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Rede estadual aprova 72 alunos em universidades públicas

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Bianca Barbosa
Especial para o Diário

25/02/2018 | 07:00


Filho de família humilde e morador da periferia, o calouro de Engenharia Civil da Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) Jhonathan Gabriel Moreira Nunes, 17 anos, orgulha os pais por ser o primeiro entre os parentes a entrar em universidade pública. Nascido em Dracena, Interior de São Paulo, o jovem mora no Parque Real, em Diadema, desde os 7 anos. Não cursou Ensino Médio em rede privada nem contou com auxílio de cursinho preparatório para ampliar o conhecimento. Oriundo da EE Professor Riolando Canno, no bairro Conceição, ele é um dos 72 estudantes de unidades estaduais das sete cidades aprovados em instituições de Ensino Superior gratuitas.

Jhonathan revela ter confirmado a paixão pela Engenharia na escola. “Quando conheci a área me apaixonei, pois nessa profissão você sonha junto com o sonhador”, ressalta. Além de ter estudado uma hora e meia por dia em casa, o jovem lembra com carinho da atenção que teve dos professores. “Tive total apoio da escola. O coordenador Fernando sempre me ajudou. A professora de Português, Rosana, me apoiou na Redação, que era minha fraqueza e hoje é uma das minhas melhores notas. Os professores Agda, Adálio e Cristiane também foram essenciais”, reconhece.

A escola foi alicerce importante para o aluno conquistar bons resultados. A diretora da EE Professor Riolando Canno, Elizabeth DiSantis, que trabalha há seis anos na instituição de ensino, conta que o diferencial da unidade é desenvolver projetos durante o ano com enfoque nas profissões, além de realizar simulados e visitas às faculdades para estimular os estudantes. “É uma parceria entre a escola, a família e os sonhos dos alunos.”

Como resultado, 12 alunos da unidade de ensino foram aprovados em vestibulares de universidades públicas, entre elas, USP (Universidade de São Paulo), Unesp e Fatecs (Faculdades de Tecnologia).
Por enquanto, Jhonathan trabalha como atendente em consultório odontológico, mas já planeja mudança para Guaratinguetá, onde fica o campus do curso de Engenharia.

Em média, cerca de 30 mil alunos estão matriculados no 3º ano do Ensino Médio da rede estadual no Grande ABC. Isso significa dizer que apenas um a cada 415 estudantes consegue passar no vestibular para instituição pública.

AJUDA  - Determinação e foco levaram Juliane Assis, 22, a conquistar o primeiro lugar no vestibular da UFABC (Universidade Federal do ABC). A moradora de Rio Grande da Serra vai começar o BC&T (Bacharelado em Ciência e Tecnologia) neste ano e pretende se especializar em Engenharia de Energia.
Para realizar o sonho, a estudante prestou o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) por quatro vezes seguidas.

Juliane estudou na EE Edmundo Luiz de Nóbrega Teixeira. “Mesmo sendo uma das melhores da sala, me sentia defasada e decidi fazer cursos de Inglês, Matemática e um preparatório de vestibular”, conta. Não tinha folga, os estudos acompanhavam desde o horário de almoço até mesmo as viagens de trem. No fim de semana, a menina passava até cinco horas se dedicando aos livros. “Valeu a pena”, comemora. Juliane vai começar o curso em junho e, enquanto isso, segue trabalhando como auxiliar administrativo. 



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Rede estadual aprova 72 alunos em universidades públicas

Bianca Barbosa
Especial para o Diário

25/02/2018 | 07:00


Filho de família humilde e morador da periferia, o calouro de Engenharia Civil da Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) Jhonathan Gabriel Moreira Nunes, 17 anos, orgulha os pais por ser o primeiro entre os parentes a entrar em universidade pública. Nascido em Dracena, Interior de São Paulo, o jovem mora no Parque Real, em Diadema, desde os 7 anos. Não cursou Ensino Médio em rede privada nem contou com auxílio de cursinho preparatório para ampliar o conhecimento. Oriundo da EE Professor Riolando Canno, no bairro Conceição, ele é um dos 72 estudantes de unidades estaduais das sete cidades aprovados em instituições de Ensino Superior gratuitas.

Jhonathan revela ter confirmado a paixão pela Engenharia na escola. “Quando conheci a área me apaixonei, pois nessa profissão você sonha junto com o sonhador”, ressalta. Além de ter estudado uma hora e meia por dia em casa, o jovem lembra com carinho da atenção que teve dos professores. “Tive total apoio da escola. O coordenador Fernando sempre me ajudou. A professora de Português, Rosana, me apoiou na Redação, que era minha fraqueza e hoje é uma das minhas melhores notas. Os professores Agda, Adálio e Cristiane também foram essenciais”, reconhece.

A escola foi alicerce importante para o aluno conquistar bons resultados. A diretora da EE Professor Riolando Canno, Elizabeth DiSantis, que trabalha há seis anos na instituição de ensino, conta que o diferencial da unidade é desenvolver projetos durante o ano com enfoque nas profissões, além de realizar simulados e visitas às faculdades para estimular os estudantes. “É uma parceria entre a escola, a família e os sonhos dos alunos.”

Como resultado, 12 alunos da unidade de ensino foram aprovados em vestibulares de universidades públicas, entre elas, USP (Universidade de São Paulo), Unesp e Fatecs (Faculdades de Tecnologia).
Por enquanto, Jhonathan trabalha como atendente em consultório odontológico, mas já planeja mudança para Guaratinguetá, onde fica o campus do curso de Engenharia.

Em média, cerca de 30 mil alunos estão matriculados no 3º ano do Ensino Médio da rede estadual no Grande ABC. Isso significa dizer que apenas um a cada 415 estudantes consegue passar no vestibular para instituição pública.

AJUDA  - Determinação e foco levaram Juliane Assis, 22, a conquistar o primeiro lugar no vestibular da UFABC (Universidade Federal do ABC). A moradora de Rio Grande da Serra vai começar o BC&T (Bacharelado em Ciência e Tecnologia) neste ano e pretende se especializar em Engenharia de Energia.
Para realizar o sonho, a estudante prestou o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) por quatro vezes seguidas.

Juliane estudou na EE Edmundo Luiz de Nóbrega Teixeira. “Mesmo sendo uma das melhores da sala, me sentia defasada e decidi fazer cursos de Inglês, Matemática e um preparatório de vestibular”, conta. Não tinha folga, os estudos acompanhavam desde o horário de almoço até mesmo as viagens de trem. No fim de semana, a menina passava até cinco horas se dedicando aos livros. “Valeu a pena”, comemora. Juliane vai começar o curso em junho e, enquanto isso, segue trabalhando como auxiliar administrativo. 

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