eu tenho esperança e torço para um Brasil melhor”, declara.

IDOSOS NA URNA - Segundo dados registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em 2018 – quando foi realizada a última eleição no Brasil, onde foram escolhidos o presidente, governadores, senadores, deputados estaduais e federais –, pessoas com idade acima de 70 anos, que não têm obrigação de votar, somavam mais de 12 milhões de eleitores, aumento de 11% em comparação às eleições de 2014, quando 10.824.810 idosos podiam votar. 



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Professor aposentado foge da abstenção

Aos 94 anos, espanhol naturalizado brasileiro faz biometria e quer exercer cidadania do voto

Daniel Tossato
Diário do Grande ABC

04/08/2019 | 07:00


Aos 94 anos, Pedro Regalado Azpilicueta Galdeano está na contramão da desilusão do eleitor no Brasil. Enquanto a cada pleito aumenta o volume de votos brancos, nulos e abstenções – em 2018 esse índice chegou a aproximadamente 40% do eleitorado –, ele, que é espanhol naturalizado brasileiro, faz questão de exercer sua cidadania por meio do voto nas urnas.

No mês passado, Galdeano foi à 306ª Zona Eleitoral, em Santo André, realizar a biometria. Ele se mudou há poucas semanas para o bairro Santa Maria – vivia, desde 1958, em Mogi das Cruzes – com disposição de conhecer a política andreense. Diz que vai pesquisar sobre as figuras locais com a missão de votar em um prefeiturável e em um postulante a vereador em 2020, quando terá 95 anos de vida.
Professor de sociologia, filosofia e história, Galdeano mora no Brasil há 61 anos – ele é natural da cidade de Navarra. Se naturalizou em 1982, quando aconteceram as primeiras eleições diretas para prefeito e vereadores no País desde 1964, quando foi instalado o regime militar (que vigorou até 1985). Ele lecionou até os 70 anos e, quando se aposentou, não abandonou o direito a voto. No Brasil, pessoas com mais de 65 anos não são obrigadas a votar.

“Sempre pesquisava os candidatos e suas propostas para prefeito e vereadores. Acredito que isso seja de extrema importância para a política”, sustenta Galdeano, sem revelar sua preferência de voto.

Segundo o professor aposentado, a vontade de sempre participar da política é o que o move a seguir até a urna para depositar seus votos. Mesmo em idade avançada, ele se dirige ao colégio eleitoral sozinho, sem ajuda na locomoção ou na hora de digitar os votos na urna eletrônica. “Só não votei no ano passado porque estava fora de minha cidade”, discorre.

Em Mogi das Cruzes, Galdeano conta que sempre acompanhou o Legislativo e Executivo com olhos atentos e críticos de professor. Além disso, sugeria às pessoas para que escolhessem os políticos com consciência. “Eu falava para os eleitores não escolhessem seus candidatos por proximidades como amizade, por exemplo, tanto para os cargos de vereadores como para prefeito.”

Ainda tateando o cenário da política em Santo André, ele tem acompanhado muito o panorama nacional e faz um alerta: “Mesmo que não consiga opinar no momento (sobre essa seara), eu tenho esperança e torço para um Brasil melhor”, declara.

IDOSOS NA URNA - Segundo dados registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em 2018 – quando foi realizada a última eleição no Brasil, onde foram escolhidos o presidente, governadores, senadores, deputados estaduais e federais –, pessoas com idade acima de 70 anos, que não têm obrigação de votar, somavam mais de 12 milhões de eleitores, aumento de 11% em comparação às eleições de 2014, quando 10.824.810 idosos podiam votar. 

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