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Volta da inflação pode reduzir valor real das dívidas



22/03/2009 | 07:10


O economista Charles Calomiris, professor de Finanças da Universidade de Columbia, em Nova York, não vê nenhuma luz no fim do túnel a curto prazo para crise econômica global. Em dois a três anos, porém, ele tem esperança de que a política de "relaxamento quantitativo" do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) tire a economia dos Estados Unidos do que ele chama de ‘recessão financeira'.

A forma como isso pode ocorrer, porém, é com a volta de uma velha inimiga, a inflação, que reduz o valor real das dívidas, e assim pode tirar consumidores e empresas americanos do atoleiro.

O relaxamento quantitativo ocorre quando, com a taxa de juros já colada em zero, só resta aos bancos centrais a hipótese de inundar a economia de dinheiro. Isso é feito com a compra maciça de títulos em poder do público. Assim, Calomiris considera que a melhor notícia recente, em relação à crise financeira global, foi o anúncio do Fed de que vai comprar US$ 300 bilhões em títulos do Tesouro americano e prosseguir ampliando sua trilionária expansão monetária.

"Nós vivemos tempos muitos estranhos, e pode ser até que o Fed, em última instância, tome uma decisão consciente de inflacionar a economia", disse o economista.

Em relação ao saneamento bancário, porém, que considera crucial para resolver a crise a curto prazo, Calomiris é totalmente cético. Ele acha que não vão funcionar os complexos planos do secretário do Tesouro, Timothy Geithner, que envolvem a ampliação do uso da linha de US$ 1 trilhão do Fed para comprar ativos de crédito e dar liquidez a segmentos travados do sistema financeiro e os fundos de investimento público-privados que comprarão ativos tóxicos.

O problema básico, para o professor, é que se criou um clima antissistema bancário na opinião pública dos Estados Unidos que tirou os incentivos para que o governo do presidente Barack Obama e o Congresso tomem de fato as iniciativas para resolver o problema. "O grande constrangimento político é que as pessoas odeiam os bancos e qualquer coisas que vá realmente ajudá-los será muito impopular."



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Volta da inflação pode reduzir valor real das dívidas


22/03/2009 | 07:10


O economista Charles Calomiris, professor de Finanças da Universidade de Columbia, em Nova York, não vê nenhuma luz no fim do túnel a curto prazo para crise econômica global. Em dois a três anos, porém, ele tem esperança de que a política de "relaxamento quantitativo" do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) tire a economia dos Estados Unidos do que ele chama de ‘recessão financeira'.

A forma como isso pode ocorrer, porém, é com a volta de uma velha inimiga, a inflação, que reduz o valor real das dívidas, e assim pode tirar consumidores e empresas americanos do atoleiro.

O relaxamento quantitativo ocorre quando, com a taxa de juros já colada em zero, só resta aos bancos centrais a hipótese de inundar a economia de dinheiro. Isso é feito com a compra maciça de títulos em poder do público. Assim, Calomiris considera que a melhor notícia recente, em relação à crise financeira global, foi o anúncio do Fed de que vai comprar US$ 300 bilhões em títulos do Tesouro americano e prosseguir ampliando sua trilionária expansão monetária.

"Nós vivemos tempos muitos estranhos, e pode ser até que o Fed, em última instância, tome uma decisão consciente de inflacionar a economia", disse o economista.

Em relação ao saneamento bancário, porém, que considera crucial para resolver a crise a curto prazo, Calomiris é totalmente cético. Ele acha que não vão funcionar os complexos planos do secretário do Tesouro, Timothy Geithner, que envolvem a ampliação do uso da linha de US$ 1 trilhão do Fed para comprar ativos de crédito e dar liquidez a segmentos travados do sistema financeiro e os fundos de investimento público-privados que comprarão ativos tóxicos.

O problema básico, para o professor, é que se criou um clima antissistema bancário na opinião pública dos Estados Unidos que tirou os incentivos para que o governo do presidente Barack Obama e o Congresso tomem de fato as iniciativas para resolver o problema. "O grande constrangimento político é que as pessoas odeiam os bancos e qualquer coisas que vá realmente ajudá-los será muito impopular."

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