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Minas ameaçam Moçambique após fortes chuvas


Do Diário do Grande ABC

09/03/2000 | 10:33


Depois das inundaçoes e dos riscos de epidemias, as minas antipessoais sao uma nova ameaça para a populaçao de Moçambique, um vez que as águas deslocaram as minas do lugar.

Atualmente há entre 350 mil e 1 milhao de minas em Moçambique, segundo Robert Quirion, coordenador em Moçambique do programa de desativaçao de minas da ONG francesa Handicap Internacional.

As minas foram plantadas durante a guerra civil que durou 16 anos e terminou em 1992. Os soldados do governo e os rebeldes da Resistência Nacional de Moçambique (Renamo), plantaram as minas.

Quirion diz que a água nao tornou as minas inofensivas; ao contrário, a umidade pode ter desestabilizado o explosivo, que poderia detonar a qualquer momento. Ele disse que ``nao se pode esquecer o perigo que as minas representam e que agora elas podem estar em áreas consideradas seguras''.

Em 1994, foi feito um programa de localizaçao de minas e definiçao das zonas minadas, que estao principalmente nas áreas rurais. Cerca de 2000 pessoas trabalham nesta quinta-feira na busca e desativaçao de minas no país. A organizaçao humanitária Handicap Internacional prepara uma campanha de educaçao para as pessoas que deixaram as casas, para esclarecer sobre os riscos de minas deslocadas pela água.

O ministro das Relaçoes Exteriores Leonardo Simao disse que o governo de Moçambique também vai lançar um programa para desativar minas. O presidente do país, Joaquim Chissano, explicou que os artefatos foram feitos para resistir a água e sao uma nova ameaça ao povo que já corre risco de sofrer epidemias. Chissano disse que ``um milhao de pessoas estao em perigo por causa de doenças como cólera e impaludismo''.

De acordo com o balanço parcial da tragédia, divulgado por Chissano, até agora sao 212 os mortos por causa das inundaçoes. Mas um porta-voz do Fundo da ONU para a Infância (Unicef), Ian McLeod, disse que o número final de mortos será bem maior. Ele disse que ``sem dúvida ainda serao encontrados milhares de mortos''.



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Minas ameaçam Moçambique após fortes chuvas

Do Diário do Grande ABC

09/03/2000 | 10:33


Depois das inundaçoes e dos riscos de epidemias, as minas antipessoais sao uma nova ameaça para a populaçao de Moçambique, um vez que as águas deslocaram as minas do lugar.

Atualmente há entre 350 mil e 1 milhao de minas em Moçambique, segundo Robert Quirion, coordenador em Moçambique do programa de desativaçao de minas da ONG francesa Handicap Internacional.

As minas foram plantadas durante a guerra civil que durou 16 anos e terminou em 1992. Os soldados do governo e os rebeldes da Resistência Nacional de Moçambique (Renamo), plantaram as minas.

Quirion diz que a água nao tornou as minas inofensivas; ao contrário, a umidade pode ter desestabilizado o explosivo, que poderia detonar a qualquer momento. Ele disse que ``nao se pode esquecer o perigo que as minas representam e que agora elas podem estar em áreas consideradas seguras''.

Em 1994, foi feito um programa de localizaçao de minas e definiçao das zonas minadas, que estao principalmente nas áreas rurais. Cerca de 2000 pessoas trabalham nesta quinta-feira na busca e desativaçao de minas no país. A organizaçao humanitária Handicap Internacional prepara uma campanha de educaçao para as pessoas que deixaram as casas, para esclarecer sobre os riscos de minas deslocadas pela água.

O ministro das Relaçoes Exteriores Leonardo Simao disse que o governo de Moçambique também vai lançar um programa para desativar minas. O presidente do país, Joaquim Chissano, explicou que os artefatos foram feitos para resistir a água e sao uma nova ameaça ao povo que já corre risco de sofrer epidemias. Chissano disse que ``um milhao de pessoas estao em perigo por causa de doenças como cólera e impaludismo''.

De acordo com o balanço parcial da tragédia, divulgado por Chissano, até agora sao 212 os mortos por causa das inundaçoes. Mas um porta-voz do Fundo da ONU para a Infância (Unicef), Ian McLeod, disse que o número final de mortos será bem maior. Ele disse que ``sem dúvida ainda serao encontrados milhares de mortos''.

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