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Exposiçao mistura papel e jóias


Everaldo Fioravante
Especial para o Diário

09/09/2000 | 15:39


O Espaço Cultural Citibank, na avenida Paulista, em Sao Paulo, apresenta as mostras O Papel da Mao, de Miriam Rigout, artista plástica do Grande ABC, e O Caminho das Pedras, da designer de jóias Bialice Duarte, até o dia 22 deste mês, com entrada franca.  

Miriam mostra 23 objetos escultóricos de formas geométricas (círculos e quadrados) em que utiliza a técnica milenar de papel machê - todos os trabalhos têm o formato de 80 cm x 80 cm. Essa é a primeira exposiçao da artista.  

Já Bialice apresenta 20 jóias (como anéis, colares e brincos) em fios de ouro e pedras, como ametista e topázio imperial. Neste ano, a designer foi uma das vencedoras do concurso De Beers Diamond International Awards 2000 - Design do Milenium, com uma jóia premiada em desfile no Museu do Louvre, em Paris, na França.  

"As duas exposiçoes dialogam na medida em que nós usamos materiais recicláveis. Eu uso o papel machê e a Bialice utiliza o ouro. O que é mais reciclável do que o papel e o ouro?", argumenta Miriam.

Miriam, 53 anos, além de elaborar belos trabalhos, colabora com o meio ambiente. "Nos fins de tarde, recolho papéis usados em escritório. Eles sao melhores que os de jornal ou revista, pois soltam menos tinta, possibilitando uma tonalidade mais limpa e clara ao papel machê", conta. Suas obras utilizam diferentes matérias-primas, de acordo com os tons que a artista deseja atingir. "Para as peças em tons de marrom, utilizo caixas de papelao. Para as brancas, uso o papel de escritório. Na série intitulada Ocritudes, que pode ser vista nesta exposiçao, utilizo ocres (argila colorida) de origem francesa - um pigmento natural que uso para dar acabamento às peças", fala Miriam.  

Quando questionada a respeito de conceitos, ela é direta: "A grande mensagem é o prazer estético - os trabalhos sao para as pessoas verem e tocarem. Quero que a obra fale por si. Meu prazer é fazer e reciclar", argumenta. Para finalizar uma obra como as expostas, a artista precisa de um mês. Elas sao detalhadas com espécies de mosaicos que saem para fora do plano, ou por traços, que penetram no suporte.  

Ainda segundo a artista, o que a atrai no papel machê é a possibilidade do material assumir diversas texturas, que convidam ao toque: "Posso deixá-lo parecendo cerâmica, pedra, entre diversas outras alternativas possíveis".  Uma de suas obras já foi vista em uma revista de decoraçao, em maio deste ano, num ambiente concebido pelo conceituado arquiteto baiano David Bastos.  

Sobre a idéia da exposiçao, Miriam diz: "Saí com meus trabalhos literalmente embaixo do braço e os apresentei para o pessoal do Espaço Cultural Citibank. Eles aceitaram na hora, e assim nasceu a mostra. É um local muito atraente e tenho recebido retornos muito calorosos. Além do mais, circulam pelo espaço cerca de 4 mil pessoas por dia".  

Um dos fatores para que Miriam utilize o papel machê é a versatilidade do material. "Posso confeccioná-lo em qualquer lugar e nao é necessário uma grande infra-estrutura", comenta. 

A artista nasceu e foi criada em Santo André. Estudou na Escola Estadual Dr. Américo Brasiliense e se formou em Ciências Sociais pela Fundaçao Santo André. Há 18 anos mora em Ribeirao Pires. Atualmente, o trabalho que mais motiva Miriam é uma série de círculos, menores dos que estao na mostra: "É para que a Prefeitura de Santo André os utilize como souvenir da cidade". Quem se interessar em adquirir obras de Miriam Rigout deve entrar em contato com a artista por meio do telefone 3064-4324.

O Papel da Mao/O Caminho das Pedras - Exposiçoes de Miriam Rigout e Bialice Duarte. No Espaço Cultural Citibank - avenida Paulista, 1.111, Sao Paulo. De segunda a sexta, das 9h às 18h, e sábado e domingo, das 10h às 17h. Entrada franca. Até o dia 22.



