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Projeto de lei prevê que animais sejam sepultados em cemitérios

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em S.Caetano, proposta autoriza moradores a enterrar bichos de estimação em jazigo da família


Bia Moço
Especial para o Diário

20/10/2017 | 07:00


 Para a maior parte das pessoas que têm animais de estimação, os bichos passam a ser da família. Pensando nisso, projeto de lei prevê autorizar o sepultamento dos chamados pets nas campas e jazigos dos cemitérios de São Caetano. Diante da possibilidade de manter a mascote próximo até mesmo após sua morte, moradores do município ficaram animados.

Autor do Projeto de Lei 5.243/17, o vereador Ubiratan Figueiredo explica que a ideia se deve ao fato de os bichos de estimação também terem o direito de estar perto de seus entes. “(As pessoas) Pagam por um túmulo, então por qual motivo não podem enterrar o animal junto? Não vejo nenhum problema, pois hoje em dia os pets são considerados parte da família. Quem tem é porque gosta, então não há mal em enterrar um ente querido, mesmo que seja um animal, junto da família. Eles merecem isso”, explica ele, que também é fundador de uma ONG (Organização Não Governamental) de proteção animal.

O projeto prevê que as regras e taxas administrativas para o sepultamento do animal deverão ser regulamentadas pelo órgão municipal responsável e, no caso dos cemitérios particulares, poderá ser estabelecido regramento próprio.

Outros países, como Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca, e até mesmo algumas cidades brasileiras já aderiram a essa legislação. Na Capital, por exemplo, a Câmara aprovou a medida há quatro anos, no entanto, ela foi vetada pelo então prefeito Fernando Haddad (PT).

De acordo com informações do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), São Caetano tem aproximadamente 11,5 mil cachorros e 1.500 gatos atualmente.

Para o administrador Henrique Ficher, 30 anos, a inciativa é uma conquista para o município. “Achei um projeto muito bom e gostaria muito que fosse aprovado. Acho bem legal o fato de, mesmo depois da morte, poder manter jazigo da família toda, junto com seu pet. É como deixá-los sempre por perto, assim como as pessoas”, relata o morador do bairro Santa Paula.

Questionada sobre os impactos da medida, a Prefeitura não se manifestou.

RIBEIRÃO PIRES

Ao passo que São Caetano pode contar também com animais enterrados nos cemitérios, em Ribeirão Pires, a necrópole São José vive cenário problemático de falta de espaço para sepultar pessoas. Segundo a Prefeitura, são 54,3 mil jazigos, mesmo número de corpos enterrados na área de 150 mil metros quadrados, em declive.



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Projeto de lei prevê que animais sejam sepultados em cemitérios

Em S.Caetano, proposta autoriza moradores a enterrar bichos de estimação em jazigo da família

Bia Moço
Especial para o Diário

20/10/2017 | 07:00


 Para a maior parte das pessoas que têm animais de estimação, os bichos passam a ser da família. Pensando nisso, projeto de lei prevê autorizar o sepultamento dos chamados pets nas campas e jazigos dos cemitérios de São Caetano. Diante da possibilidade de manter a mascote próximo até mesmo após sua morte, moradores do município ficaram animados.

Autor do Projeto de Lei 5.243/17, o vereador Ubiratan Figueiredo explica que a ideia se deve ao fato de os bichos de estimação também terem o direito de estar perto de seus entes. “(As pessoas) Pagam por um túmulo, então por qual motivo não podem enterrar o animal junto? Não vejo nenhum problema, pois hoje em dia os pets são considerados parte da família. Quem tem é porque gosta, então não há mal em enterrar um ente querido, mesmo que seja um animal, junto da família. Eles merecem isso”, explica ele, que também é fundador de uma ONG (Organização Não Governamental) de proteção animal.

O projeto prevê que as regras e taxas administrativas para o sepultamento do animal deverão ser regulamentadas pelo órgão municipal responsável e, no caso dos cemitérios particulares, poderá ser estabelecido regramento próprio.

Outros países, como Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca, e até mesmo algumas cidades brasileiras já aderiram a essa legislação. Na Capital, por exemplo, a Câmara aprovou a medida há quatro anos, no entanto, ela foi vetada pelo então prefeito Fernando Haddad (PT).

De acordo com informações do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), São Caetano tem aproximadamente 11,5 mil cachorros e 1.500 gatos atualmente.

Para o administrador Henrique Ficher, 30 anos, a inciativa é uma conquista para o município. “Achei um projeto muito bom e gostaria muito que fosse aprovado. Acho bem legal o fato de, mesmo depois da morte, poder manter jazigo da família toda, junto com seu pet. É como deixá-los sempre por perto, assim como as pessoas”, relata o morador do bairro Santa Paula.

Questionada sobre os impactos da medida, a Prefeitura não se manifestou.

RIBEIRÃO PIRES

Ao passo que São Caetano pode contar também com animais enterrados nos cemitérios, em Ribeirão Pires, a necrópole São José vive cenário problemático de falta de espaço para sepultar pessoas. Segundo a Prefeitura, são 54,3 mil jazigos, mesmo número de corpos enterrados na área de 150 mil metros quadrados, em declive.

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