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Decifrando o mandarim

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Aulas de língua oriental na grade curricular ampliam conhecimento de alunos em Santo André


Tauana Marin
Diário do Grande ABC

29/09/2019 | 07:00


Estudar outro idioma que não seja a Língua Portuguesa nos faz descobrir particularidades de uma cultura e abrir nossa mente para inúmeras informações. Quando pensamos em aprender outra língua logo vem à mente o inglês ou espanhol, seguidos do francês ou italiano. Mas alunos de Santo André fogem à regra e aprendem o mandarim, vocabulário utilizado na China. “A primeira vez que vi aqueles símbolos fiquei assustada, porque no início tudo o que aprendemos é difícil. Mas, com o tempo, a gente vê que cada ‘risquinho’ na construção da linguagem chinesa tem um sentido e um passo a passo. Hoje, já entendo coisas que jamais poderia sonhar em saber”, sinaliza Helena Mietti, 12 anos, que cursa o 6º ano do ensino fundamental no Centro Educacional Solaris, com endereço em Santo André.

Um dos recursos utilizados para ampliar o número de palavras é o aplicativo no celular, que, como vocabulário, informa o significado dos símbolos nele desenhados.

A sua amiga de sala Rafaela Lamussi, 11, conta que escrever, desenhar os caracteres (assim chamados os símbolos) é mais complexo do que falar e ouvir os sons e pronúncias. “Os livros ajudam muito nessa etapa porque trazem a tradução das coisas, das palavras e vamos assimilando. Isso vale para revistas chinesas e dicionário.”

Para o curioso Emanuel Baruc dos Passos, 12, o único contato com o universo chinês eram os games, mangás e desenhos animados, como o Dragon Ball Z. “Já temos na nossa grade o inglês e o espanhol, mas, quando soube que iria aprender o mandarim fiquei ansioso porque parece muito difícil, e é. Estou satisfeito com o que já aprendi porque, se for para a China, já não morro de fome. Sei pedir comida e dizer o que gosto de comer”, brinca. O amigo Ryan Henrique Santiago, 13, acredita que as músicas que o professor apresenta em sala de aula o ajudam no entendimento. “Aprendi também que lá as pessoas respeitam muito os mais velhos. Tenho vontade de viajar para lá e conhecer a Muralha (da China), símbolo do país. E acredito que saber falar em chinês vai abrir portas para mim quando eu começar a trabalhar, porque não é comum. Estou tendo uma boa oportunidade.”

Mandarim é rico em vocabulário e detalhes

A língua chinesa é muito rica. Em média, para quem possui um entendimento básico, sabe, ao menos, 2.000 caracteres (símbolos desenhados que constroem palavras, frases, textos). Já os chineses mais cultos, com conhecimento mais erudito, sabe, em média, até 6.000. Mas há estudos que dizem que o universo do mandarim reúne até 80 mil símbolos.

Cada caracter tem um passo a passo de como deve ser desenhado, caso contrário, o sentido da palavra pode ficar distorcido.
Na China o mandarim é a língua oficial, no entanto, há outros dialetos dependendo das regiões do país – os quais, por sua vez, possuem características únicas. Isso é mais comum em áreas mais afastadas. O inglês também é falado no país oridental, já que os chineses da nova geração já aprendem a língua considerada universal nas escolas, o que não acontece com os mais velhos. O dialeto chinês também é o falado em Taiwan, Singapura e Hong Kong.

O fato é que com a vinda de empresas chinesas ao Brasil, principalmente ao Estado de São Paulo, e o crescimento da importância internacional da China nas relações comerciais e políticas, conhecer a língua se torna um diferencial para quem, em alguns anos, estará no mercado de trabalho. Além de expandir os conhecimentos, quem estuda o mandarim faz uma bela ‘ginástica’ com o cérebro, pois os símbolos acabam exercitando a memória e habilidades manuais.

Consultoria de Dherek Rinaldi Cabral, professor de mandarim do Centro Educacional Solaris, de Santo André.
 



