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Cortejo de artistas questiona teatrão


Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

24/11/2009 | 07:00


Quem circular na manhã de hoje pelo Centro de São Bernardo poderá conferir inusitado cortejo conduzido por mulher abandonada no altar. Trata-se da performance "Era uma Vez...uma Noiva", encenada pelo Coletivo Ambulante, grupo que questiona os valores do teatro dedicado à fácil assimilação.

Às 10h, os atores saem da Rua Marechal Deodoro em direção à Praça da Matriz, caminhada que deve durar, aproximadamente, duas horas. A performance, já conferida pelo público da Virada Cultural de São Bernardo - evento promovido em maio -, baseia-se na obra Espelho no Espelho: um Labirinto, do escritor alemão Michael Ende.

A atriz, dramaturga, musicista e performer Cibele Mateus interpreta a protagonista. "O livro do Michael tem uma visão surrealista e trabalha com o universo dos arquétipos. Em todas as culturas, entre pessoas pobres ou ricas, há uma visão sobre a noiva", explica a atriz Mariana Vilela.

Durante o percurso, a personagem sofrerá variações de comportamento, da alegria pelo matrimônio ao desencanto seguinte à descoberta de que foi largada na porta do altar.

Conforme a artista, há outros dois personagens complementares: a Sombra (Cris Abreu) e a Velha (interpretada por Mariana). "São os três lados dessa mesma mulher", ressalta a atriz.

‘TEATRÃO' - O Coletivo Ambulante conta ainda com Soraya Bento (atriz), Elza Martins (atriz, psicóloga e artista plástica) e Leonardo Andrade (jornalista, poeta, ator e músico).

Em seus trabalhos, o grupo investe no experimentalismo e critica produções superficiais encenadas por atores famosos (popularmente conhecidas como teatrão). Ao mesmo tempo, deixa claro que não pretende limitar-se a o hermetismo e a plateias elitizadas. Por conta disso, Era uma Vez...uma Noiva representa uma busca por linguagem original e é definido por Mariana como work in process.

"É muito importante para nós a comunicação com o público", afirma Mariana.



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Cortejo de artistas questiona teatrão

Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

24/11/2009 | 07:00


Quem circular na manhã de hoje pelo Centro de São Bernardo poderá conferir inusitado cortejo conduzido por mulher abandonada no altar. Trata-se da performance "Era uma Vez...uma Noiva", encenada pelo Coletivo Ambulante, grupo que questiona os valores do teatro dedicado à fácil assimilação.

Às 10h, os atores saem da Rua Marechal Deodoro em direção à Praça da Matriz, caminhada que deve durar, aproximadamente, duas horas. A performance, já conferida pelo público da Virada Cultural de São Bernardo - evento promovido em maio -, baseia-se na obra Espelho no Espelho: um Labirinto, do escritor alemão Michael Ende.

A atriz, dramaturga, musicista e performer Cibele Mateus interpreta a protagonista. "O livro do Michael tem uma visão surrealista e trabalha com o universo dos arquétipos. Em todas as culturas, entre pessoas pobres ou ricas, há uma visão sobre a noiva", explica a atriz Mariana Vilela.

Durante o percurso, a personagem sofrerá variações de comportamento, da alegria pelo matrimônio ao desencanto seguinte à descoberta de que foi largada na porta do altar.

Conforme a artista, há outros dois personagens complementares: a Sombra (Cris Abreu) e a Velha (interpretada por Mariana). "São os três lados dessa mesma mulher", ressalta a atriz.

‘TEATRÃO' - O Coletivo Ambulante conta ainda com Soraya Bento (atriz), Elza Martins (atriz, psicóloga e artista plástica) e Leonardo Andrade (jornalista, poeta, ator e músico).

Em seus trabalhos, o grupo investe no experimentalismo e critica produções superficiais encenadas por atores famosos (popularmente conhecidas como teatrão). Ao mesmo tempo, deixa claro que não pretende limitar-se a o hermetismo e a plateias elitizadas. Por conta disso, Era uma Vez...uma Noiva representa uma busca por linguagem original e é definido por Mariana como work in process.

"É muito importante para nós a comunicação com o público", afirma Mariana.

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