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Demitido, Jair culpa demora na chegada de reforços por resultados ruins do Santos

Reprodução/Instagram  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


24/07/2018 | 00:37


Demitido do comando do Santos nesta segunda-feira, Jair Ventura tentou adotar um tom de resignação ao comentar a sua saída do clube. Ele evitou criticar o presidente José Carlos Peres, mas também reclamou das mudanças que o elenco passou no início da temporada, usando esse "desmanche" como fator que dificultou o seu trabalho.

"Se você pegar o time do ano passado e comparar com o deste ano, teve jogo que eu tive só dois titulares do ano passado. Não foi uma perda durante a competição, mas de um ano para o outro. Foram 23 jogadores que saíram e chegaram só três", afirmou o treinador em entrevista ao SporTV.

Terceiro colocado no Campeonato Brasileiro de 2017, o Santos perdeu alguns dos seus principais jogadores ao fim da temporada, como Ricardo Oliveira, que se transferiu ao Atlético Mineiro, e Lucas Lima, que foi ao Palmeiras. Além disso, o lateral Zeca deixou o clube na reta final do torneio, tentando se desligar através da Justiça. Assim, o treinador, que chegou após bom trabalho no Botafogo, não teve grandes nomes à sua disposição.

Jair lembrou, também, que o Santos demorou a realizar contratações nesta temporada. Apenas Dodô, Gabriel Barbosa e Eduardo Sasha chegaram ao time no primeiro semestre, além de Romário, que já deixou a Vila Belmiro. E os estrangeiros Carlos Sánchez e Bryan Ruiz só foram anunciados nos últimos dias, ainda nem tendo estreado pelo time.

O treinador ressaltou que durante todo o período em que esteve à frente do Santos, buscou um substituto para Lucas Lima, mas não teve êxito na utilização de diferentes jogadores na função de camisa 10, como Vecchio, Jean Mota e Diogo Vitor.

"O Santos repôs a saída do Lucas Lima? Não. Repôs a perda do Ricardo Oliveira? Não. Esses dois foram responsáveis por 50% dos gols da equipe em 2017. A verdade é que a gente não tinha um jogador para municiar os atacantes", declarou o agora ex-treinador santista, demitido um dia após empate por 0 a 0 com a Chapecoense.

Sob o comando de Jair, que assumiu o time em janeiro, o Santos foi eliminado nas semifinais do Campeonato Paulista e ocupa apenas o 15º lugar no Brasileirão, mas está classificado às oitavas de final da Libertadores e às quartas da Copa do Brasil. Em 39 jogos, o time somou 14 vitórias, dez empates e 15 derrotas, mas, mesmo com esses números ruins, ele defendeu o seu trabalho.

"No Brasileiro não estávamos bem, mas alcançamos todos os nossos objetivos nos outros torneios. Nós nos classificamos na Libertadores, na Copa do Brasil, e há espaço para recuperação no Brasileiro. O Santos vai evoluir e não vai cair", assegurou o treinador, que deixou o time em 15º lugar no Brasileirão, apenas um ponto acima da zona de rebaixamento.

Jair, porém, evitou criticar Peres, avaliando que a pressão era grande para demiti-lo já há algum tempo. "Ele não conseguiu me segurar, não foi culpa do presidente, a pressão era grande", afirmou o treinador. "Quero agradecer ao Santos. Não tenho mágoa nenhuma", concluiu, exibindo certa resignação com a sua demissão.



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Demitido, Jair culpa demora na chegada de reforços por resultados ruins do Santos


24/07/2018 | 00:37


Demitido do comando do Santos nesta segunda-feira, Jair Ventura tentou adotar um tom de resignação ao comentar a sua saída do clube. Ele evitou criticar o presidente José Carlos Peres, mas também reclamou das mudanças que o elenco passou no início da temporada, usando esse "desmanche" como fator que dificultou o seu trabalho.

"Se você pegar o time do ano passado e comparar com o deste ano, teve jogo que eu tive só dois titulares do ano passado. Não foi uma perda durante a competição, mas de um ano para o outro. Foram 23 jogadores que saíram e chegaram só três", afirmou o treinador em entrevista ao SporTV.

Terceiro colocado no Campeonato Brasileiro de 2017, o Santos perdeu alguns dos seus principais jogadores ao fim da temporada, como Ricardo Oliveira, que se transferiu ao Atlético Mineiro, e Lucas Lima, que foi ao Palmeiras. Além disso, o lateral Zeca deixou o clube na reta final do torneio, tentando se desligar através da Justiça. Assim, o treinador, que chegou após bom trabalho no Botafogo, não teve grandes nomes à sua disposição.

Jair lembrou, também, que o Santos demorou a realizar contratações nesta temporada. Apenas Dodô, Gabriel Barbosa e Eduardo Sasha chegaram ao time no primeiro semestre, além de Romário, que já deixou a Vila Belmiro. E os estrangeiros Carlos Sánchez e Bryan Ruiz só foram anunciados nos últimos dias, ainda nem tendo estreado pelo time.

O treinador ressaltou que durante todo o período em que esteve à frente do Santos, buscou um substituto para Lucas Lima, mas não teve êxito na utilização de diferentes jogadores na função de camisa 10, como Vecchio, Jean Mota e Diogo Vitor.

"O Santos repôs a saída do Lucas Lima? Não. Repôs a perda do Ricardo Oliveira? Não. Esses dois foram responsáveis por 50% dos gols da equipe em 2017. A verdade é que a gente não tinha um jogador para municiar os atacantes", declarou o agora ex-treinador santista, demitido um dia após empate por 0 a 0 com a Chapecoense.

Sob o comando de Jair, que assumiu o time em janeiro, o Santos foi eliminado nas semifinais do Campeonato Paulista e ocupa apenas o 15º lugar no Brasileirão, mas está classificado às oitavas de final da Libertadores e às quartas da Copa do Brasil. Em 39 jogos, o time somou 14 vitórias, dez empates e 15 derrotas, mas, mesmo com esses números ruins, ele defendeu o seu trabalho.

"No Brasileiro não estávamos bem, mas alcançamos todos os nossos objetivos nos outros torneios. Nós nos classificamos na Libertadores, na Copa do Brasil, e há espaço para recuperação no Brasileiro. O Santos vai evoluir e não vai cair", assegurou o treinador, que deixou o time em 15º lugar no Brasileirão, apenas um ponto acima da zona de rebaixamento.

Jair, porém, evitou criticar Peres, avaliando que a pressão era grande para demiti-lo já há algum tempo. "Ele não conseguiu me segurar, não foi culpa do presidente, a pressão era grande", afirmou o treinador. "Quero agradecer ao Santos. Não tenho mágoa nenhuma", concluiu, exibindo certa resignação com a sua demissão.

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