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Exposiçao mistura papel e jóias

Everaldo Fioravante
Especial para o Diário

09/09/2000 | 15:39


O Espaço Cultural Citibank, na avenida Paulista, em Sao Paulo, apresenta as mostras O Papel da Mao, de Miriam Rigout, artista plástica do Grande ABC, e O Caminho das Pedras, da designer de jóias Bialice Duarte, até o dia 22 deste mês, com entrada franca.  

Miriam mostra 23 objetos escultóricos de formas geométricas (círculos e quadrados) em que utiliza a técnica milenar de papel machê - todos os trabalhos têm o formato de 80 cm x 80 cm. Essa é a primeira exposiçao da artista.  

Já Bialice apresenta 20 jóias (como anéis, colares e brincos) em fios de ouro e pedras, como ametista e topázio imperial. Neste ano, a designer foi uma das vencedoras do concurso De Beers Diamond International Awards 2000 - Design do Milenium, com uma jóia premiada em desfile no Museu do Louvre, em Paris, na França.  

"As duas exposiçoes dialogam na medida em que nós usamos materiais recicláveis. Eu uso o papel machê e a Bialice utiliza o ouro. O que é mais reciclável do que o papel e o ouro?", argumenta Miriam.

Miriam, 53 anos, além de elaborar belos trabalhos, colabora com o meio ambiente. "Nos fins de tarde, recolho papéis usados em escritório. Eles sao melhores que os de jornal ou revista, pois soltam menos tinta, possibilitando uma tonalidade mais limpa e clara ao papel machê", conta. Suas obras utilizam diferentes matérias-primas, de acordo com os tons que a artista deseja atingir. "Para as peças em tons de marrom, utilizo caixas de papelao. Para as brancas, uso o papel de escritório. Na série intitulada Ocritudes, que pode ser vista nesta exposiçao, utilizo ocres (argila colorida) de origem francesa - um pigmento natural que uso para dar acabamento às peças", fala Miriam.  

Quando questionada a respeito de conceitos, ela é direta: "A grande mensagem é o prazer estético - os trabalhos sao para as pessoas verem e tocarem. Quero que a obra fale por si. Meu prazer é fazer e reciclar", argumenta. Para finalizar uma obra como as expostas, a artista precisa de um mês. Elas sao detalhadas com espécies de mosaicos que saem para fora do plano, ou por traços, que penetram no suporte.  

Ainda segundo a artista, o que a atrai no papel machê é a possibilidade do material assumir diversas texturas, que convidam ao toque: "Posso deixá-lo parecendo cerâmica, pedra, entre diversas outras alternativas possíveis".  Uma de suas obras já foi vista em uma revista de decoraçao, em maio deste ano, num ambiente concebido pelo conceituado arquiteto baiano David Bastos.  

Sobre a idéia da exposiçao, Miriam diz: "Saí com meus trabalhos literalmente embaixo do braço e os apresentei para o pessoal do Espaço Cultural Citibank. Eles aceitaram na hora, e assim nasceu a mostra. É um local muito atraente e tenho recebido retornos muito calorosos. Além do mais, circulam pelo espaço cerca de 4 mil pessoas por dia".  

Um dos fatores para que Miriam utilize o papel machê é a versatilidade do material. "Posso confeccioná-lo em qualquer lugar e nao é necessário uma grande infra-estrutura", comenta. 

A artista nasceu e foi criada em Santo André. Estudou na Escola Estadual Dr. Américo Brasiliense e se formou em Ciências Sociais pela Fundaçao Santo André. Há 18 anos mora em Ribeirao Pires. Atualmente, o trabalho que mais motiva Miriam é uma série de círculos, menores dos que estao na mostra: "É para que a Prefeitura de Santo André os utilize como souvenir da cidade". Quem se interessar em adquirir obras de Miriam Rigout deve entrar em contato com a artista por meio do telefone 3064-4324.

O Papel da Mao/O Caminho das Pedras - Exposiçoes de Miriam Rigout e Bialice Duarte. No Espaço Cultural Citibank - avenida Paulista, 1.111, Sao Paulo. De segunda a sexta, das 9h às 18h, e sábado e domingo, das 10h às 17h. Entrada franca. Até o dia 22.

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