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Decifrando o mandarim

Aulas de língua oriental na grade curricular ampliam conhecimento de alunos em Santo André

Tauana Marin
Diário do Grande ABC

29/09/2019 | 07:00


Estudar outro idioma que não seja a Língua Portuguesa nos faz descobrir particularidades de uma cultura e abrir nossa mente para inúmeras informações. Quando pensamos em aprender outra língua logo vem à mente o inglês ou espanhol, seguidos do francês ou italiano. Mas alunos de Santo André fogem à regra e aprendem o mandarim, vocabulário utilizado na China. “A primeira vez que vi aqueles símbolos fiquei assustada, porque no início tudo o que aprendemos é difícil. Mas, com o tempo, a gente vê que cada ‘risquinho’ na construção da linguagem chinesa tem um sentido e um passo a passo. Hoje, já entendo coisas que jamais poderia sonhar em saber”, sinaliza Helena Mietti, 12 anos, que cursa o 6º ano do ensino fundamental no Centro Educacional Solaris, com endereço em Santo André.

Um dos recursos utilizados para ampliar o número de palavras é o aplicativo no celular, que, como vocabulário, informa o significado dos símbolos nele desenhados.

A sua amiga de sala Rafaela Lamussi, 11, conta que escrever, desenhar os caracteres (assim chamados os símbolos) é mais complexo do que falar e ouvir os sons e pronúncias. “Os livros ajudam muito nessa etapa porque trazem a tradução das coisas, das palavras e vamos assimilando. Isso vale para revistas chinesas e dicionário.”

Para o curioso Emanuel Baruc dos Passos, 12, o único contato com o universo chinês eram os games, mangás e desenhos animados, como o Dragon Ball Z. “Já temos na nossa grade o inglês e o espanhol, mas, quando soube que iria aprender o mandarim fiquei ansioso porque parece muito difícil, e é. Estou satisfeito com o que já aprendi porque, se for para a China, já não morro de fome. Sei pedir comida e dizer o que gosto de comer”, brinca. O amigo Ryan Henrique Santiago, 13, acredita que as músicas que o professor apresenta em sala de aula o ajudam no entendimento. “Aprendi também que lá as pessoas respeitam muito os mais velhos. Tenho vontade de viajar para lá e conhecer a Muralha (da China), símbolo do país. E acredito que saber falar em chinês vai abrir portas para mim quando eu começar a trabalhar, porque não é comum. Estou tendo uma boa oportunidade.”

Mandarim é rico em vocabulário e detalhes

A língua chinesa é muito rica. Em média, para quem possui um entendimento básico, sabe, ao menos, 2.000 caracteres (símbolos desenhados que constroem palavras, frases, textos). Já os chineses mais cultos, com conhecimento mais erudito, sabe, em média, até 6.000. Mas há estudos que dizem que o universo do mandarim reúne até 80 mil símbolos.

Cada caracter tem um passo a passo de como deve ser desenhado, caso contrário, o sentido da palavra pode ficar distorcido.
Na China o mandarim é a língua oficial, no entanto, há outros dialetos dependendo das regiões do país – os quais, por sua vez, possuem características únicas. Isso é mais comum em áreas mais afastadas. O inglês também é falado no país oridental, já que os chineses da nova geração já aprendem a língua considerada universal nas escolas, o que não acontece com os mais velhos. O dialeto chinês também é o falado em Taiwan, Singapura e Hong Kong.

O fato é que com a vinda de empresas chinesas ao Brasil, principalmente ao Estado de São Paulo, e o crescimento da importância internacional da China nas relações comerciais e políticas, conhecer a língua se torna um diferencial para quem, em alguns anos, estará no mercado de trabalho. Além de expandir os conhecimentos, quem estuda o mandarim faz uma bela ‘ginástica’ com o cérebro, pois os símbolos acabam exercitando a memória e habilidades manuais.

Consultoria de Dherek Rinaldi Cabral, professor de mandarim do Centro Educacional Solaris, de Santo André.
 

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